Foto: ilustrativa

Em uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, 15, o Delegado Núbio Lopes de Oliveira apresentou os detalhes da investigação de um crime bárbaro cometido por dois irmãos no dia 30 de março deste ano, em uma fazenda localizada ás margens da BR-174, a 60 km do perímetro urbano de Vilhena.

Como já divulgado pela imprensa anteriormente, após matar, decapitar e desmembrar a vítima Lindomar de Souza, mais conhecido como “Cowboy”, com que trabalhavam há 9 dias, os irmãos Jean e Geovane S. R. se apresentaram á Polícia e se encontram presos.

Porém, após matarem Lindomar a golpes de machado, alegando apenas que ele os teria ameaçado de morte, atitude que era comum a vítima praticar quando estava alcoolizada, os irmãos deixaram seus membros espalhados pela propriedade, tendo inclusive a massa cefálica servido de alimento para alguns cães que estavam no local.

“Os membros não tinha sinais de mordidas dos animais, porém, a massa cefálica foi comida por eles, que aparentavam não estar sendo alimentados como é devido e um ainda ficava amarrado”, relatou o delegado.

Ainda segundo Núbio, a frieza de Jean, que se apresentou primeiro, era assustadora, uma vez que durante o trajeto de volta para Vilhena, ele questionava se o cérebro da vítima tinha sido localizado, se não, era porque os cachorros haviam comido.

Após o crime, os irmãos ainda furtaram a motocicleta da vítima para fugir, mas o veículo apresentou defeito a caminho da cidade e foi abandonada em uma plantação de soja, juntamente com as roupas sujas de sangue que Jean usou no delito e foram encontradas após ele mesmo apresentar o local aos policiais.

Como a equipe passou quase toda a noite na ocorrência após Jean ir até a delegacia e confessar o crime, o delegado pediu pela prisão preventiva dele durante a madrugada e já na manhã do dia 31 ela foi decretada pela justiça.

No entanto, mesmo Jean  tentando livrar o irmão do crime, alegando que este não teve ação no delito, no mesmo dia Geovane também se apresentou contrariando as alegações, pois como havia se separado do cúmplice ao darem entrada na cidade, soube por um tio que ele tinha se entregado e decidiu fazer o mesmo.

Em seu depoimento Geovane relatou que quando a vítima já estava sem reação, ele revezava as agressões com o irmão e diziam: “toma desgraçado, vai matar outro”.

Com a conclusão do inquérito, Jean e Geovane foram indiciados por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e meio que tornou impossível as chances de defesa da vítima, pois enquanto Geovane atraiu a atenção dela conversando de frente, Jean a golpeou por trás com um machado, que ele mesmo já havia buscado atrás da casa e deixado em local estratégico.

Devido terem se apossado do veículo de Lindomar na fuga, os irmãos também responderão pelo crime de furto.

E por fim, como o corpo de Lindomar foi desmembrado pelos autores, ainda foi imputado a eles o crime de destruição de cadáver.

Como já veiculado em um reportagem anterior, Jean e Geovane também foram indiciados pelo homicido de Claudemir Ramos Rech, de 56 anos, que foi esfaqueado na madrugada do dia 21 de março deste ano, em uma casa localizada na Linha 01, esquina com a Linha 135, zona rural de Vilhena e morreu após 12 dias de internação no Hospital Regional.(Reveja AQUI)

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