{"id":13778,"date":"2014-02-27T13:55:14","date_gmt":"2014-02-27T17:55:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=13778"},"modified":"2014-02-28T10:04:04","modified_gmt":"2014-02-28T14:04:04","slug":"justica-nega-recurso-e-marido-acusado-de-matar-designer-vai-continuar-preso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2014\/02\/27\/justica-nega-recurso-e-marido-acusado-de-matar-designer-vai-continuar-preso\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a nega recurso e marido acusado de matar designer vai continuar preso"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_13779\" aria-describedby=\"caption-attachment-13779\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/2014\/02\/27\/justica-nega-recurso-e-marido-acusado-de-matar-designer-vai-continuar-preso\/caso-abla\/\" rel=\"attachment wp-att-13779\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13779\" alt=\"Abla e Fabiano viviam em uni\u00e3o est\u00e1vel h\u00e1 aproximadamente nove meses antes do crime\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/CASO-ABLA-300x198.jpg\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/CASO-ABLA-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/CASO-ABLA.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13779\" class=\"wp-caption-text\">Abla e Fabiano viviam em uni\u00e3o est\u00e1vel h\u00e1 aproximadamente nove meses antes do crime<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Rond\u00f4nia (TJ-RO) negou, no dia 13 de fevereiro passado, o pedido de \u201cRecurso em Sentido Estrito\u201d, proposto pelos advogados do caminhoneiro Fabiano Cesar Vergutz, marido da Designer, Abla Ghassan Rahhal da Cunha, morta no dia 27 de abril de 2013.<\/p>\n<p>A justi\u00e7a entendeu que h\u00e1 fortes ind\u00edcios de que Fabiano tenha executado a esposa, e o pedido proposto pela defesa, segundo relat\u00f3rio do TJ, somente ressaltou o panorama j\u00e1 assentado para a decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do acusado, mesmo ele garantindo n\u00e3o ter rela\u00e7\u00e3o alguma com o caso. O acusado vai continuar preso em Vilhena.<\/p>\n<p>Os defensores de Fabiano Vergutz alegaram, no pedido, que sua pris\u00e3o \u00e9 desnecess\u00e1ria, pois n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios comprobat\u00f3rios de que ele seja o autor do crime. Os desembargadores da 1\u00aa C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Rond\u00f4nia, no entanto, usaram v\u00e1rios laudos realizados durante as investiga\u00e7\u00f5es para chegarem a decis\u00e3o de manter o caminhoneiro preso, at\u00e9 seu julgamento em j\u00fari popular, ainda sem data marcada.<\/p>\n<p>Em um dos laudos, a per\u00edcia aponta que os n\u00f3s feitos na corda usada para enforcar Abla Ghassan Rahhal da Cunha foram feitos por quem tinha destreza em produzi-los. Os peritos respons\u00e1veis pelo caso afirmaram que \u201co suicida normalmente prepara o ato executando o n\u00f3 corredi\u00e7o, fora do pesco\u00e7o&#8230; No caso em estudo o n\u00f3 foi elaborado j\u00e1 no pesco\u00e7o, pois mexas de cabelo encontravam-se entrela\u00e7adas ao n\u00f3\u201d, diz a per\u00edcia no laudo final sobre o caso.<\/p>\n<p>Durante as preliminares, os Desembargadores do TJ ressaltaram que a pris\u00e3o de Fabiano foi decretada para manter a ordem p\u00fablica, em raz\u00e3o da gravidade do caso. Ele ser\u00e1 julgado pelos crimes de tortura, estupro e homic\u00eddio da ent\u00e3o esposa.<\/p>\n<p><b>Relembre o caso<\/b><\/p>\n<p>O corpo de Abla foi encontrada pela filha pendurado pelo pesco\u00e7o, na ed\u00edcula da casa onde moravam, no bairro Cohab, em Vilhena, no dia 27 de abril, logo pela manh\u00e3. Inicialmente o caso estava sendo considerado como suic\u00eddio, e a imprensa lan\u00e7ava a not\u00edcia dando conta de que a designer havia tirado a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Entretanto, os laudos iniciais da per\u00edcia redirecionavam o caso, afirmando que Abla havia sido estrangulada at\u00e9 a morte. Os investigadores da Pol\u00edcia Civil de Vilhena come\u00e7aram a descartar as possibilidades e chegaram ao marido da v\u00edtima, Fabiano Vergutz. Em depoimento que mant\u00e9m at\u00e9 hoje, ele disse que na noite anterior ao crime, houve uma briga entre o casal e ele decidiu dormir na cabine de seu caminh\u00e3o, que estava estacionado em frente \u00e0 casa.<\/p>\n<p>Por volta das 21h00, ele disse que olhou por cima do muro da resid\u00eancia e viu que a esposa e sua filha estavam assistindo televis\u00e3o. A \u00faltima vez que Fabiano disse ter visto a mulher com vida foi por volta das 23 horas, quando ela o procurou no caminh\u00e3o. Como o casal n\u00e3o se entendeu, segundo ele, Abla voltou pra casa.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da manh\u00e3, Fabiano contou que ligou o caminh\u00e3o e foi para uma oficina da cidade, sem entrar na resid\u00eancia. Ele ficou sabendo que a esposa estava no hospital, e que quando chegou no local descobriu que ela estava morta. O pedido de pris\u00e3o do acusado foi decretado no dia 3 de junho, e desde ent\u00e3o ele permanece na cadeia p\u00fablica de Vilhena como o \u00fanico acusado do homic\u00eddio.<\/p>\n<p>Em outros laudos feitos pela per\u00edcia foi constatado que Abla morreu por volta das 2h da manh\u00e3, sofrendo abuso sexual realizado com um objeto, que a den\u00fancia feita pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP) define como contundente, pois n\u00e3o foi apreendido nem identificado pelos peritos. A constata\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia sexual, no entanto, foi por conta de s\u00e9rios ferimentos na regi\u00e3o perianal do cad\u00e1ver.<\/p>\n<p>Fabiano e Abla viviam em uni\u00e3o est\u00e1vel h\u00e1 aproximadamente nove meses antes do crime. Em depoimento, o caminhoneiro disse que havia se mudado pra Vilhena com a fam\u00edlia porque a esposa tinha problemas com traficantes na capital de Rond\u00f4nia, Porto Velho, e que inclusive j\u00e1 tinha sido agredida por eles. Fabiano contou, inclusive, que era usu\u00e1rio de drogas, mas que havia parado meses antes do crime.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Extra de Rond\u00f4nia<\/p>\n<p>Texto: R\u00f4mulo Azevedo<\/p>\n<p>Foto: Arquivo E\/R<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Rond\u00f4nia (TJ-RO) negou, no dia 13 de fevereiro passado, o pedido de \u201cRecurso em Sentido Estrito\u201d, proposto pelos advogados do caminhoneiro Fabiano Cesar Vergutz, marido da Designer, Abla Ghassan Rahhal da Cunha, morta no dia 27 de abril de 2013. 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