Delegada Solangela Guimarães, titular do DEAM / Foto: Extra de Rondônia (arquivo)

A redação do Extra de Rondônia conversou com a delegada Solângela Guimarães, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) e Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Vilhena.

Ela informou que os crimes de violência contra mulheres e crianças sofreram um aumento no início da pandemia, se compararmos com o mesmo período dos anos anteriores, tendo em vista que as vítimas e agressores foram submetidas a um convívio familiar mais intenso.

Frisou que principalmente em relação aos crimes de abusos sexuais perpetrados contra as crianças, uma vez que são crimes que ocorrem de maneira velada, no interior da residência. Por essa razão, tanto os familiares, quanto vizinhos e a sociedade de modo em geral devem estar atentas para ajudar a identificar crianças que possam estar sendo vítimas desse tipo de violência.

Segundo Solângela, mudanças de comportamento na criança/adolescente, tais como uma criança que repentinamente passou a ser muito quieta, triste, retraída, ou começou a se auto lesionar, podem ser indicativos que ela está sofrendo violência sexual. A dica é estar sempre atento ao comportamento da criança e da família em geral.

Ela informou que qualquer cidadão que suspeitar a ocorrência desses crimes pode se dirigir à DEAM, na UNISP ou ligar no número 197 ou ainda registrar uma denúncia de maneira eletrônica através do site: delegaciavirtual.pc.ro.gov.br, sendo que a forma mais célere de realizar a denúncia será pessoalmente ou pelo telefone da DEAM: 69 3322- 5851, consignando-se que há possibilidade dessas denúncias serem feitas de maneira totalmente anônima e sigilosa caso o denunciante deseje resguardar sua identidade.

A violência doméstica e sexual gera sequelas psicológicas e bloqueios que podem perdurar por longos anos, quiçá pela vida inteira, por isso a importância de identificar e coibir esses crimes de maneira mais célere possível. Segundo a Delegada, muitas vítimas desencadeiam doenças psicológicas como depressão, culminando inclusive em tentativas suicidas como forma de cessar o sofrimento.

“Devemos proteger nossas crianças porque, na maioria das vezes, aqueles que deveriam cumprir esse papel, são justamente os abusadores e quem deveria denunciar muitas vezes se omitem; então, as crianças dependem desse socorro da sociedade e dos poderes públicos, sendo dever de toda a sociedade cuidar das crianças e adolescentes e, denunciar, mesmo que de forma anônima, quando há suspeita de crimes de natureza sexual, para evitar que essa violência perdure e gere traumas cada vez maiores nas vítimas”, destacou.

Para realizar as denúncias, tanto o canal telefônico 197 (ligação gratuita), quanto a UNISP, estão disponíveis 24 horas por dia.

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