{"id":258682,"date":"2019-04-16T09:08:28","date_gmt":"2019-04-16T13:08:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=258682"},"modified":"2019-04-16T09:08:28","modified_gmt":"2019-04-16T13:08:28","slug":"tecnicas-sustentaveis-de-plantio-preservam-o-solo-e-aumentam-rendimento-da-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/04\/16\/tecnicas-sustentaveis-de-plantio-preservam-o-solo-e-aumentam-rendimento-da-producao\/","title":{"rendered":"T\u00e9cnicas sustent\u00e1veis de plantio preservam o solo e aumentam rendimento da produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_258683\" aria-describedby=\"caption-attachment-258683\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-258683\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2a71fcfa41f9b53a172e0d4bd8d6572b_agrorondonia_cacoal-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2a71fcfa41f9b53a172e0d4bd8d6572b_agrorondonia_cacoal-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2a71fcfa41f9b53a172e0d4bd8d6572b_agrorondonia_cacoal-600x400.jpeg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2a71fcfa41f9b53a172e0d4bd8d6572b_agrorondonia_cacoal-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2a71fcfa41f9b53a172e0d4bd8d6572b_agrorondonia_cacoal-696x464.jpeg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2a71fcfa41f9b53a172e0d4bd8d6572b_agrorondonia_cacoal-630x420.jpeg 630w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2a71fcfa41f9b53a172e0d4bd8d6572b_agrorondonia_cacoal.jpeg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-258683\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Fonte de alimentos, nutrientes, \u00e1gua e diferentes formas de vida, o solo \u00e9 um dos recursos naturais que mais tem sofrido com a degrada\u00e7\u00e3o causada por uso inadequado.<\/p>\n<p>Problemas como eros\u00e3o, perda de mat\u00e9ria org\u00e2nica e de biodiversidade desafiam produtores e especialistas a desenvolver t\u00e9cnicas sustent\u00e1veis de plantio e manejo para preservar os diferentes tipos de solo do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na segunda-feira 15, \u00e9 celebrado o Dia Nacional de Conserva\u00e7\u00e3o do Solo. A data foi institu\u00edda pela Lei Federal 7.876\/1989 como homenagem a Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conserva\u00e7\u00e3o do solo nos Estados Unidos. O objetivo \u00e9 promover uma reflex\u00e3o sobre a necessidade de utilizar o solo de forma adequada e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Estudo da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) mostra que mais da metade do solo da Am\u00e9rica Latina sofre algum tipo de degrada\u00e7\u00e3o. No mundo, o percentual de degrada\u00e7\u00e3o \u00e9 de 33%. Os preju\u00edzos mais evidentes s\u00e3o a compacta\u00e7\u00e3o da terra, que agrava os impactos de enchentes, a perda de fertilidade e a menor capta\u00e7\u00e3o de carbono da atmosfera.<\/p>\n<p>Segundo Maria de Lourdes Mendon\u00e7a, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa Cocais) e que integrou o Painel Intergovernamental de Solos da ONU, os solos brasileiros tamb\u00e9m est\u00e3o sofrendo com degrada\u00e7\u00e3o de diferentes tipos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 eros\u00e3o, \u00e9 saliniza\u00e7\u00e3o, polui\u00e7\u00e3o, perda de nutrientes, acidifica\u00e7\u00e3o. Por exemplo, se voc\u00ea cultiva e n\u00e3o faz uma aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica mineral, s\u00f3 retirando, sem repor, o sistema n\u00e3o fica em equil\u00edbrio. Quando produz um alimento, voc\u00ea retira nutrientes do solo. E o desequil\u00edbrio criado \u00e9 um tipo de degrada\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>A especialista pondera que a evolu\u00e7\u00e3o da agricultura brasileira tem proporcionado o desenvolvimento de boas pr\u00e1ticas, como cultivo em rota\u00e7\u00e3o de culturas, plantio direto, Integra\u00e7\u00e3o Lavoura Pecu\u00e1ria e Florestas, fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio, entre outras. Algumas dessas pr\u00e1ticas tamb\u00e9m ajudam a reduzir o volume de insumos e defensivos aplicados.<\/p>\n<p>O Brasil tem seguido as recomenda\u00e7\u00f5es do manual volunt\u00e1rio de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis de manejo do solo, criado no \u00e2mbito da Alian\u00e7a Global pelo Solo, segundo o especialista em ci\u00eancia do solo, Jef\u00e9 Le\u00e3o Ribeiro, integrante da Coordena\u00e7\u00e3o de Conserva\u00e7\u00e3o do Solo e \u00c1gua, da Secretaria de Inova\u00e7\u00e3o, Desenvolvimento Rural e Irriga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa).<\/p>\n<p>\u201cO Brasil sofre dos mesmos problemas globais. Com certeza h\u00e1 problemas de degrada\u00e7\u00e3o, mas temos um diferencial, porque os sistemas produtivos fomentados pelo governo s\u00e3o sustent\u00e1veis. Agora, tem que ampliar o alcance das boas pr\u00e1ticas\u201d, disse Ribeiro.<\/p>\n<p><strong>COBERTO E CONSERVADO<\/strong><\/p>\n<p>O principal cuidado a ser adotado para preservar o solo \u00e9 proteg\u00ea-lo da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 chuva, vento e produtos que levam \u00e0 perda de mat\u00e9ria org\u00e2nica e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da capacidade de cultivo. \u201cSe a gente n\u00e3o conservar os solos, n\u00e3o vamos ter a produ\u00e7\u00e3o de alimentos de que necessitamos para a popula\u00e7\u00e3o em crescimento\u201d, comenta Maria de Lourdes.<\/p>\n<p>O engenheiro agr\u00f4nomo Maur\u00edcio Carvalho, que tamb\u00e9m integra a Coordena\u00e7\u00e3o de Conserva\u00e7\u00e3o do Solo e \u00c1gua do Mapa, refor\u00e7a que a cobertura do solo, seja com palha ou capim, \u00e9 essencial quando se trata de conserva\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 preciso manter o solo coberto para permitir a reciclagem de nutrientes\u201d, explica.<\/p>\n<p>Foi com esse objetivo que, h\u00e1 cinco anos, a fazenda \u201cAmigos do Cerrado\u201d, situada no N\u00facleo Rural Casa Grande, em Ponte Alta do Gama, a cerca de 50 km do centro de Bras\u00edlia, fez a op\u00e7\u00e3o por um sistema de plantio org\u00e2nico seguindo os princ\u00edpios de uma floresta de alimentos.<\/p>\n<p>O carro chefe da produ\u00e7\u00e3o da fazenda \u00e9 a fruticultura, com destaque para o lim\u00e3o e a mexerica. Por semana, a fazenda comercializa em m\u00e9dia cem caixas com duas toneladas de frutas org\u00e2nicas para grandes redes de supermercado e ind\u00fastrias de sucos naturais.<\/p>\n<p>Junto com o lim\u00e3o e a mexerica s\u00e3o plantados mandioca, banana, eucalipto e mogno. Em alguns pontos, tamb\u00e9m foram plantadas esp\u00e9cies nativas do cerrado, como baru, e frutos t\u00edpicos de outras regi\u00f5es, como o avocado.\u00a0\u00a0A fazenda usa capim para proteger as leiras (sulcos) onde s\u00e3o plantadas as sementes.<\/p>\n<p>Todo tipo de material org\u00e2nico \u00e9 utilizado para refor\u00e7ar a cobertura do solo, inclusive restos de poda da cidade que iriam para o lixo. \u201cA gente chega a utilizar 140 toneladas de material para cobrir a leira\u201d, explica Raul Monteiro, engenheiro agr\u00f4nomo e respons\u00e1vel t\u00e9cnico da fazenda.<\/p>\n<p>Equipe do Mapa visitou a fazenda um dia depois de um temporal e n\u00e3o havia nenhum sinal de terra arrastada pela \u00e1gua da chuva. Embaixo da cobertura de capim, ro\u00e7ado seis vezes por ano, a presen\u00e7a de muitas minhocas e outros animais indicam a alta fertilidade da terra.<\/p>\n<p>Para imitar um ambiente florestal, foram intercaladas aos p\u00e9s de lim\u00e3o e mexerica outras plantas de maior porte, como eucalipto e bananeiras, que d\u00e3o sombra, geram insumos e reservam \u00e1gua. O objetivo \u00e9 que o sistema seja autossustent\u00e1vel e que produza mais recursos do que consome.<\/p>\n<p>\u201cAqui \u00e9 um sistema agroflorestal mais voltado para agricultura sintr\u00f3pica, onde misturamos uma diversidade de plantas, que t\u00eam ra\u00edzes diferentes e emitem seiva para os micro-organismos do solo, permitindo a infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Esse solo se torna uma esponja, uma caixa d\u2019\u00e1gua, que vai alimentar o len\u00e7ol fre\u00e1tico e o rio\u201d, explicou Carvalho.A t\u00e9cnica de plantar diferentes culturas e proteger o solo permite que, mesmo no per\u00edodo de estiagem, o solo continue \u00famido e n\u00e3o necessite de irriga\u00e7\u00e3o di\u00e1ria com a \u00e1gua do po\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cEu costumo falar que se voc\u00ea planta banana, voc\u00ea planta \u00e1gua. Na seca, eu exploro a banana e uso como adubadeira. No auge da seca, eu molho por 20 minutos cada ramal por semana\u201d, comenta Pedro.<\/p>\n<p>Buscando viabilidade econ\u00f4mica, a escolha da fazenda Amigos do Cerrado pela variedade de plantas trouxe ainda o benef\u00edcio de afastar o ataque de pragas e doen\u00e7as. Antes, a \u00e1rea da fazenda servia apenas para plantio convencional em larga escala de milho e mandioca e boa parte do custo de produ\u00e7\u00e3o era para comprar defensivos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o quero nem pensar naquele tempo, porque eram 150, 200 litros de agrot\u00f3xico. No convencional, a gente trabalha com o solo pelado, explorando o solo. Aqui estamos protegendo o solo e conseguindo mais mat\u00e9ria org\u00e2nica. Isso significa custo mais baixo e benef\u00edcio pra terra. Hoje, rende mais pra gente e sem contar o privil\u00e9gio de trabalhar numa \u00e1rea dessa e a qualidade de vida\u201d, comemora Pedro Monteiro Filho, gerente da Fazenda.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de mesclar as culturas tamb\u00e9m colabora para o surgimento de novas plantas no ambiente, al\u00e9m de diversificar a renda da propriedade. Apesar de ser uma agrofloresta urbana para larga escala, tamb\u00e9m pode ser replic\u00e1vel na agricultura familiar.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um sistema que com potencial muito grande para ajudar a agricultura familiar. Isso aqui \u00e9 solu\u00e7\u00e3o para conserva\u00e7\u00e3o de solo, de \u00e1gua, diversidade e fontes de renda diversas\u201d, comentou Carvalho.<\/p>\n<p>O trabalho da fazenda \u00e9 desenvolvido com apoio da Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e do Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A fazenda promove visitas guiadas para compartilhar experi\u00eancia e as conquistas com o novo sistema e almeja dobrar a \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o este ano.<\/p>\n<p><strong>INTEGRA\u00c7\u00c3O LAVOURA E PECU\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<p>No interior do Maranh\u00e3o, outra t\u00e9cnica tem feito a diferen\u00e7a no uso do solo. Em parceria com a Embrapa Meio Norte, a Fazenda Santa Luzia, situada em S\u00e3o Raimundo das Mangabeiras, adota a chamada Integra\u00e7\u00e3o Lavoura, Pecu\u00e1ria e Floresta (ILFP) h\u00e1 mais de anos.\u00a0Desde que iniciou o processo, a fazenda, que planta basicamente milho e soja, aumentou o percentual de mat\u00e9ria org\u00e2nica do solo e aumentou em pelo menos 50% a produtividade.<\/p>\n<p>Basicamente, a pr\u00e1tica consiste em fazer o rod\u00edzio de diferentes culturas e intercalar os espa\u00e7os de pastagem do gado com capim braqui\u00e1ria, que forma uma palhada e protege o solo da a\u00e7\u00e3o degenerativa. No \u00faltimo veranico que atingiu a regi\u00e3o, em que se passaram 32 dias sem chuva, a palhada evitou preju\u00edzos.<\/p>\n<p>\u201cQuando colhe o milho, a braqui\u00e1ria j\u00e1 est\u00e1 grande, a\u00ed a gente traz o gado. A palhada traz benef\u00edcios para o solo e para os animais. Tem sempre capim para o animal em \u00e9poca de escassez e o solo n\u00e3o fica exposto. Quando vem o pr\u00f3ximo plantio, a semente aguenta mais, ret\u00e9m umidade e germina\u201d, explica a t\u00e9cnica agropecu\u00e1ria da fazenda, Marcileia Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>A fazenda adota a integra\u00e7\u00e3o na \u00e1rea total de seis mil hectares e se tornou refer\u00eancia na t\u00e9cnica na regi\u00e3o. Atualmente, est\u00e1 desenvolvendo de forma mais intensa a pesquisa na \u00e1rea de floresta, plantando eucaliptos e outras \u00e1rvores que fazem sombra ao redor das palhadas para evitar que o solo e os animais fiquem expostos ao sol.<\/p>\n<p>O grupo tamb\u00e9m tem feito, em parceria com a Embrapa, cruzamentos de v\u00e1rias ra\u00e7as de boi para chegar ao chamado \u2018boi tropical\u2019, que \u00e9 mais adaptado \u00e0s pastagens naturais da regi\u00e3o Nordeste e n\u00e3o degrada tanto o solo, pois consome menos recursos. \u201cO boi tropical tem rusticidade, precocidade e outras caracter\u00edsticas, come de tudo e n\u00e3o precisa de um pasto especial\u201d, explicou a t\u00e9cnica.<\/p>\n<p><strong>MAPEAMENTO<\/strong><\/p>\n<p>Um dos maiores gargalos do Brasil para garantir o cuidado mais efetivo do solo \u00e9 a aus\u00eancia de um levantamento detalhado sobre as caracter\u00edsticas do territ\u00f3rio brasileiro. Segundo pesquisadores da \u00e1rea, a falta de dados sobre o recurso natural dificulta a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas.<\/p>\n<p>\u201cAs escalas de conhecimento do nosso solo est\u00e3o muito defasadas. N\u00f3s precisamos de informa\u00e7\u00f5es mais detalhadas para tomar decis\u00f5es mais acertadas a respeito do uso, manejo e conserva\u00e7\u00e3o. O conhecimento \u00e9 a base da conserva\u00e7\u00e3o. Em conhecendo os solos, voc\u00ea pode definir o que \u00e9 melhor para a agricultura, para a paisagem, para conserva\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Maria de Lourdes Mendon\u00e7a, pesquisadora da Embrapa.<\/p>\n<p>Para preencher essa lacuna, o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) trabalha para acelerar o Programa Nacional de Solos (Pronasolos). Liderado pela Embrapa Solos e composto por v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, o programa tem como objetivo desenvolver no prazo de 30 anos um mapeamento que permita conhecer as propriedades do solo, as suas aptid\u00f5es e os principais riscos a que est\u00e1 exposto.<\/p>\n<p>\u201cOs Estados Unidos, que s\u00e3o nossos concorrentes na balan\u00e7a comercial, j\u00e1 t\u00eam isso h\u00e1 muito tempo. Eles conhecem seus solos na escala de um para 20 mil, enquanto que no Brasil n\u00f3s n\u00e3o temos nem uma escala de um para 100 mil. Ou seja, eles t\u00eam informa\u00e7\u00f5es de solos cinco, dez, cem vezes mais detalhadas do que n\u00f3s temos, dependendo da regi\u00e3o\u201d, comenta a pesquisadora.<\/p>\n<p>Segundo a Embrapa, menos de 5% do territ\u00f3rio brasileiro conta com mapas de solos em escala de um para 100 mil ou maior. Em alguns estados brasileiros, como o Paran\u00e1, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel acessar dados sobre o solo na escala de 1 para 25 mil. Mas, na regi\u00e3o Norte, por exemplo, os mapeamentos dispon\u00edveis ainda s\u00e3o da d\u00e9cada de 80, com informa\u00e7\u00f5es de um para um milh\u00e3o.<\/p>\n<p>O Pronasolos foi criado em 2015 e ainda aguarda a instala\u00e7\u00e3o dos comit\u00eas executivo e gestor. O Minist\u00e9rio da Agricultura j\u00e1 recebeu indica\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os parceiros e deve finalizar neste semestre a composi\u00e7\u00e3o do conselho para dar andamento ao programa.<\/p>\n<p>A expectativa dos pesquisadores \u00e9 de que o programa permita a forma\u00e7\u00e3o de uma base de dados para subsidiar pol\u00edticas p\u00fablicas no meio rural e nas cidades, como a identifica\u00e7\u00e3o dos solos e locais mais adequados para constru\u00e7\u00e3o de casas, rodovias; previs\u00e3o de cat\u00e1strofes, planejamento do uso da terra e plantio cada cultura, entre outros benef\u00edcios.<\/p>\n<p>No escopo de a\u00e7\u00f5es que devem favorecer a qualidade e fertilidade do solo, o Minist\u00e9rio tamb\u00e9m est\u00e1 ampliando o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emiss\u00e3o de Carbono) e recentemente criou o grupo de trabalho para desenvolver o Programa Bioinsumos, que visa organizar o marco legal dos insumos biol\u00f3gicos para agricultura org\u00e2nica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte de alimentos, nutrientes, \u00e1gua e diferentes formas de vida, o solo \u00e9 um dos recursos naturais que mais tem sofrido com a degrada\u00e7\u00e3o causada por uso inadequado. 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