Coluna escrita por Humberto Lago/Foto: Arquivo Extra de Rondônia

Nesta semana li uma notícia sobre a instalação de uma indústria de celulose no Mato Grosso do Sul com investimentos de R$ 14,7 bilhões, cuja inauguração da fábrica ocorrerá em 3 anos. Trata-se de um grupo econômico nacional, sendo esta sua segunda fábrica naquele estado.

Pense comigo nos milhares de hectares de eucalipto que serão plantados, apenas para alimentar e mover esse complexo industrial; no valor dos equipamentos industriais que serão trazidos do exterior; na frota de caminhões para o transporte das árvores num raio de 60 km; nos tratores florestais que serão utilizados; nas centenas de empregos diretos e indiretos que serão criados, antes, durante e depois da inauguração; no aumento da arrecadação de impostos estaduais e federais etc.

Pense nas residências que serão construídas naquela pequena cidade para abrigar as pessoas; nas novas vagas das escolas; no aumento das vendas do comércio, supermercado, vestuário, alimentação, transporte, lazer, farmácias…

Pense na receita de dezenas de proprietários rurais, decorrente da comercialização sistemática de florestas de eucalipto, naquela região e seu expressivo impacto na economia local.

E lembrar que nosso país está sem crescer há 20 anos… Como se diz, o agronegócio brasileiro tem potencialidades enormes, uma vez que a população mundial cresce sem parar e não existem áreas cultiváveis no globo terrestre para a produção de grãos e proteínas.

Na mesma ocasião também li a notícia de que, segundo um recente estudo técnico, o cone sul de Rondônia é a melhor região do país para o cultivo de florestas de eucalipto, dadas as condições climáticas aqui existentes.

A despeito de tantas notícias más, da incompetência de alguns e do oportunismo de outros, este país certamente é  abençoado por Deus. Nossa extensão territorial, a abundância de sol e água, são outras importantes dávidas divinas.

Diante disso somos estimulados a prosseguir, na expectativa de dias melhores, com a cabeça erguida, trabalhando e produzindo. Cabe a nós fazer o dever de casa. Ninguém fará isso em nosso lugar.

Vai chegar a hora – e ela se aproxima rapidamente – em que nossos governantes terão de investir na busca e prospecção de novos negócios, compatíveis com o perfil técnico do nosso estado, se quiserem atrair para cá grandes empresas. Dispomos de alguns importantes diferenciais sócio econômicos, que precisam ser melhor explorados.

Não nos faltam mercados; não nos faltam recursos financeiros nem linhas de crédito; não nos faltam empreendedores. Ou será que estou equivocado? Pense nisso enquanto lhe digo até a semana que vem.

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