Animal abandonado / Foto: Ilustrativa

Na obra literária de Thomas More, “Utopia”, retrata uma civilização  perfeita  sem problemas sociais. Tal obra fictícia, se distancia da realidade contemporânea no tocante aos maus-tratos aos animais, problema ainda a ser combatido no Brasil, apesar da taxa de adoção e resgate dos animais ter aumentado nos últimos anos a um número superior de animais abandonados e sofrendo. 

Esse panorama lamentável ocorre não somente em razão da ineficácia na punição dos infratores, mas também em relação à ignorância do ser humano. Logo se torna necessária uma análise da adversidade. 

Ressalta-se, que em 2019 foi alterada a Lei Sansão que endurece a punição para aqueles que praticarem quaisquer atos que sejam considerados maus-tratos aos animais. Entretanto, dados levantados no mesmo ano mostram a ineficiência da aplicação da lei. 

Segundo  pesquisas realizadas pelo Ibope com 2 mil pessoas, cerca de 92% já presenciaram maus-tratos aos animais, mas somente 17% denunciaram os atos.

Com isso é correto afirmar que a falta de fiscalização e a punição flexível, faz com que as pessoas comecem a simplesmente ver e ignorar os animais em situações deploráveis, pois acreditam que denunciar não trará soluções. Sendo assim, o governo de forma direta contribui para as mazelas sofridas pelos animais diariamente.     

Além disso, é de extrema relevância mencionar a persistente ignorância do ser humano. Conforme o pensamento do filósofo Sócrates, os erros são consequências da ignorância humana. Diante dessa lógica, a violência contra animais está refletida no caráter do sujeito, uma vez que se sente superior aos animais e usa da sua autoridade para machucá-los seja física ou mentalmente ou simplesmente o abandona para não ter responsabilidades, dessa forma a ignorância do homem se torna o principal fator para a problemática. 

Conclui-se, que a insuficiência da aplicação da lei e punição junto com a ignorância humana criam esse cenário bárbaro que os animais vivem cotidianamente. Para minimizar o problema, é preciso que o governo federal em companhia com o ministério do meio ambiente estimule a população a seguir as leis e alertá-los sobre as punições por meio de  anúncios e propagandas na televisão, pois a mesma é considerada uma das mais eficaz fonte de informações da comunidade. 

Larissa Ribeiro Amaral, aluna do 3º ano do Ifro-campus Vilhena

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