{"id":253891,"date":"2019-03-09T09:49:09","date_gmt":"2019-03-09T13:49:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=253891"},"modified":"2019-03-11T10:04:29","modified_gmt":"2019-03-11T14:04:29","slug":"artigo-entregando-resultados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/03\/09\/artigo-entregando-resultados\/","title":{"rendered":"ARTIGO: entregando resultados"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_253892\" aria-describedby=\"caption-attachment-253892\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-253892\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa-2-1-300x229.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"229\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa-2-1-300x229.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa-2-1-600x459.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa-2-1-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa-2-1-550x420.jpg 550w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Capa-2-1.jpg 628w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-253892\" class=\"wp-caption-text\">Humberto Lago (Foto: Extra de Rond\u00f4nia)<\/figcaption><\/figure>\n<p>No nosso pa\u00eds havia (e ainda existe) uma empresa multinacional, cujo diretor financeiro era subordinado ao gerente geral da f\u00e1brica local e simultaneamente ao vice-presidente financeiro nos EUA (com sede em Nova Iorque). Era, portanto, uma dupla subordina\u00e7\u00e3o, a qual, no entanto, assegurava seguran\u00e7a funcional e independ\u00eancia operacional do diretor financeiro.<\/p>\n<p>Trimestralmente o vice-presidente financeiro vinha visitar-nos, avaliando as receitas, custos, despesas, resultados, o n\u00edvel dos invent\u00e1rios&#8230; Ele costuma dizer-me: Da mesma forma que eu estou \u201ccomprometido\u201d com os acionistas de entregar-lhes determinados resultados mensais e dividendos anuais, voc\u00ea tamb\u00e9m \u201ctem o dever\u201d de me entregar id\u00eanticos valores. Como o pa\u00eds sofria de uma infla\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, t\u00ednhamos enormes desafios para manter receitas, custos e lucros em uma moeda forte. A empresa aceitava oscila\u00e7\u00f5es mensais de no m\u00e1ximo de 5% a.m. (cinco por cento), entre plano e real. Caso esse limite fosse ultrapassado, o budget anual tinha de ser revisto e obtida a aprova\u00e7\u00e3o da matriz. Confesso a voc\u00ea que era mais f\u00e1cil cair o diretor financeiro do que se aprovar uma revis\u00e3o anual do or\u00e7amento.<\/p>\n<p>Imagine-se, agora, trazer essa metodologia para o Brasil. Quantas de nossas empresas se sujeitariam a ela, e a terem seus balan\u00e7os auditados? Os investidores adorariam isso, por\u00e9m para os administradores isso seria um verdadeiro tormento!<\/p>\n<p>A cultura de trabalho com uma moeda forte e o emprego do planejamento or\u00e7ament\u00e1rio, aplic\u00e1vel a todos os produtos e departamentos, estava implantada nos diversos n\u00edveis hier\u00e1rquicos da organiza\u00e7\u00e3o. Gerentes, supervisores e os demais funcion\u00e1rios trabalhavam obedecendo tais crit\u00e9rios com naturalidade.<\/p>\n<p>Sabe por que estou dizendo todas estas coisas aos nossos administradores e empres\u00e1rios? Porque esta \u00e9 a forma correta de trabalhar! Sim, eu e voc\u00ea somos pagos para: <strong>I-<\/strong>Entregar resultados mensais; <strong>II-<\/strong>Para pagar ao investidor ou acionista um dividendo anual; <strong>III-<\/strong>Para a administrar bem os ativos a n\u00f3s confiados. Or\u00e7amentos, estabelecimento de metas, fluxo de caixa, tudo isso s\u00e3o ferramentas empregadas para que as empresas consigam obter resultados de forma profissional, racional e segura.<\/p>\n<p>Em muitas empresas locais a administra\u00e7\u00e3o atua com amadorismo e liberalidade; expressivos desvios or\u00e7ament\u00e1rios, em vez de identificados e corrigidos, s\u00e3o aceitos com naturalidade; esquecemos que a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 corroendo mensalmente os ativos empresariais e ningu\u00e9m calcula essas perdas, nem se preocupa com elas!?<\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1 pr\u00f3ximo de ingressar num novo est\u00e1gio. Se passarem as reformas, creia-me, bilh\u00f5es de d\u00f3lares ingressar\u00e3o no pa\u00eds. E os agentes econ\u00f4micos que j\u00e1 est\u00e3o aqui, bem como os novos que vir\u00e3o, por serem financeiramente s\u00f3lidos, por trabalharem de forma t\u00e9cnica e profissional, far\u00e3o um estrago enorme em muitas empresas locais. Portanto precisamos preparar-nos para essa nova realidade, se n\u00e3o quisermos ser sumariamente absorvidos e sucateados pelas for\u00e7as do mercado.<\/p>\n<p>Atualize sua vis\u00e3o; pense no que sua empresa est\u00e1 fazendo para atuar nesse novo cen\u00e1rio; prepare-se para essa realidade; mais cedo ou mais tarde tais mudan\u00e7as vir\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Texto: Humberto Lago <\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; No nosso pa\u00eds havia (e ainda existe) uma empresa multinacional, cujo diretor financeiro era subordinado ao gerente geral da f\u00e1brica local e simultaneamente ao vice-presidente financeiro nos EUA (com sede em Nova Iorque). 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