Luizinho Goebel (PV) / Foto: Divulgação

O deputado estadual Luizinho Goebel (PV) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, durante sessão da quarta-feira 25, para relatar a situação das empresas de transporte escolar de Rondônia, que estão paradas há mais de um ano e que com a volta às aulas presencias, estão em dificuldades.

“A gente vê no discurso a defesa de incentivos às empresas e aos empregos. Mas, a Associação das Empresas de Transporte Escolar de Rondônia (Assetero) já apresentou diversas propostas, incluindo uma lei onde o Governo repassava parte dos contratos durante a pandemia, mas isso não prosperou e respeitamos essa prerrogativa”, disse Goebel.

Segundo o deputado, “foi protocolado um novo pedido ao Governo, pelo retorno às aulas presenciais e isso está previsto de ocorrer na próxima semana. Eles solicitaram a anistia nos exercícios 2020 e de 2021 do licenciamento dos veículos. Eles não podem pagar sequer usaram os veículos. Seria o mínimo que eles deveriam ser beneficiados. Já me mobilizei, mas não conseguimos avançar”.

Para Goebel, “a maioria das empresas está quebrada ou quebrando. Lamento a falta de resposta por parte do Governo. Outro ponto solicitado é a anistia do IPVA de 2020 e de 2021 desses veículos, não é justo pagar sendo que não usaram no transporte. As empresas pagarem por um serviço que não usaram. Lamento que ficamos por meses lutando por isso, mas não recebemos sequer uma resposta aos ofícios”.

O deputado solicitou que, “no mínimo, seja dada uma prorrogação das vistorias realizadas. Foram feitas vistorias em 2020 e não foram usadas. Tudo bem, ficaram parados e devem passar por nova vistoria, mas ter que ser pago de novo? É injusto. Quando se tem a oportunidade legal de se ajudar e não se ajuda, é hipocrisia. Cobrar de um serviço que não foi prestado, é inaceitável”.

Líder do governo na Casa, Goebel disse que “quero levar isso ao conhecimento do governador Marcos Rocha: se não tem ninguém no Governo que pode dar essa resposta, que ele cobre essa resposta de quem seja o responsável. Se queremos gerar, manter os empregos e as empresas, não podemos virar as costas para esse setor”.

Em Rondônia, cerca de cinco mil ônibus estão parados há mais de um ano. Cada ônibus precisa de um motorista e monitor, além de funcionários da manutenção e administrativos, que somam cerca de 20 mil pessoas no Estado.

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