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Onde estão as vacinas que, já chegadas, alguns lotes há semanas e que até agora não foram utilizadas? Os números do sábado apontam que Rondônia recebeu nada menos do que 632.318 doses, incluindo as mais de 48.460 mil enviadas ou em processo de entrega.

Ou seja, de uma população/alvo da imunização, no Estado, de 1.316.398 pessoas, já recebemos doses que poderiam, se todas usadas rapidamente, ter beneficiado mais de 48 por cento de todos os rondonienses, segundo números oficiais do Ministério da Saúde. As informações do MS (não há outras, porque se não consta no relatório diário, é porque não chegou a informação sobre o número de vacinados, ou seja, a falha é de origem!), Porto Velho, por exemplo, lidera positivamente a imunização.

Até o último dia 25 (terça-feira desta semana), das 170 mil doses que a Capital recebeu, aplicou mais de 86 mil da primeira dose e outras 44 mil da segunda. Separou, ainda, mais de 40 mil vacinas que ainda serão injetadas como segunda dose. Somando-se tudo, das 170 mil doses recebidas até aquele dia, a Prefeitura utilizou ou guardou o número exato de doses recebidas. Já Ji-Paraná, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, tinha aplicado, até terça, dia 25, apenas 11 por cento do total das 43 mil doses recebidas até então.

A Prefeitura da cidade nega esse dado e diz que ele está absurdamente defasado. Mas não divulgou os números que seriam os corretos. Para todos os efeitos e como só  vale a contagem oficial, até que haja uma correção, Ji-Paraná está devendo a aplicação de mais de 39 mil vacinas.

Os números não mentem! Há uma doentia (com o perdão do trocadilho!) lentidão no sistema vacinal em vários municípios do Estado ou, com há grande atraso nos registros oficiais. Não se pode culpar o governo e a Sesau, porque as vacinas que chegam no aeroporto da Capital, no máximo em 48 horas estão distribuídas a todas as cidades, pelas regionais. Ou seja, o sistema de passo de tartaruga é mesmo dos municípios. E cada vez faltam explicações para um maior número de doses não aplicadas. Vejamos os números: até o sábado, haviam sido aplicadas 230.008 vacinas na primeira dose e 129.582 da segunda. Total usado: 359.590. Como há que se separar a diferença entre a primeira e a última dosagem (230.000- 129.582), acrescente-se a esse total, mais 100.426 vacinas.

Daí se chega a um número definitivo, sobre as que chegaram e que já foram usadas ou estão separadas para a segunda dose: 460.016. Como recebemos 632.318 doses e usamos ou separamos 460.016, a pergunta que apavora é: onde estão as 172.302 doses que não aparecem em nenhum relatório de utilização? Ou seja, neste domingo, caso houvesse um mutirão para uso de todas essas doses que estão faltando nos relatórios, poderíamos vacinar pelo menos mais 86.115 rondonienses. Ou seja, poderíamos estar entre os melhores índices vacinais do país e não na rabeira. Até quando a maioria das Prefeituras continuarão com essa incompetência, para cumprir um trabalho simples, como vacinar sua população?

CGU DIZ QUE SOMOS CAMPEÕES MUNDIAIS EM MORTES PELA COVID

A oscilação no número de novos casos (ainda estão muito altos) e de óbitos (caíram um pouco em relação ao pico da doença, mas também aí não há nada a se comemorar), somaram-se, nessa semana, à triste notícia de que Rondônia é campeão mundial em número de mortes por Covid, por cada 100 mil habitantes. Segundo levantamento da Controladoria Geral da União, não há lugar no planeta em que tenhamos tantos mortos pela terrível doença quanto nessas terras de Rondon.

No sábado, estávamos caminhando para 5.750 mortes registradas em todo o Estado. Ou seja, tivemos 2,5 óbitos sobre o total de quase 229 mil casos de pessoas atingidas pelo vírus mortal. Há vários motivos para isso. O primeiro é o descuido e a irresponsabilidade de muita gente, que continua ignorando os cuidados, andando sem proteção e participando de festas ilegais e aglomerações. Depois, a falha do Ministério da Saúde, que durante meses colocou Rondônia entre os Estados que menos receberam vacinas. E, por fim, pela lentidão da maioria das Prefeituras, que estão estocando vacinas, ao invés de aplica-las na população. Lamentável!

ENTRE AS OBRAS NAS BRS, JIRAU ELEVA TRECHOS DA 364 EM MUTUM

Obras importantes estão ocorrendo em duas das principais rodovias federais no Estado. O Dnit começa a trabalhar na recuperação da buraqueira em que se transformou a BR 429, chamada de Estrada da Integração, graças a um projeto da então deputada Marinha Raupp. Os serviços já começaram nesta semana. Na BR 364, duas frentes importantes de trabalho estão sendo realizadas, em pontos distantes da maior rodovia que atravessa Rondônia, desde Vilhena até a divisa com o Acre.

O primeiro deles é em Jaru, onde o 5º BEC realiza obras de duplicação da rodovia, para o futuro acesso em duas mãos para a ponte sobre o rio Jaru. A terceira obra importante não está sendo realizada com recursos públicos. São em torno de 11 quilômetros, em pequenos trechos, na região de Mutum, onde a BR 364 está sendo elevada, para evitar que a rodovia seja tomada pelas águas em tempos de enchentes. O trabalho está sendo realizado pela compensação da Usina de Jirau. Não há prazo para conclusão dos trabalhos da 429. Dois anos para o acesso à duplicação da ponte em Jaru e, no caso da elevação, Jirau também não informou o tempo de duração das obras e nem seu custo.

ANORMAL ESPALHA FAKE NEWS SOBRE O MORTAL VÍRUS INDIANO

Qual a doença que afeta uma pessoa que, do nada, começa a divulgar nas redes sociais que o vírus indiano teria sido detectado em Porto Velho? Esse tipo de ser abjeto, certamente atingido por alguma anormalidade, abunda nas redes sociais. Sem utilidade para ninguém, certamente, esses irracionais devem perder horas imaginando que maldade poderão inventar para prejudicar as pessoas, seus conhecidos, sua comunidade.

Espera-se que a polícia investigue mais esse doente social, o identifique, porque não é tão difícil assim e o processe, para que responda por seu crime. A verdade é que o perigoso e mortal vírus indiano realmente chegou ao Brasil, mas em casos muito isolados que começaram no Maranhão, mas com os infectados devidamente isolados. Claro que há grande risco de que a cepa indiana possa se espalhar, mas ao menos as autoridades sanitárias brasileiras estão melhor preparadas para tentar impedir que ele prolifere. Já o caso do doente social que criou a Fake News de que o vírus teria chegado por aqui, esse não tem cura!

SÃO FRANCISCO É BENEFICIADO COM PACOTE DE OBRAS E KITS DA SEAS

A semana foi de festa para São Francisco do Guaporé, importante cidade do eixo da BR 429, na região central do Estado. O governador Marcos Rocha e sua equipe, acompanhado por deputados estaduais (como o presidente da ALE, Alex Redano; o líder do governo, Luizinho Goebel e o representante da cidade no parlamento, deputado Ismael Crispim), levou à cidade um pacote de boas notícias.

Pelo menos três programas começam a ser implantados na cidade. Dois deles, o “Tchau Poeira!” e o “Governo na Cidade”, em investimentos para asfalto de ruas, iluminação pública e outros serviços importantes, que somam investimentos que superam os 4 milhões de reais. Através do projeto “Tchau Poeira!”, serão asfaltados 5 quilômetros de ruas e avenidas e outros 3 quilômetros e meio via programa “Governo na Cidade”. Através da Ação Social, a Seas, a secretária e primeira dama Luana Rocha, lançou também o programa “Mamãe Cheguei!”, com kits para atender famílias que têm crianças de zero a três anos. Todos os 52 municípios rondonienses serão beneficiados com esses e outros programas da atual gestão estadual.

ERRO GROSSEIRO: 92 PROFISSIONAIS RECEBERAM VACINAS DIFERENTES

Não foi só um. Não foram dois. Foram 92 os casos. Médicos, enfermeiros e auxiliares do Hospital Cosme e Damião, de Porto Velho, receberam doses de diferentes vacinas. A primeira dose aplicada foi a da chinesa Coronavac. A segunda foi da Oxford/Astrazeneca. Um evento inacreditável. No país inteiro, já estão computados mais de 16 mil brasileiros que tomaram doses diferentes de vacinas, mas geralmente em casos isolados. Um erro tão grosseiro, numa vez só, envolvendo tanta gente e principalmente profissionais especializados na área de saúde, certamente é inédito no país.

Todos os 92 casos ocorreram dentro do hospital Cosme e Damião, o hospital infantil de Porto Velho. Na aplicação  da segunda dose, houve troca das vacinas e não houve checagem  da ficha da primeira dose. Passados três meses, os vacinados não estão imunizados.  E não há qualquer informação sobre quando eles receberão uma nova dose da Astrazeneca, já que a Coronavac já perdeu o efeito, com apenas uma dose.

MARECHAL DA BANDA É ETERNIZADO NUMA ESTÁTUA NO MERCADO CULTURAL

Foi uma cerimônia simples, mas tocante. Com pouco público, até pelos cuidados que o momento de pandemia exige. Mas a inauguração da estátua do Manelão, o Marechal da Banda do Vai Quem Quer, no Mercado Cultural, sexta à noite, foi tocante. O prefeito Hildon Chaves e a primeira dama, dona Ieda, comandaram a festividade, com a presença também de Syça Andrade, filha de Manelão e que dá continuidade ao seu reinado no carnaval porto-velhense, com a Banda, considerada a maior de toda a região norte.

A estátua, toda na cor preta, feita pelo artista plástico Bruno Souza, destacou a cor que o Marechal mais gostava, pois a usava sempre que podia, representa Manelão sentado a uma mesa de bar. Foi ao lado da estátua que Hildon Chaves sentou para falar da importância da valorização desse ícone da cultura porto-velhense e rondoniense. A filha de Manelão, Syça, estava visivelmente emocionada. Silvio Santos, o Zé Katraca, um dos mais próximos amigos do carnavapesco e destaque na cultura da cidade, também prestigiou o evento. Manelão agora está eternizado, como bem o merecia, junto ao belo Mercado Cultural, que momentaneamente está sem grandes atrações, pelos cuidados com a Covid 19, mas, em breve, voltará com tudo!

A ESQUERDA COMEÇA A SE MEXER E VAI ÀS RUAS CONTRA BOLSONARO

Não chegaram nem perto das manifestações de apoio a Bolsonaro, mas, neste sábado, a esquerda voltou às ruas, para protestar contra o Presidente, com as palavras de ordem que todos já conhecemos. Na maioria das cidades do interior do país, a movimentação foi pífia. Mas nas capitais e cidades maiores, houve sim participações que merecem registro. Modestas, no geral, comparando-se com as gigantescas mobilizações a favor do governo e do Presidente, mas, mesmo assim, significativas.

O problema nestes eventos é que os organizadores sempre fazem questão de dar números estratosféricos, mesmo que aos olhos, claramente, as imagens não mintam. Em Porto Velho, por exemplo, os participantes chegaram a falar na presença de mais de 200 veículos. Obviamente, a carreata ficou muito aquém disso. A curiosidade na Capital rondoniense foi a presença do senador Flávio Bolsonaro, que estava por aqui novamente (já fez várias visitas à Unir e esteva gora na Fimca), que passou no meio dos carros do pessoal da esquerda, ironizando o protesto.

PERGUNTINHA

O que você achou de Dias Tóffoli ter votado pela anulação da delação premiada que acusava o próprio ministro do STF de ter recebido propina?

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