Luan Rocha, primeira-dama do Estado / Foto: Divulgação

O Extra de Rondônia conseguiu, nesta semana, uma entrevista exclusiva com a secretária de Estado da Assistência Social (SEAS), a primeira-dama de Rondônia, Luana Rocha.

Através de sua assessoria, ela respondeu perguntas encaminhadas pelo site, abordando vários assuntos, traçando um histórico de suas ações à frente da SEAS, assim como discorrendo sobre os desafios enfrentados na gestão, que foi bastante impactada pelo advento da pandemia no meio do caminho.

Questionada sobre eventual projeto político para o futuro, a primeira-dama declinou de comentar a questão, mas não rechaça a possibilidade.

Confira abaixo a íntegra da entrevista:

EXTRA DE RONDÔNIA – Chegando ao segundo semestre do penúltimo ano de gestão, qual é a avaliação que a senhora faz do desempenho da SEAS sob seu comando?

LUANA ROCHA – Avalio como positiva a minha gestão à frente da SEAS, assim como a do Governador a frente ao Governo. Tínhamos um planejamento para a gestão e fomos surpreendidos pela pandemia. Tivemos que readaptar as ações prioritárias para atender a população e mesmo diante a adversidade conseguimos.

EXTRA Como foi administrar este setor tão sensível da administração durante o período da pandemia, ocasião em que as demandas sociais se multiplicaram?

LUANA – Foi desafiador e gratificante. Nossa equipe conseguiu, em tempo recorde, realizar ações e programas voltados para atendimento imediato da população. Em apenas quatro meses, instituímos o Programa “Amparo” (transferência de renda temporária) e o Programa “Previna-se” (distribuição de máscaras de tecido para população vulnerável). Fizemos, ainda, a reorganização dos demais projetos e programas para que pudessem atender a população, mesmo acumulando os programas excepcionais da pandemia, não deixando assim de dar andamento aos previamente planejados.

EXTRA– Ainda sobre a pandemia: em Rondônia, a Covid matou milhares de pessoas e deixou uma multidão de pessoas com sequelas da doença, afetando expressivamente muitas famílias do Estado, além de gerar uma legião de órfãos. Como o Estado está amparando as pessoas mais atingidas pela pandemia?

LUANADentro do funcionamento do Sistema Único da Assistência Social (SUAS), ocorre a divisão legal de responsabilidade da União, dos Estados e dos Municípios. No que se refere ao acolhimento de pessoas, o que inclui crianças e adolescentes, a responsabilidade imediata é do ente municipal. Sendo assim, e buscando dar o apoio necessário, o Governo do Estado, por meio da SEAS, está desde 2020 realizando o Cofinanciamento Estadual aos 52 municípios, ou seja, está passando recursos financeiros para que estes possam ofertar os serviços diretamente a população. São repassados aos 52 municípios uma média de 10 milhões anuais.

Luana Rocha durante evento no município de Corumbiara na semana passada / Foto: Divulgação

EXTRA Fale um pouco sobre os programas “Amparo” e “Mamãe Cheguei”, que salvo engano foram implantados, e com muito sucesso, pela sua gestão.

LUANA – São dois dos nossos principais programas. O “Amparo” foi instituído em julho de 2020, em razão da pandemia e trata-se de uma transferência de renda temporária para as famílias em situação de extrema pobreza com a finalidade de auxiliar a renda familiar neste momento de pandemia. Atendemos quase 28 mil famílias, o que totaliza mais de 93 mil pessoas pertencentes a essas famílias, sendo o investimento total de cerca de 60 milhões, já que o programa está em vigência de julho de 2020 a setembro de 2021.

Já o “Mamãe Cheguei” foi criado em 2019 e vem cada dia mais ampliando o seu atendimento, e o mesmo é executado em parceria com o Municípios e a EMATER. O programa tem como objetivos fortalecer os vínculos familiares entre a mãe o bebê, incentivar a realização do pré-natal e o bom desenvolvimento da primeira infância. A gestante em situação de vulnerabilidade social que realiza o acompanhamento médico pelo SUS pode cadastrar-se junto aos CRAS (que pertence ao município) ou EMATER e, ao comprovar o acompanhamento médico e demais requisitos do programa, recebem ao final da gestação um kit enxoval com itens para o recém-nascido, como banheira, bolsa, fraldas, roupinhas e etc.

EXTRA – O que a senhora prefere: passar mais quatro anos à frente da SEAS, apostando na reeleição do governador Marcos Rocha, ou partir para uma carreira política paralela, lançando-se à disputa eleitoral para cargo no Legislativo nas eleições do próximo ano?

LUANA – Estou empenhada em fortalecer as políticas públicas de assistência social para as pessoas em situação de vulnerabilidade do nosso Estado. Essa é minha missão atual. Sobre o futuro, eu deixo nas mãos de Deus para que ele possa mostrar os caminhos a serem seguidos. Por ora, sigo firme no presente e trabalhando para nossa população juntamente com o Governador.

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