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Unisp – Vilhena/Foto: Extra de Rondônia
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Em Vilhena, a Central de Operações da Polícia Militar (PM) recebeu uma denúncia anônima informando que duas pessoas estavam sendo mantidas em cativeiro em uma casa na Rua Paraíba, no Bairro Parque Industrial Novo Tempo.

A guarnição da Patrulha Reforço foi ao local e constatou que a residência era cercada por um muro de aproximadamente três metros de altura e que o portão estava trancado com cadeado pelo lado de fora.

A casa era monitorada por câmeras de segurança, o que tornava difícil a saída das pessoas mantidas no local. Por uma pequena abertura entre o portão e o muro, os policiais conseguiram contato com uma adolescente de 17 anos, que relatou estar sendo impedida de sair com sua filha de apenas 1 ano e 9 meses. Os policiais tiveram que quebrar o cadeado para ter acesso ao imóvel e resgatar as vítimas.

Segundo a adolescente, cerca de um ano atrás, R., a convidou para morar no local com sua filha, alegando precisar de ajuda com os afazeres domésticos devido a problemas de saúde. No entanto, após o marido de R., sair da prisão e voltar para casa, o comportamento de R. mudou drasticamente. Ela passou a hostilizar a adolescente, acusando-a de furto e a ofendendo por não desempenhar os serviços domésticos a contento.

R., também teria ameaçado a mãe da adolescente por ela insistir em visitar a filha. Após isso, a menina foi proibida de receber visitas de familiares ou de manter contato com qualquer pessoa. A vítima teve seu celular danificado e posteriormente desapareceu da residência. Toda vez que ela entrava no quarto, a suspeita a impedia de permanecer em local privado.

A adolescente ainda relatou que era forçada a trabalhar em troca de alimentação e moradia, além de ter o benefício do “Bolsa Família”, destinado ao bebê, apropriado pela suspeita. Este era a única fonte de renda da adolescente e sua filha.

Sempre que saía, R., trancava o portão com cadeado e corrente pelo lado de fora, impedindo a adolescente de sair com sua filha. A vítima afirmou que não gritava por socorro por medo de R., que supostamente tinha envolvimento com criminosos, incluindo seu marido.

Em algumas ocasiões, R., trazia uma marmita da rua, que deveria ser dividida entre a adolescente, a criança e os cachorros da casa. No local, havia um cercadinho na porta de um dos quartos, onde R., ordenava que a bebê ficasse confinada. A suspeita deixou o local por volta das 05h e ainda não havia retornado até a chegada da guarnição, momento em que a adolescente e a criança ainda não haviam se alimentado.

Durante a permanência dos policiais na casa, R., chegou ao local, recebeu voz de prisão e foi conduzida à delegacia pela Polícia Civil. Na presença dos militares, R., tentou coagir a vítima a reconsiderar a denúncia, sendo necessário que os policiais interviessem e afastassem a vítima da suspeita.

Uma conselheira tutelar acompanhou o registro da ocorrência e acolheu a adolescente e a criança.

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