Senador durante sessão deliberativa / Foto: Divulgação

Durante a sessão deliberativa do Senado Federal da terça-feira 11, o presidente da Comissão Temporária da Covid-19, senador Confúcio Moura (MDB-RO), afirmou que nas duas últimas audiências públicas do colegiado houve uma grande participação de governadores, técnicos e de prefeitos, ou de organizações de prefeitos, defensores da compra de vacinas.

De acordo com o parlamentar, na sexta-feira 07, o debate centrou fogo na vacina Sputnik V. Ele disse que os diretores da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Meiruze Freitas e Alex Machado, que foi o relator da Sputnik V, justificaram que o motivo de não terem aprovado a vacina no Brasil foi a falta de um relatório técnico emitido por órgãos e agências reguladoras onde a vacina já foi utilizada.

Para Confúcio Moura, a partir desse relatório a Anvisa analisa os aspectos de segurança, eficácia e qualidade. “Isso não foi apresentado, segundo o relator, e tudo dentro do que dispõe a Lei 14.124/2021. A vacina já é usada em 62 países, conforme suas palavras, e foi solicitado a todos explicações e justificativas da autorização de uso, dentro dos países que já a utilizam, segundo a Anvisa. Em todos eles, o uso emergencial foi autorizado”, disse.

O parlamentar lembrou que o governador Wellington Dias (PI), presidente do Fórum de Governadores, que representa 17 Estados, já havia feito a compra da Sputnik e os Estados do Norte, do Nordeste também, além da Frente Nacional dos Prefeitos e da Confederação Nacional dos Municípios, e que o plano estratégico de vacinação elaborado por eles no ano passado mudou completamente.

Confúcio Moura assegurou que, para nenhuma vacina do mundo estão sendo usadas regras normais. Todas estão sendo aprovadas de forma emergencial, excepcional, por conta da guerra mundial contra o coronavírus e lembrou que não está se tratando de Sputnik, mas de uma vacina a mais. Para ele, há mais de 60 países usando a vacina russa, a eficiência dela chega a 91,6% e com efeitos colaterais raros.

Carlos Eduardo Gabas, secretário-executivo do Consórcio Nordeste, segundo Confúcio Moura, também deu explicações  na Comissão sobre a Sputnik. “Ele fala que o grande problema da Anvisa, na sua viagem à Rússia, foi uma questão, simplesmente, de não cumprimento de regras de outro país. E eles adiaram de uma sexta-feira para segunda-feira a abertura do estudo Gamaleya para a inspeção da Anvisa, mas a Anvisa não pôde esperar, retornaram e deu no que deu”, asseverou.

O senador destacou ainda que o Consórcio Brasil Central também está interessado na vacina Sputnik e que as duas audiências públicas foram muito objetivas em que os governadores e a sociedade de prefeitos externaram e colocaram os seus pontos de vista, as suas dificuldades, os seus anseios e o desejo de contribuir com o país.

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