Boi gordo / Foto: Ilustrativa

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis nesta segunda-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a semana inicia sem apresentar grandes mudanças em torno do perfil das negociações, com preços acomodados em grande parte do país.

“A exceção é o Mato Grosso do Sul que ainda se depara com maior propensão a reajustes. Nos demais estados os frigoríficos desfrutam de uma posição mais confortável em suas escalas de abate, que ainda atendem entre cinco e sete dias úteis em média. A entrada de animais a termo e a utilização de confinamentos próprios reforça essa tendência”, assinalou Iglesias.

“O resultado das exportações foi excelente no decorrer da primeira quinzena de agosto, sugerindo que a China segue absorvendo grandes volumes de proteína animal brasileira no decorrer do terceiro trimestre. O Brasil ganha mercado com as recentes medidas adotadas pelo governo da Argentina, somado aos problemas de rebanho na Austrália”, disse o analista.

Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 314,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308,00, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba.

ATACADO

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a alguma queda dos preços, movimento natural durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo.

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 562,2 milhões em agosto (10 dias úteis), com média diária de US$ 56,229 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 101,592 mil toneladas, com média diária de 10,159 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5,5 mil. Em relação a agosto de 2020, houve ganho de 80,5% no valor médio diário da exportação, alta de 30,7% na quantidade média diária exportada e valorização de 38,11% no preço médio.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17 por quilo. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,2 por quilo, estável. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,9 por quilo.

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