{"id":197470,"date":"2017-11-04T08:50:39","date_gmt":"2017-11-04T12:50:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=197470"},"modified":"2017-11-06T16:46:45","modified_gmt":"2017-11-06T20:46:45","slug":"premio-educador-do-ano-vai-para-professora-de-aldeia-indigena-de-ro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2017\/11\/04\/premio-educador-do-ano-vai-para-professora-de-aldeia-indigena-de-ro\/","title":{"rendered":"Pr\u00eamio Educador do Ano vai para professora de aldeia ind\u00edgena de RO"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-197471\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1-696x436.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1-1068x669.jpg 1068w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1-671x420.jpg 671w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1-768x481.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1-600x376.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1-800x501.jpg 800w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/1.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Uma professora formada em pedagogia a dist\u00e2ncia e que trabalha em uma escola rural ind\u00edgena no interior de Rond\u00f4nia foi eleita, na noite desta segunda-feira (30), a Educadora do Ano, por seu projeto de alfabetiza\u00e7\u00e3o na l\u00edngua ind\u00edgena Paiter Suru\u00ed em Cacoal. Elis\u00e2ngela Dell-Armelina Suru\u00ed, de 38 anos, d\u00e1 aulas na Escola Ind\u00edgena Estadual de Ensino Fundamental e M\u00e9dio Sertanista Francisco Meireles.<\/p>\n<p>O projeto de Elis\u00e2ngela, batizado de &#8220;Mamug Koe Ixo Tig&#8221;, que significa &#8220;A fala e a escrita da crian\u00e7a&#8221;, incluiu a elabora\u00e7\u00e3o de um material did\u00e1tico pr\u00f3prio em Paiter Suru\u00ed para os 15 alunos do 1\u00ba ao 5\u00ba ano do ensino fundamental, que estudam todos na mesma sala multisseriada.<\/p>\n<p>No total, a escola tem apenas 33 alunos e \u00e9 uma de dez escolas localizadas na terra ind\u00edgena dos Suru\u00ed em Rond\u00f4nia, que tem cerca de 1.800 habitantes. Terra que n\u00e3o \u00e9 natal de Elis\u00e2ngela, mas adotiva.<\/p>\n<p>Nascida em Ji-Paran\u00e1, em Rond\u00f4nia, ela se mudou com seis anos com o pai, caminhoneiro, e a madrasta, para o Sudeste. At\u00e9 ent\u00e3o, ela ainda n\u00e3o tinha sido registrada. &#8220;Fui registrada com seis anos em Vila Val\u00e9rio, no Esp\u00edrito Santo.&#8221; Ela se formou no ensino m\u00e9dio em terras capixabas, mas voltou para o Norte com 20 anos, para a casa da bisav\u00f3, em Cacoal.<\/p>\n<p>&#8220;Foi ent\u00e3o que fiquei sabendo de uma oportunidade para ser professora na comunidade.&#8221;<\/p>\n<p>Elis\u00e2ngela se mudou para a aldeia Nabeko D Abadakiba e se tornou parte dela. Acabou se casando com um ind\u00edgena, com quem tr\u00eas filhos, de 15, 12 e dois anos.<\/p>\n<p><strong>De monitora volunt\u00e1ria a professora titular<\/strong><\/p>\n<p>Quando se mudou para a aldeia, em 2001, Elis\u00e2ngela trabalhou na escola de forma volunt\u00e1ria, como monitora de um professor. Depois da press\u00e3o dos moradores para que ela tivesse uma forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, ela decidiu se matricular na faculdade de pedagogia. Como na aldeia n\u00e3o existe nem faculdade, ela se matriculou na gradua\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia na Unopar. E como na aldeia n\u00e3o tinha internet, ela precisou percorrer a dist\u00e2ncia de 50 km at\u00e9 a cidade uma vez por semana durante tr\u00eas anos e meio. &#8220;Eu fazia tudo de uma vez, em um dia s\u00f3.&#8221;<\/p>\n<p>A gradua\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, serviu de trampolim para uma s\u00e9rie de cursos de forma\u00e7\u00e3o continuada para professores ind\u00edgenas do governo de Rond\u00f4nia e tamb\u00e9m uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em gest\u00e3o, supervis\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Material de apoio<\/strong><\/p>\n<p>O projeto &#8220;Mamug Koe Ixo Tig&#8221; surgiu quando ela viu a necessidade de elaborar o pr\u00f3prio material did\u00e1tico. &#8220;Na nossa sala tem livros em l\u00edngua portuguesa e um alfabeto e palavras soltas na l\u00edngua materna. Ent\u00e3o as crian\u00e7as precisavam de um material de apoio&#8221;, reconta ela.<\/p>\n<p>A iniciativa da professora serviu para mais do que alfabetizar os 15 estudantes em sua l\u00edngua materna. &#8220;Com esse projeto, a nossa l\u00edngua nunca ser\u00e1 esquecida&#8221;, afirmou, em um depoimento em v\u00eddeo, uma das moradoras da aldeia.<\/p>\n<p><strong>Trabalho a ser replicado<\/strong><\/p>\n<p>Elis\u00e2ngela explicou que seu projeto foi feito para os falantes de Paiter Suru\u00ed, mas pode ser replicado em outras comunidades ind\u00edgenas e quilombolas pelo Brasil. O fato de essas l\u00ednguas serem de tradi\u00e7\u00e3o oral e de as comunidades perderem cada vez mais moradores para as cidades impede a transmiss\u00e3o do conhecimento para as novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No caso da pequenina escola Sertanista Francisco Meireles, em Cacoal, a sala de aula era praticamente o \u00fanico lugar interno dispon\u00edvel aos alunos. &#8220;Os alunos est\u00e3o muito distantes, a realidade deles \u00e9 outra&#8221;, explica ela, afirmando que n\u00e3o h\u00e1 computadores, internet, quadra esportiva ou biblioteca. &#8220;A escola tem tr\u00eas salas de aula, uma cozinha, um refeit\u00f3rio e dois banheiros.&#8221;<\/p>\n<p>O projeto, por\u00e9m, extrapolou as paredes da escola, com atividades de campo na aldeia e nos arredores da floresta. Entre os dez finalistas do pr\u00eamio, o projeto de Elis\u00e2ngela foi o que viajou de mais longe at\u00e9 a cerim\u00f4nia desta segunda-feira.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o pode vir ningu\u00e9m, porque \u00e9 muito longe e a log\u00edstica \u00e9 muito dif\u00edcil&#8221;, explicou a professora no palco da Sala S\u00e3o Paulo, no Centro da capital paulista, ao receber o trof\u00e9u Educador do Ano, no fim da cerim\u00f4nia do Pr\u00eamio Educador Nota 10, realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Victor Civita, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho, a Funda\u00e7\u00e3o Lemann, a Associa\u00e7\u00e3o Nova Escola e as empresas Somos Educa\u00e7\u00e3o e Faber Castell Brasil.<\/p>\n<p><strong>Selecionada entre 5 mil inscri\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Em sua 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o, o Pr\u00eamio Educador Nota 10 bateu recorde e recebeu 5.006 inscri\u00e7\u00f5es. Os 50 finalistas receberam uma assinatura de um ano do site Nova Escola Clube. Al\u00e9m disso, os dez vencedores, que tiveram seus nomes divulgados em agosto, receberam a mesma assinatura e um vale-presente de R$ 15 mil. A escola deles tamb\u00e9m recebeu um vale-presente no valor de R$ 1 mil.<\/p>\n<p>J\u00e1 o pr\u00eamio Educador do Ano, que Elis\u00e2ngela recebeu nesta segunda-feira, inclui ainda outro vale-presente no valor de R$ 15 mil. A escola onde o projeto foi implementado leva como pr\u00eamio R$ 5 mil em vale-presente.<\/p>\n<p>Os dez vencedores do pr\u00eamio Educador Nota 10 de 2017 Os dez vencedores do pr\u00eamio Educador Nota 10 de 2017.<\/p>\n<p>Os dez vencedores do pr\u00eamio Educador Nota 10 de 2017<\/p>\n<p>Veja outros projetos vencedores entre as 5.006 inscri\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>Adriane Gallo Alcantara da Silva<\/p>\n<p>\u00c1rea: gestora\/diretora<\/p>\n<p>Projeto: A forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dinamizando a escola<\/p>\n<p>Escola: EMEIF Prof\u00aa Coraly Julia Gon\u00e7alves Carneiro<\/p>\n<p>Cidade: Assis \u2013 SP<\/p>\n<p>Resumo: Quando assumiu a dire\u00e7\u00e3o de uma escola em Assis, no interior paulista, Adriane iniciou um trabalho de qualifica\u00e7\u00e3o profissional com os professores, em parceria com as vice-diretoras e as coordenadoras pedag\u00f3gicas. O objetivo era analisar os instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o, estudar e propiciar trocas com docentes de outros munic\u00edpios. A partir da\u00ed nasceu um evento que acontece a cada in\u00edcio e final de semestre. Al\u00e9m disso, a escola conta, hoje, com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) no apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o continuada dos profissionais.<\/p>\n<p>Cristiane Pereira de Souza Francisco<\/p>\n<p>\u00c1rea: educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica (fundamental I)<\/p>\n<p>Projeto: Bolinhas de Gude: Descobrindo outras formas de ensinar, aprendendo outros jeitos de aprender<\/p>\n<p>Escola: Escola Estadual Antonio de Oliveira Bueno Filho<\/p>\n<p>Cidade: Araraquara \u2013 SP<\/p>\n<p>Resumo: Ela come\u00e7ou deixando as crian\u00e7as brincarem de bolinha de gude na aula de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, sem regras nem interven\u00e7\u00f5es. Os alunos do 1\u00ba ano, protagonistas da aprendizagem, foram se apropriando da atividade em etapas, gra\u00e7as \u00e0 escuta atenta e sens\u00edvel de Cristiane. O di\u00e1logo constante com a turma deu visibilidade \u00e0 forma da crian\u00e7a pensar e interagir ao jogar, suas percep\u00e7\u00f5es, hip\u00f3teses, questionamentos, estrat\u00e9gias e interpreta\u00e7\u00f5es. Assim, de um jeito inovador, a professora descobriu como as crian\u00e7as aprendem um jogo e como o professor pode ensin\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Denise Rodrigues de Oliveira<\/p>\n<p>\u00c1rea: educa\u00e7\u00e3o infantil (creche)<\/p>\n<p>Projeto: Promovendo a autonomia atrav\u00e9s do espa\u00e7o<\/p>\n<p>Escola: EMEI Floresta Encantada<\/p>\n<p>Cidade: Novo Hamburgo \u2013 RS<\/p>\n<p>Resumo: Confiando na pot\u00eancia das crian\u00e7as, Denise reorganizou o ber\u00e7\u00e1rio para dar a elas novas possibilidades de explora\u00e7\u00e3o, com menos interfer\u00eancia dos adultos. Ela idealizou e construiu materiais, brinquedos e objetos desafiadores e adequados \u00e0s suas descobertas. Al\u00e9m disso, tomou a decis\u00e3o de tirar os ber\u00e7os da sala, rompendo com o modo estereotipado e tradicional de administrar a hora do sono nas creches. Assim, os beb\u00eas podiam adormecer e acordar no seu tempo, movimentar-se ao despertar sem depender das professoras, interagir com os amigos e com o ambiente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Di Gianne de Oliveira Nunes<\/p>\n<p>\u00c1rea: hist\u00f3ria (ensino m\u00e9dio)<\/p>\n<p>Projeto: Regime Fechado, Vis\u00e3o Aberta<\/p>\n<p>Escola: Escola Estadual Monsenhor Alfredo Dohr<\/p>\n<p>Cidade: Lagoa da Prata \u2013 MG<\/p>\n<p>Resumo: A B\u00edblia pode ser usada como fonte hist\u00f3rica? Essa d\u00favida manifestada por um aluno disparou um trabalho intenso em que passagens da B\u00edblia foram o estopim para diversas investiga\u00e7\u00f5es da Hist\u00f3ria Antiga. A turma de EJA do professor Di Gianne cumpre penas de regime fechado em uma unidade do sistema prisional, uma APAC (Associa\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o e Assist\u00eancia ao Condenado), e estudou sobre sociedades como as dos eg\u00edpcios, ass\u00edrios e romanos, em materiais fornecidos pelo docente. As pesquisas tamb\u00e9m ajudaram os alunos a compreender aspectos de conflitos atuais entre israelenses e palestinos \u2014 justificados em boa medida por argumentos hist\u00f3ricos \u2014, ou do fundamentalismo isl\u00e2mico. Di Gianne provou que os recuperandos se interessam pelo estudo da Hist\u00f3ria quando se prop\u00f5e a eles um trabalho de forma diferenciada.<\/p>\n<p>Diogo Fernando dos Santos<\/p>\n<p>\u00c1rea: l\u00edngua portuguesa (fundamental I)<\/p>\n<p>Projeto: Quem escreve sou eu!<\/p>\n<p>Escola: Escola Municipal Professora Odete Corr\u00eaa Madureira<\/p>\n<p>Cidade: Pindamonhangaba \u2013 SP<\/p>\n<p>Resumo: O desejo do professor Diogo era que seus alunos escrevessem mais e melhor. Para isso, nada mais acertado do que mostrar textos que causam impacto no leitor. Ao eleger os contos de Clarice Lispector e Sylvia Orthof, ele deu \u00e0 turma do 5\u00ba ano oportunidades de apreciar, discutir e analisar excelentes refer\u00eancias. Apostando no potencial das crian\u00e7as, ele incentivou a produ\u00e7\u00e3o coletiva e individual de textos autorais e orientou v\u00e1rias etapas de revis\u00e3o. Tudo foi documentado em um blog, para que o processo de escrita e seus avan\u00e7os fossem compartilhados com as fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Fl\u00e1via Roberta Alves Costa<\/p>\n<p>\u00c1rea: artes (fundamental II)<\/p>\n<p>Projeto: Inspira\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas<\/p>\n<p>Escola: Escola Municipal Divino Esp\u00edrito Santo<\/p>\n<p>Cidade: Recife \u2013 PE<\/p>\n<p>Resumo: A professora Fl\u00e1via faz uma pesquisa etnogr\u00e1fica para conhecer as comunidades ind\u00edgenas de Pernambuco e sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Em seguida, envolveu os alunos do 6\u00ba ano e suas fam\u00edlias em outra pesquisa sobre a descend\u00eancia ind\u00edgena dos alunos. Na escola, eles tomaram contato com o tema por meio de conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e aprecia\u00e7\u00e3o de imagens e receberam a visita dos Fulni-\u00f4. A turma entrevistou os ind\u00edgenas, assistiu e participou de dan\u00e7as e conheceu as pinturas corporais deste povo. Os alunos fizeram desenhos de observa\u00e7\u00e3o de artefatos, criaram tramas com papel e pintaram grafismos e palavras no corpo, propostas que diferenciam os processos de cria\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas e os dos estudantes. O projeto valorizou a rela\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as com suas ra\u00edzes e com sua constru\u00e7\u00e3o de identidade como povo brasileiro.<\/p>\n<p>Gislaine Carla Waltrik<\/p>\n<p>\u00c1rea: geografia (ensino m\u00e9dio)<\/p>\n<p>Projeto: G\u00eanero e Sexualidade, o que a Geografia tem com isso?<\/p>\n<p>Escola: Col\u00e9gio Astolpho Macedo Souza<\/p>\n<p>Cidade: Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria \u2013 PR<\/p>\n<p>Resumo: A professora Gislaine resolveu investigar como a sexualidade \u00e9 expressa no espa\u00e7o geogr\u00e1fico escolar. Para isso, planejou atividades para os alunos observarem se as quest\u00f5es de g\u00eanero provocam ou n\u00e3o segrega\u00e7\u00f5es espaciais e se h\u00e1 espa\u00e7os marginais para determinados g\u00eaneros. Trabalhou a no\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo como espa\u00e7o, parafraseando um dos maiores ge\u00f3grafos brasileiros, Milton Santos: \u201co espa\u00e7o \u00e9 a casa do homem, mas tamb\u00e9m a sua pris\u00e3o\u201d. Gislaine tamb\u00e9m aproveitou conte\u00fados da Geografia que se aproximam da sexualidade humana como an\u00e1lise do crescimento demogr\u00e1fico, globaliza\u00e7\u00e3o e tr\u00e1fico de pessoas, controle de natalidade e pir\u00e2mide et\u00e1ria.<\/p>\n<p>Luana Viegas de Pinho Portilio<\/p>\n<p>\u00c1rea: ci\u00eancias (fundamental I)<\/p>\n<p>Projeto: Conhecendo as Aves do Entorno<\/p>\n<p>Escola: Escola Colibri<\/p>\n<p>Cidade: Emb\u00fa das Artes \u2013 SP<\/p>\n<p>Resumo: Os alunos do 1\u00ba ano de Luana aprenderam na pr\u00e1tica os comportamentos de um observador de aves. Tiveram como desafio, neste estudo, investigar o entorno da escola para conhecer e identificar quais as aves que visitavam o local. Al\u00e9m de ler textos e assistir a document\u00e1rios e programas de reportagem, eles anotaram e desenharam em um livro de observa\u00e7\u00f5es as caracter\u00edsticas, as cores, os tamanhos e os tipos de bico das aves encontradas. Muitas crian\u00e7as comprovaram nesses registros coisas pesquisadas nos textos, como o comportamento das aves, a constru\u00e7\u00e3o de ninhos e sua alimenta\u00e7\u00e3o. Ao propor situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem com quest\u00f5es desafiadoras e poss\u00edveis de serem respondidas pela observa\u00e7\u00e3o da natureza, a professora desenvolveu a cultura cient\u00edfica em seus alunos, o que envolve a capacidade de compreender e interpretar o mundo.<\/p>\n<p>Rosely Marchetti Hon\u00f3rio<\/p>\n<p>\u00c1rea: hist\u00f3ria (fundamental II)<\/p>\n<p>Projeto: O migrante mora em minha casa<\/p>\n<p>Escola: Emef Infante Dom Henrique<\/p>\n<p>Cidade: S\u00e3o Paulo \u2013 SP<\/p>\n<p>Resumo: O bairro do Canind\u00e9 abriga um dos maiores p\u00f3los da ind\u00fastria de confec\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, que emprega m\u00e3o de obra imigrante em situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria. Ali, em uma escola do bairro, a professora Rosely observou preconceito entre os colegas, principalmente contra os bolivianos, e resolveu entrela\u00e7ar conte\u00fados hist\u00f3ricos com a vida dos estudantes, descendentes de migrantes e imigrantes. Depois de entrevistar suas fam\u00edlias, aprender sobre racismo em v\u00e1rias \u00e9pocas e encontrar confec\u00e7\u00f5es irregulares em um estudo de meio, os alunos foram sensibilizados para uma a\u00e7\u00e3o de combate ao trabalho escravo na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-197472\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/2-600x450.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/2-600x450.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/2-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/2-800x600.jpg 800w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/2-294x221.jpg 294w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/2.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Fonte: Globo.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma professora formada em pedagogia a dist\u00e2ncia e que trabalha em uma escola rural ind\u00edgena no interior de Rond\u00f4nia foi eleita, na noite desta segunda-feira (30), a Educadora do Ano, por seu projeto de alfabetiza\u00e7\u00e3o na l\u00edngua ind\u00edgena Paiter Suru\u00ed em Cacoal. 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