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Vitoria Manuela Antônia Santos de Almeida, aluna do 3º ano do IFRO-Campus Vilhena
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O maior problema do Brasil é, com certeza, a desigualdade social que voltou a crescer no país. Um assunto tão preocupante, porém, já normalizado por parte da sociedade que não se importa com esse drama social.

Mas de quem será a culpa? Das grandes empresas comandadas, em sua maioria, por homens brancos que só querem lucrar? Ou do Governo que falhou em proporcionar qualidade de vida para o povo brasileiro? Ou de todos nós?

Na parcela dos 10% mais ricos, estão os homens tiveram um aumento de 19% em sua fortuna. Esse valor extremamente superior aos das mulheres afortunadas, pois elas elevaram sua riqueza em apenas 3,4%. Isso se agrava em relação à população negra, já que a queda foi de 2,5%, segundo a Oxfam Brasil. Vemos, então, a questão preconceituosa. Parte das empresas, principalmente as grandes comandadas por homens brancos, visam ao lucro apenas, sem se importar com a questão social. Para essas pessoas, seu próprio ganho é o que realmente importa.

O dinheiro move o mundo, e eles querem sempre mais e da melhor e mais fácil maneira, afinal, por que perder tempo e dinheiro empregando uma mulher, pensam alguns. Ela pode ficar gravida, tendo que receber a licença maternidade e ter sempre que se preocupar com o filho. Há, ainda, o fato de não ter com que deixar o filho e se ausentar do trabalho. É mais cômodo contratar um homem, que dificilmente terão esse problema. Infelizmente muitos não apenas pensam assim, mas também agem dessa forma.

Isto nos leva a outro ponto, o governo vê todo esse acontecido e parece que “fecha os olhos”, “passando a mão na cabeça” de quem os dá dinheiro. A maior parte das empresas considera pessoas de baixa renda como mão de obra barata, ainda mais nos tempos de hoje pós-pandemia. Emprego se tornou algo escasso, poucas pessoas conseguem um lugar estável para tirar seu sustendo. Muitos empresários veem isso como uma oportunidade, oferecendo uma vaga mediana com um salário-mínimo ou até inferior a isso.

O descaso que o governo faz nessas ocasiões se tornou uma pratica recorrente e bastante lucrativa para as grandes empresas. Mesmo com tudo isso, em vez de aprimorar as políticas públicas, aprova medidas como o teto de gastos, que estipula um limite para gastos públicos. Isso somado à uma política fiscal injusta, baixos salários entre outros fatores, temos um aumento ainda maior na desigualdade no Brasil.

Podemos, assim, afirmar que temos uma gestão falha, vivemos em um mundo preconceituoso e ganancioso, porém existem formas de melhorar esse cenário. Com implantação de políticas públicas, oferendo melhores formas de trabalho, transportes e salários mais justos. Além disso implementar medidas punitivas mais rígidas ao descumprimento das exigências básicas quanto à contratação e trabalho das pessoas. Com o tempo, podemos, sim, reduzir essa desigualdade que assola nosso país.

*Texto criado no projeto Oficina de Textos – edição 2023.

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