
Enfermeira Claudia Lucrécia representou a categoria e discursou no plenário do Legislativo / Foto: Divulgação
A Câmara de Vilhena realizou, na manhã desta terça-feira, 12, a segunda sessão ordinária de dezembro, com a análise de diversos projetos de leis.
Contudo, o auditório do Legislativo estava tomado de profissionais de enfermagem e seus familiares, que compareceram em peso à sessão legislativa para protestar contra a desigualdade salarial.
A enfermeira Claudia Lucrécia, representando a categoria, foi convidada pelo presidente da Casa de Leis, Samir Ali, a usar o microfone no plenário do parlamento para considerações quanto às reivindicações da categoria.
Ela informou que a categoria foi surpreendida com notificação de que a Classe “D” será fragmentada e só parte dos profissionais de Saúde receberão reajuste salarial, com os profissionais de enfermagem ficando de fora. “A Câmara deveria ter evitado esse nível de desigualdade”, reclamou.
Sobre o piso salarial, Claudia disse que o assunto argumentando pelo Poder Executivo é que não existe hoje piso salarial da enfermagem. “Hoje, em Vilhena, quem se aposentar na enfermagem, será com um salário de R$ 2.625,00, porque nós não temos esse piso incorporado no salário base. Aí vem o Executivo fazer uma proposta de reajuste tirando a classe de enfermagem fora, como se nós não tivéssemos o mínimo de importância para a Saúde. Senhores vereadores, estamos mostrando pra vocês, quem serão os prejudicados se nosso salário continuar sendo essa vergonha no município de Vilhena. São 10 anos sem reajuste. Ninguém aqui veio para pedir reduzir os salários dos colegas, viemos para pedir igualdade salarial, respeito do Executivo e Legislativo”, destacou.
Ainda, enfermeira comparou o salário da categoria com profissionais que trabalham numa empresa terceirizada pelo município. “Eles ganham 4.300,00, enquanto que, no município, os enfermeiros concursados, ganham R$ 2.625,00 de salário base”, disse.


