{"id":195039,"date":"2017-10-17T11:35:52","date_gmt":"2017-10-17T15:35:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=195039"},"modified":"2017-10-18T15:34:27","modified_gmt":"2017-10-18T19:34:27","slug":"no-acre-mae-tenta-mudar-nome-de-crianca-que-nasceu-com-dois-sexos-e-foi-registrada-como-menina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2017\/10\/17\/no-acre-mae-tenta-mudar-nome-de-crianca-que-nasceu-com-dois-sexos-e-foi-registrada-como-menina\/","title":{"rendered":"No Acre, m\u00e3e tenta mudar nome de crian\u00e7a que nasceu com dois sexos e foi registrada como menina"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_195040\" aria-describedby=\"caption-attachment-195040\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-195040\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino2-1-300x206.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino2-1-300x206.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino2-1-100x70.jpg 100w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino2-1-218x150.jpg 218w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino2-1-324x224.jpg 324w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino2-1.jpg 327w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-195040\" class=\"wp-caption-text\">Exame gen\u00e9tico comprova que sexo da crian\u00e7a \u00e9 masculino (Foto: Estela Maciel\/G1 )<\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 quase tr\u00eas anos, uma dona de casa de 45 anos luta para que o filho seja reconhecido como homem em Rio Branco, Acre. Ela conta que, durante a gravidez, os exames apontavam que ela teria uma menina.<\/p>\n<p>O beb\u00ea nasceu e foi direto para a UTI, sendo registrado como menina ainda na maternidade de Rio Branco. Somente dias depois da interna\u00e7\u00e3o a m\u00e3e p\u00f4de ver que a crian\u00e7a, na verdade, tinha os dois sexos.<\/p>\n<p>\u201cComo ele nasceu e foi direto para a UTI, n\u00e3o cheguei a v\u00ea-lo sem roupa. Na primeira visita ele estava com fralda, e os m\u00e9dicos atestaram que se tratava de uma menina. A enfermeira pediu que eu fosse logo registr\u00e1-la, e foi o que eu fiz. Mas, quando vi meu filho sem fralda, tive certeza de que era um menino\u201d, relembra.<\/p>\n<p>A dona de casa diz que passou a questionar o sexo do menino. A equipe m\u00e9dica foi chamada, e uma geneticista explicou que, na verdade, tratava-se de um intersexo \u2013 quando h\u00e1 a presen\u00e7a dos dois \u00f3rg\u00e3os sexuais.<\/p>\n<p>A m\u00e3e foi orientada, ent\u00e3o, a fazer um exame cari\u00f3tipo \u2013 que analisa a quantidade e a estrutura dos cromossomos em uma c\u00e9lula. Segundo a dona de casa, o exame s\u00f3 p\u00f4de ser feito em agosto deste ano e comprovou que, pelo n\u00famero de cromossomos, a crian\u00e7a \u00e9 um menino.<\/p>\n<p>At\u00e9 a semana passada, a crian\u00e7a vestia roupas femininas e despertava a curiosidade de quem mora no bairro. A m\u00e3e conta, entre l\u00e1grimas, que diversas vezes foi questionada quanto ao nome da crian\u00e7a, j\u00e1 que a crian\u00e7a tem comportamento masculino, diz ela.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 eu sei o constrangimento que passo quando as pessoas pedem para ver meu filho nu. Na semana passada, duas mulheres pediram para ver meu filho sem roupa. Isso me machuca muito, me constrange\u201d, conta.<\/p>\n<p>Com o exame confirmando que a crian\u00e7a \u00e9 um garoto, a m\u00e3e luta para mudar o nome na certid\u00e3o de nascimento. Para isso, ela precisa apresentar o exame a um geneticista para que um laudo seja feito e apresentado ao cart\u00f3rio.<\/p>\n<p>A m\u00e3e se desfez de todo o enxoval feminino e, agora, pede ajuda na internet para conseguir roupas de garoto.<\/p>\n<p>\u201cTodo o enxoval, at\u00e9 os dois anos, \u00e9 tudo de menina. Tudo rosa. Mas eu sempre soube que meu filho era menino. Sempre soube que eu tive um menino e n\u00e3o uma menina\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A luta para mudar o nome da crian\u00e7a tamb\u00e9m tem o objetivo de permitir que ele seja matriculado em uma creche sem sofrer preconceito.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sei nem por onde come\u00e7ar para mudar o nome dele. O que sei \u00e9 que preciso levar esse exame a um geneticista e tamb\u00e9m preciso de uma carta para que eu mude o nome dele no cart\u00f3rio. Meu filho \u00e9 homem, sempre se comportou como homem&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;Na semana passada, quando cheguei com o exame dele, ele sentou ao meu lado e perguntou o resultado. Eu disse que ele era homem, e ele respondeu: &#8216;Gra\u00e7as a Deus, mam\u00e3e. Agora sou um rapazinho'&#8221;, finaliza.<\/p>\n<p>&#8216;Escolha definitiva do sexo s\u00f3 ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica&#8217;, diz geneticista<\/p>\n<p>A geneticista Beth\u00e2nia Ribeiro explica que, para a mudan\u00e7a de nome, a m\u00e3e s\u00f3 precisa de um laudo m\u00e9dico apontando a quest\u00e3o do g\u00eanero. Ela destaca, por\u00e9m, que a cirurgia de escolha da genit\u00e1lia s\u00f3 pode ser feita na adolesc\u00eancia, quando a crian\u00e7a escolher o g\u00eanero com o qual se identifica.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico do sexo do beb\u00ea pode ser gen\u00e9tico, feito pelo cari\u00f3tipo, hormonal ou psicol\u00f3gico. Se o cari\u00f3tipo for masculino, geneticamente ele \u00e9 homem, mas isso n\u00e3o quer dizer que ele v\u00e1 se identificar com o sexo masculino na adolesc\u00eancia. Pode ser que ele queira mudar, explica a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>\u201cSobre a mudan\u00e7a de nome, a gente faz um laudo explicando que, geneticamente, \u00e9 menino. Mas a escolha definitiva do sexo somente ap\u00f3s uma avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica. E a mudan\u00e7a na genit\u00e1lia deve ser uma decis\u00e3o da pessoa, em parceria com a fam\u00edlia\u201d, conclui.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-195041\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino-600x1005.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"1005\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino-600x1005.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino-179x300.jpg 179w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino-768x1286.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino-800x1340.jpg 800w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/menino.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: G1\/Acre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; H\u00e1 quase tr\u00eas anos, uma dona de casa de 45 anos luta para que o filho seja reconhecido como homem em Rio Branco, Acre. 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