Vítima teve crânio esmagado/ Foto extra de RondôniaNa manhã desta quarta-feira, 07, o delegado Núbio Lopes de Oliveira, titular da Delegacia de Homicídios de Vilhena, realizou uma coletiva de imprensa, onde apresentou a conclusão do inquérito sobre a morte de Valter Eloi Pedroso de Andrade, de 42 anos, que teve o crânio esmagado a pauladas na noite do dia 30 de dezembro do ano passado.

Na ocasião, quando a Polícia Militar chegou ao local, se deparou com Eloi caído ao lado de sua motoneta, na Rua 9311, no bairro Ypê, com a face totalmente desfigurada e já sem vida.

A partir daí o setor de investigação deu início aos trabalhos minuciosos, que apesar de todas as contradições e dificuldades encontradas, levou a conclusão do caso e a prisão do suspeito poucos meses depois.

Segundo os dados da investigação obtidos pelo Extra de Rondônia, minutos antes do crime, dois vizinhos estavam em um ponto de ônibus localizado no referido bairro ingerindo bebidas alcoólicas e conversando cordialmente, quando Eloi chegou ao local em companhia de um amigo, identificado pelas iniciais A. F., de 43 anos na época, sem serem convidados.

Após alguns minutos, A., que era cantor em uma igreja evangélica, começou a entoar uma música, mas Eloi não gostou e pediu para que ele parasse, começando ali uma discussão que só não partiu pra vias de fatos porque as pessoas que ali estavam impediram mesmo sem os conhecer. Após o desentendimento, o clima ficou pesado no local e todos foram embora.

Pouco tempo depois, uma das pessoas que confraternizava no local onde ocorreu a briga, viu uma viatura da Polícia Militar passando em frente sua casa e parando a poucos quarteirões. Quando chegou na cena do crime, a testemunha reconheceu Eloi pelas vestes e pelo veículo, uma vez que o crânio da dele estava lacerado, ao ponto de deixar a massa cefálica exposta.

Como a vítima tinha discutido com A. minutos antes do crime, foi levantada a suspeita de que ele pudesse ser o autor, mas não foi localizado de imediato, sendo expedido um mandado de prisão preventiva, que somente foi cumprido no final do mês passado, quando o agente foi capturado Pela Polícia Militar ainda em Vilhena.

Apesar de ter confessado o crime, A. alegou legítima defesa, relatando que após a discussão, ele foi a pé pra casa e se deparou com Eloi, que o aguardava na via em posse de um facão para tirar satisfações.

Ainda segundo A., ambos passaram a correr em círculos em volta do veículo, até que ele conseguiu encontrar um pedaço de madeira, com o qual teria assassinado Eloi para se defender.

No entanto, a perícia técnica encontrou sangue no painel da motoneta da vítima, o que mostra que o primeiro golpe recebido foi quando ela ainda estava sobre ela ou bem próximo. Ainda segundo os laudos, todos os golpes sofridos por Eloi foram realmente causados por um pedaço de madeira e na região do crânio, apontando que a vítima em nenhum momento tentou se defender com os braços ou se virando para não ser atingido no rosto.

Outro fato que também chamou a atenção da perícia, é que a vítima tinha resquícios de mato entre os dedos do pé direito, que estava descalço, o que leva a crer que ela se arrastou pela vegetação até cair no meio da via de costas, onde recebeu todos os golpes de cima para baixo.

Diante de todos os indícios levantados e dos relatos de uma testemunha ocular, que afirmou não ter ouvido gritaria ou discussão, apenas uma pancada e ao sair na porta, já avistou uma pessoa deitada sendo agredida a pauladas por outra, o delegado entendeu que de fato A., por mais que tenha tentando se defender de uma possível agressão, que não foi comprovada, se excedeu ao executar a vítima mesmo ela já estando ao solo, ao ponto de lacerar seu crânio.

Visto isso, A. foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e as investigações foram concluídas, sendo encaminhado o inquérito para o Ministério público.

A vítima Eloi já havia sido preso no ano de 2014, por mostrar a genital para uma criança de 10 anos, no Bairro Novo Tempo.

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