Confúcio Moura / Foto: Divulgação

O senador Confúcio Moura (RO), vice presidente nacional do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em discurso na quarta-feira 18, no plenário da Casa, criticou a proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma eleitoral que restitui as coligações nas eleições proporcionais de deputados e vereadores, aprovada em segundo turno na terça-feira 17, na Câmara dos Deputados.

Confúcio Moura lamentou que o Brasil mal realizou uma eleição no modelo da minirreforma política de 2017, que vai mudar novamente.  “Nós nunca vamos ter uma reforma política estável em nosso país, nós nunca vamos formar partidos fortes, que tenham propostas, que tenham programas organizados”, enfatizou. Segundo ele, o grande número de partidos políticos atrapalha a governabilidade, e que a maioria deles copiam e colam os seus estatutos, quase todos muito assemelhados e sem uma meta, sem um objetivo claro de defesa do povo brasileiro.

De acordo com o parlamentar, a votação e discussão chegaram à responsabilidade do Senado, mas que no seu ponto de vista a matéria não devia nem ser lida em Plenário. “A gente deve, antes de tudo, trabalhar um modelo de política sólida, até para avançar no que se fala muito hoje, na forma de semipresidencialismo ou de parlamentarismo diferenciado à moda francesa ou equivalente à de Portugal ou de outros modelos do mundo”, afirmou.

O senador assegurou que o país precisa de líderes e partidos fortes e que irá votar contra à PEC. “Vou votar para que permaneça a reforma dos partidos, para que se fortaleçam os seus candidatos; para que se organizem, busquem as militâncias, formem bases sólidas do partido em seus Estados. E não essa colcha de retalhos, formando uma dificuldade imensa de governar o País com tantos partidos” concluiu.

sicoob credisul

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