Vereador diz que argumentação do tucano não procede. Ele chamou atitude de molecagem

O vereador Carlos Suchi (Podemos), em contato telefônico à reportagem do Extra de Rondônia, se diz chateado com as declarações do seu colega de parlamento, Rafael Maziero (PSDB), que garantiu que o projeto de Lei 5.405, que proíbe o nepotismo na administração pública municipal de Vilhena, não foi votado em plenário, na noite desta terça-feira, 5, devido à ausência do vereador-policial. Ele está em Porto Velho.
De acordo com Sushi, a verdade é outra: o projeto não entrou em pauta porque nem sequer o conteúdo foi lido por parte dos vereadores. “Dizer que não foi a plenário por minha causa é tendencioso. Isso não procede. Inclusive, eu pedi para incluir a proibição do nepotismo cruzado. Foi molecagem o que fizeram comigo. Tentando me culpar de uma situação que não procede”, avalia.
O projeto foi apresentado em plenário em 03 de abril, reformulado, e entregue novamente às comissões da Casa de Leis para análise em 08 de maio deste ano. Leia AQUI
Após tomar conhecimento de uma matéria publicada num site local, Suchi diz que ligou para Maziero, que garantiu não ter dito isso a ninguém. Essa foi a mesma resposta do vereador Ronildo Macedo (PV), também autor do projeto. “Ambos garantiram que não deram entrevista a nenhum veículo de comunicação. Mas o nome de Maziero aparece lá, como fonte. Querem repassar a mim essa responsabilidade”, desabafou.
NEPOTISMO CRUZADO
Carlos Suchi é responsável por incluir nesse projeto artigos que proíbem o Nepotismo Cruzado, que é a nomeação de parentes de vereadores em cargos comissionados do Poder Executivo do Município, e vice-versa. A lei abrange a nomeação em âmbito estadual. “A eleição suplementar acabou e agora temos que unir forças para ajudar o município”, frisou.
VIAGEM A PORTO VELHO
Com relação a sua ida à capital de Rondônia, o vereador afirmou que tem por finalidade protocolar a implantação de mais um colégio militar em Vilhena, requerer um novo local para o Centro de Referência de Prevenção e Atenção à Dependência Química (Crepad). E, junto ao governador, solicitar um veículo para o colégio militar. “Minha viagem não tem nada a ver emendas para Vilhena. Não é isso”, esclareceu.
Texto: Extra de Rondônia
Foto: Extra de Rondônia


