Viviani Aparecida de Oliveira da Silva, comandante do 1º SGB do Corpo de Bombeiros de Vilhena/ Fotos: Extra de Rondônia (Jheymes Moraes)

Em entrevista ao Extra de Rondônia nesta semana,  a aspirante a oficial Viviani Aparecida de Oliveira da Silva, comandante do 1º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros de Vilhena, falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos militares nos atendimentos às ocorrências de incêndio e sobre a necessidade das empresas em seguirem as normas de segurança exigidas por lei.

De acordo com a comandante, nesta época do ano, a seca é o maior problema das causas de incêndios de grandes proporções, principalmente em vegetações, porém, os fortes ventos acabam agravando a situação, mesmo quando se trata de fogo em imóveis, pois aceleram a propagação das chamas e coloca em risco construções vizinhas, como ocorreu em 15 de julho passado, no município de Colorado do Oeste, onde  um comércio foi destruído em questão de minutos e outros dois ficaram muito danificados (leia mais AQUI).

Apesar do laudo pericial que apontará as causas do incêndio ainda não ter previsão de ser emitido oficialmente, áudio e foto divulgados por um dos funcionários da agropecuária, onde o fogo teve início, apontam um vazamento de gás como a possível causa da destruição.

Usando esta ocorrência em específico, Viviane enfatizou a importância da população se manter distante dos locais de incêndio, garantindo um perímetro seguro e de fácil acesso para os profissionais, pois segundo a comandante, umas das maiores dificuldades que os militares enfrentaram no atendimento a referida ocorrência, foi à chegada ao local, devido à via estar totalmente trancada por curiosos e mercadorias que foram retiradas dos estabelecimentos sem nenhuma segurança.

“Quando uma estrutura está em chamas, as chances de desabamento mesmo sendo de concreto é muito grande. Por isso, solicitamos que as pessoas não entrem no local para tentar salvar nada, pois isso pode lhes custar à vida, até porque a fumaça pode ser totalmente tóxica, principalmente como foi o caso do incêndio nas farmácias daquele município, uma vez que os produtos que servem como combustível para o fogo são químicos”, relatou.

A comandante explicou, ainda, que as equipes sabem o que estão fazendo, pois são treinadas para quando chegam ao local, já analisarem o que pode e não pode ainda ser salvo, motivo este que gera curiosidades de pessoas leigas, ao verem os bombeiros direcionando os jatos d’água em áreas onde não há fogo.

“Se constatamos que nada pode ser salvo no local onde o fogo teve início, passamos a resfriar áreas ainda não queimadas para que a destruição seja menor. Não adiante ficarmos concentrando nossa atenção e esforços onde nada mais pode ser feito só porque as chamas naquele local são maiores”, enfatizou a comandante.

Outra dificuldade destacada pela bombeira é o fato da equipe ter que se dividir entre o combate às chamas e a realização da conscientização e segurança da população, que insiste em se aproximar dos locais.

Por fim, Viviane destacou a importância dos estabelecimentos comerciais seguirem a risca o Auto de Vistoria Contra Incêndio e Pânico (AVCIP), que é o documento emitido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia (CBMRO), validando que no ato da vistoria a edificação conta com condições de segurança previstas pela legislação, ou do Auto de Conformidade de Processo Simplificado (ACPS), documento prévio para fins de liberação de ocupação ou funcionamento das edificações e áreas de risco, que por suas características (até 750 m²) necessitam apenas de sinalizações, saída de emergência e extintores, assim como outras exigências mais simples.

O Extra de Rondônia mostra, abaixo, o local atingido após quase um mês do incêndio.

 

 

 

 

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