Coluna escrita por Humberto Lago

O recrutamento profissional de colaboradores é uma arte e nem todos estão preparados para desempenhá-la de modo compatível. Às vezes, na pressa de selecionar e contratar novos funcionários cometem-se equívocos, trazendo-se para o interior das organizações pessoas despreparadas ou com perfil inadequado para a função.

Esses equívocos, aparentemente minúsculos na visão de alguns, mais tarde implicarão em desligamentos, aumentando a rotação do quadro de pessoal, algo sempre indesejável. E na hora de serem efetivadas as rescisões trabalhistas, os custos indenizatórios serão conhecidos.

A perspectiva correta seria demorar-se um pouco mais no processo seletivo, imprimindo-lhe critério e técnica, inclusive com variadas entrevistas. Dessa forma evitar-se-ia a ocorrência de erros de admissão e custos administrativos posteriores.

No meu trabalho de acompanhamento mensal da evolução das despesas da empresa, constatei uma elevação dos gastos com o FGTS, no mês passado. Investigando o assunto, foi constatado que o valor do FGTS de dois colaboradores desligados era maior do que o desembolso de FGTS relativo a cerca de 20 funcionários regulares. Atende bem para o clamor dos números.

Isso me levou a fazer uma análise da evolução da folha de pagamento da empresa, mês a mês, ao longo do corrente ano, tanto dos encargos sociais em si, como também das diversas rubricas contábeis (salários, horas extras, prêmios, férias…).

O exame das horas extras abrangeu tanto os valores em si, como também o número de horas efetivamente trabalhadas. Também estão sendo vistoriados os pagamentos de gratificação, mês a mês. O acompanhamento das ausências e/ou atrasos frequentes podem ser sintomáticos de posturas impróprias ou de dificuldades no relacionamento interpessoal.

A experiência tem demonstrado que diversas organizações deixam esgotar-se o período inicial de 90 dias, sem um acompanhamento criterioso da performance dos colaboradores. Em decorrência dessa desatenção gerencial, é comum identificar a necessidade de desligamento de colaboradores com 120 ou 150 dias de trabalho, por desempenho abaixo do esperado. E como todos sabemos, nestes casos os encargos sociais aumentam significativamente. Em outras palavras, três meses não foram suficientes para identificar pessoas com baixa performance.

Empresas organizadas costumam, na hora do desligamento funcional, atribuir ao setor de recursos humanos a tarefa de realizar uma entrevista formal de desligamento. A pessoa tem oportunidade de expressar, se for o caso, as razões de sua saída, inclusive emitindo críticas. A adoção desta providência tem o benefício de trazer importantes lições para o aprimoramento do processo de seleção e recrutamento.

Aprimorar a gestão empresarial é tarefa de todos e não de alguns. Este compartilhar de ideias e experiências é sempre educativo e por isso mesmo bem vindo. Pense nisso enquanto lhes digo até a semana que vem.

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