Manifestação / Foto: ilustrativa

O lugar dela é onde ela quiser e a luta para atingir isso é o que define ser mulher nos dias atuais. O mundo ainda vive sob a soberania do patriarcado em que o grande vilão, chamado machismo estrutural, anda disfarçado por entre a multidão, podendo se manifestar por meio de uma elevação no tom de voz, ou simplesmente em um olhar, gestos que ainda tentam dizer que determinado assunto ou lugar não sejam apropriados para uma mulher.

As mulheres vêm sendo caladas há muito tempo, consideradas inferiores, frágeis e até mesmo incapazes. Isso aconteceu e perdura na sociedade principalmente devido a histórica violação dos direitos das mulheres, que consequentemente desencadeia uma série de atos contra sua liberdade que passaram a ser questionados e combatidos a partir do movimento feminista. 

A sociedade patriarcal impõe seu padrão hierárquico masculino ao longo de toda a história, como acontece em casos similares ao de Joana D’arc que, com apenas 17 anos de idade, liderou a França em diversas vitórias na Guerra dos ‘Cem Anos’, contra a Inglaterra, mas quando foi capturada, torturada e morta, não houve sequer uma tentativa de resgate. Ela foi executada em uma fogueira em praça pública, devido à suposta rebeldia de seus atos, sendo acusada de heresia e bruxaria. Esse fato histórico mostra o quão enraizado o pensamento machista está na cultura da sociedade, na qual mesmo após a mulher provar diversas vezes seu valor, ela continua a andar sob uma corda bamba, em que no abismo se encontra a fogueira da ignorância. 

Quantas vezes mais as mulheres serão jogadas em fogueiras por agirem diferentemente de como os homens acham que deveriam? A literatura é uma das áreas em que a mulher encontrou espaço para debater questões como esta, um espaço em que buscou-se entender o que é ser mulher em seu conceito mais puro e livre possível de influências do mundo. Personagens como Anne Shirley, Jo March e Conceição, essa última de Raquel de Queiroz, são exemplos de protagonistas femininas que, diferentemente da maioria das demais, não buscam um marido em suas histórias, mas que param e se questionam sobre suas verdadeiras ambições e expectativas para com a vida.

As personagens deixam de lado o pensamento antiquado das pessoas ao seu redor e pela primeira vez realmente exercem poder de mudança em sua sociedade, inspirando muitas meninas ao redor do mundo a não ouvirem quando dizem onde deveriam estar e descobrindo que podem estar onde quiserem. Como uma vez, citado por L.M. Montgomery, em sua obra Anne de Green Gables: “eu quero ser casada com as minhas aventuras”; ou por Louisa May Alcott, em Mulherzinhas, quando a personagem Jo fala: “Nunca sigo conselhos; não consigo ficar parada o dia inteiro, e não sou um gato para ficar cochilando ao lado da lareira. Eu gosto de aventuras e vou procurar algumas.”

Dessa forma é possível perceber como a luta pelos direitos iguais entre homens e mulheres é importante e que, visando a conquista de tais direitos, é primordial que as prefeituras municipais promovam palestras e oficinas nas escolas, que retomem histórias de mulheres na sociedade, destacando sua importância em grandes fatos e feitos históricos. Essas atividades devem visar a instruir as crianças e jovens sobre igualdade de direitos, a fim de evitar que a ignorância e o ódio prossigam inflamados na sociedade.

Isadora Saldanha Balbinot, aluna do 3º ano do Curso técnico em agropecuária integrado / Ifro – campus Colorado do Oeste

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