Quem esperava uma nova forma de conduta do Poder Legislativo vilhenense depois de tudo o que aconteceu na legislatura passada decepcionou-se neste primeiro dia de mandato da Câmara de Vereadores.
Por falta de quórum não foi realizada a eleição da Mesa Diretora, e em virtude disso o Município fica “travado”, sem que o Parlamento tenha condições de deliberar e votar projetos de qualquer natureza.
O fato aconteceu porque os quatro vereadores estiveram na posse ocorrida minutos antes não compareceram a sessão.
Os ausentes foram Leninha do Povo – que na condição de vereadora mais votada deveria presidir a sessão de eleição da Mesa Diretora; Vera da Farmácia; Sargento Carlos Suchi; e Rogério Barrellas.
Estavam presentes os parlamentares Rafael Maziero, Célio Batista, Samir Ali; Ronildo Macedo, Adilson da Chassi Laser e França Silva, o chamado “Grupo dos Seis”.
O grupo classifica como “manobra suja”, e uma tentativa de ganhar tempo para que o quarteto consigam reverter a desvantagem na disputa pelo comando da Casa de Leis.
Comenta-se que a expectativa desta ala é a libertação dos vereadores eleitos que estão na cadeia para mudar tal cenário.
De todos os faltantes, apenas Leninha do Povo apresentou justificativa à ausência, traduzida por um atestado assinado pelo médico Luís Valdez.
De acordo com a assessoria da vereadora, ela teria passado mal logo após a solenidade de posse, e está internada no Hospital “Bom Jesus”.
Seguindo o que determina o Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Vilhena, o parlamentar presente que foi mais votado em outubro passado assumiu a presidência e abriu a sessão extraordinária, apenas para registrar a falta de quórum e convocar nova sessão para amanhã (segunda-feira 2), às 09 horas.
Foi explicado aos presentes que caso o mesmo ocorra nova sessão será convocada para o dia seguinte, e assim sucessivamente até que se realizem as eleições internas da Câmara. Até lá o plenário fica impedido de deliberar e votar matérias, travando a administração municipal.
Em seguida os vereadores presentes concederam entrevista coletiva onde lamentaram a situação, classificando o caso como “mau começo”, “manobra suja” e “um abalo na esperança da população que esperava uma nova forma de agir por parte do Legislativo”.
Depois foi feito o sorteio dos gabinetes que serão ocupados pelos novos vereadores. O escasso público presente, assim como a imprensa, manifestaram indignação com o ocorrido, considerando que foi um ato de “desrespeito ao povo de Vilhena”.

Fonte: Extra de Rondônia
Fotos: Extra de Rondônia


