Prefeito José Ribamar de Oliveira (PSB)/ Foto: reprodução

Após uma reportagem divulgada pelo Extra de Rondônia mostrando a situação de desespero de moradores de uma das ruas que estão recebendo obra de pavimentação asfáltica em Colorado do Oeste, onde as águas e a lama da enxurrada invadiu uma casa e provocou prejuízo aos moradores, o prefeito José Ribamar de Oliveira (PSB) entrou em contato com a reportagem do site e esclareceu os motivos da demora na conclusão da obra, o que segundo ele, foi a causa dos transtornos.

Dois dias antes dos fatos, a reportagem do site já havia entrado em contato Ribamar para esclarecer uma denúncia formalizada pela Caerd junto à Polícia Civil contra a empresa responsável pela obra de pavimentação, que segundo o boletim de ocorrência, já havia danificado várias vezes as tubulações de água que abastecem o bairro Cruzeiro, onde normalmente os moradores já sofrem com a falta d’água devido ser elevado geograficamente.

Porém, o prefeito afirmou que retornaria o contato depois, devido estar em Brasília, mas antes que isso acontecesse, no dia seguinte uma forte chuva caiu sobre o município de Colorado do Oeste e causou a situação calamitosa registrada pelos próprios moradores, que alegavam que o alagamento se deu pelo fato da obra de pavimentação não possuir manilhamento e nem “bocas de lobo”.

Todavia, o prefeito ainda de Brasília, retornou o contato da reportagem e esclareceu o que segundo ele, são as verdadeiras causas dos dois fatos distintos apresentados na reportagem.

De acordo com Ribamar, ele foi pego de surpresa com o a denúncia registrada pela Caerd contra a empresa contratada pela prefeitura para a realização da obra, pois todas as vezes que ouve o rompimento da tubulação, a Secretaria de Obras prestou apoio com suas máquinas para a realização dos reparos.

“Todas as vezes que um cano foi rompido, nosso maquinário foi disponibilizado para auxiliar efetivamente na manutenção e recolocação destes nas laterais da via, como é adequado para evitar novos prejuízos”, afirmou Ribamar.

Já com relação ao alagamento causado pela chuva, cujos moradores culparam a falta de manilhamento e “bocas de lobo” no projeto, o prefeito se pronunciou afirmando que de fato a população está em seu direito de se revoltar com a situação, pois a obra já era pra ter sido concluída ou no máximo, estar em fase de acabamento.

“Pensando na chegada das chuvas e nos transtornos que poderiam ocorrer devido a geografia do município, eu emití a ordem de serviço o quanto antes, para dar tempo suficiente para concluir a pavimentação até meados deste mês”, afirmou o prefeito.

No entanto, não foi isso que aconteceu, pois mesmo as referidas ordem de serviço sendo emitidas do dia 22 de abril deste ano, a empresa não cumpriu e só deu início à obra a cerca de 70 dias.

“Se a empresa contratada tivesse iniciado quando demos a emitimos a ordem de serviço, já estaríamos no mínimo em fase de conclusão”, afirmou José Ribamar.

Outra situação destacada pelo prefeito, são os questionamentos referente a inexistência de pontos de escoamento das águas pluviais no projeto.

“É claro que os ponto de vazão fazem parte do projeto, porém, para que haja a colocação das “bocas de lobo”, a obra tem que estar avançada, já com o asfalto concluído. Assim, quando iniciar-se a fase de instalação do meio-fio, ocorrerá a demarcação e adaptação das vazantes”, relatou o prefeito.

José Ribamar enfatizou ainda que era a isso que se referia quando afirmou aos moradores juntamento com o engenheiro responsável pelo projeto, de que nada podia ser feito no momento, pois nenhuma obra pode pular etapas, e as “bocas de lobo” só pode ser adaptadas já com o asfalto construído.

“Sou muito presente nas obras, vou aos locais, ouço os moradores e explico a situação, porém, temos que entender que para que haja melhoria, infelizmente teremos transtornos, mas estes são momentâneas e o resultados serão de ganho para todos, pois asfalto não só melhora a qualidade de vida como valoriza os imóveis”.

Por fim, o prefeito afirmou que ao retornar de sua agenda em Brasília, irá analisar a situação dos moradores prejudicados e tomará providências para apurar se de fato o atraso no início da obra foi o que de fato causou os prejuízos registrados.

 

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