{"id":258755,"date":"2019-04-16T14:45:18","date_gmt":"2019-04-16T18:45:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=258755"},"modified":"2019-04-16T14:45:18","modified_gmt":"2019-04-16T18:45:18","slug":"cientistas-identificam-fase-de-diferenciacao-sexual-dos-tambaquis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/04\/16\/cientistas-identificam-fase-de-diferenciacao-sexual-dos-tambaquis\/","title":{"rendered":"Cientistas identificam fase de diferencia\u00e7\u00e3o sexual dos tambaquis"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_258757\" aria-describedby=\"caption-attachment-258757\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-258757\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/4572dd9f4b45e8889849370baad92b00_agrorondonia_cacoal-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/4572dd9f4b45e8889849370baad92b00_agrorondonia_cacoal-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/4572dd9f4b45e8889849370baad92b00_agrorondonia_cacoal-600x429.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/4572dd9f4b45e8889849370baad92b00_agrorondonia_cacoal-768x549.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/4572dd9f4b45e8889849370baad92b00_agrorondonia_cacoal-100x70.jpg 100w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/4572dd9f4b45e8889849370baad92b00_agrorondonia_cacoal-696x497.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/4572dd9f4b45e8889849370baad92b00_agrorondonia_cacoal-588x420.jpg 588w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/4572dd9f4b45e8889849370baad92b00_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-258757\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Pesquisadores da Embrapa identificaram em que fase ocorre a diferencia\u00e7\u00e3o sexual do tambaqui (<em>Colossoma macropomum<\/em>), principal peixe nativo cultivado no Brasil. A descoberta contribui para o desenvolvimento de tecnologias para impulsionar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o sobre a diferencia\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 importante para a obten\u00e7\u00e3o de avan\u00e7os com os quais cultivo dessa esp\u00e9cie ainda n\u00e3o conta, como a forma\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o monossexo e a sexagem precoce de tambaqui, que est\u00e3o sendo desenvolvidas pela Embrapa visando ao aumento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o monossexo de tambaqui representaria maior ganho econ\u00f4mico para os piscicultores. A f\u00eamea apresenta, aproximadamente, 20% a mais de peso em rela\u00e7\u00e3o ao macho em est\u00e1gio final de abate, por volta de tr\u00eas quilos.<\/p>\n<p>O peixe nasce com uma g\u00f4nada bipotencial que pode se tornar ov\u00e1rio ou test\u00edculo. \u201cTodo peixe nasce sem sexo definido, nossos estudos revelaram que o sexo do tambaqui se define na idade de um a dois meses quando o animal chega aos quatro cent\u00edmetros e ent\u00e3o come\u00e7a a formar ov\u00e1rio ou test\u00edculo\u201d, informa a pesquisadora da\u00a0Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental\u00a0(AM) Fernanda Loureiro Almeida O&#8217;Sullivan que lidera o projeto \u201cCaracteriza\u00e7\u00e3o dos processos de determina\u00e7\u00e3o e diferencia\u00e7\u00e3o sexual de peixes nativos de import\u00e2ncia econ\u00f4mica no Brasil\u201d. Esse \u00e9 um dos estudos realizados na Embrapa que buscam a forma\u00e7\u00e3o de lotes monossexo de tambaqui.<\/p>\n<h3><strong>SEXO<\/strong><\/h3>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o sendo estudados fatores que influenciam na diferencia\u00e7\u00e3o sexual do tambaqui, n\u00e3o apenas gen\u00e9ticos, mas tamb\u00e9m ambientais. \u201cSe n\u00f3s quisermos produzir lotes monossexo sem o uso de horm\u00f4nios, \u00e9 fundamental conhecer o sistema de determina\u00e7\u00e3o sexual da esp\u00e9cie\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p>A cientista acrescenta que conhecer esse sistema tamb\u00e9m \u00e9 importante para estudos sobre evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, para a biologia comparada e para a mitiga\u00e7\u00e3o de efeitos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<h3><strong>IDENTIFICA\u00c7\u00c3O PRECOCE AGREGA VALOR<\/strong><\/h3>\n<p>Ao descobrir o sistema de determina\u00e7\u00e3o sexual abre a possibilidade de sexar formas jovens de peixes, ou seja, identificar o sexo de cada peixe ainda pequeno, o que facilitaria os processos de sele\u00e7\u00e3o para melhoramento gen\u00e9tico do tambaqui, forma\u00e7\u00e3o de plant\u00e9is e comercializa\u00e7\u00e3o de lotes espec\u00edficos de cada sexo.<\/p>\n<p>A pesquisadora explica que a identifica\u00e7\u00e3o do sexo do peixe ainda na fase juvenil ajuda a agregar valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. \u201cCom um pedacinho de nadadeira voc\u00ea mandaria para o laborat\u00f3rio e saberia no dia seguinte se \u00e9 macho ou f\u00eamea e poderia vender formas jovens sexadas, que agregam muito valor\u201d, informa Fernanda.<\/p>\n<p>Atualmente, para formar um plantel, um grupo de animais selecionados de boa qualidade para a reprodu\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio esperar os peixes crescerem para identificar o n\u00famero de machos ou f\u00eameas. Em cria\u00e7\u00f5es de tambaqui, isso representa uma espera de quase tr\u00eas anos, gerando perdas econ\u00f4micas, al\u00e9m de atraso no melhoramento gen\u00e9tico.<\/p>\n<h3><strong>AVAN\u00c7OS<\/strong><\/h3>\n<p>A sexagem precoce de peixes \u00e9 uma t\u00e9cnica relativamente nova e utilizada em esp\u00e9cies de alto valor e rendimento zoot\u00e9cnico como, por exemplo, em peixes componentes de programas de melhoramento gen\u00e9tico, principalmente na forma\u00e7\u00e3o e reposi\u00e7\u00e3o de plant\u00e9is. Fernanda explica que devido \u00e0 dificuldade de identificar o sistema de determina\u00e7\u00e3o sexual em peixes (que varia de esp\u00e9cie para esp\u00e9cie), ainda n\u00e3o existe essa t\u00e9cnica de sexagem precoce para nenhuma esp\u00e9cie nativa brasileira.<\/p>\n<p>A pesquisadora da Embrapa considera que o baixo conhecimento cient\u00edfico sobre a biologia das esp\u00e9cies nativas brasileiras e a falta de tecnologias espec\u00edficas para elas contribui para o pouco aproveitamento dos peixes nativos nas cria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie mais cultivada pela piscicultura nacional \u00e9 a til\u00e1pia-do-nilo (<em>Oreochromis niloticus<\/em>), de origem africana e uma das mais presentes nas cria\u00e7\u00f5es em todo o mundo. Em segundo lugar em produ\u00e7\u00e3o vem o tambaqui, da Bacia Amaz\u00f4nica, liderando entre as esp\u00e9cies nativas cultivadas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), em 2017 a produ\u00e7\u00e3o nacional de tambaqui alcan\u00e7ou mais de 88,5 mil toneladas.<\/p>\n<p>Apesar de muitos peixes nativos serem de excelente qualidade, f\u00e1cil cultivo e alto valor de mercado e apresentarem aceita\u00e7\u00e3o pelo consumidor, a participa\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies nativas n\u00e3o chega a 50% da produ\u00e7\u00e3o brasileira de pescado. Em compara\u00e7\u00e3o, a pesquisadora cita que no continente asi\u00e1tico, maior produtor de pescado do mundo, a participa\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas de l\u00e1 em cultivos chega a 95%.<\/p>\n<p>Participam do projeto pesquisadores e analistas de quatro Unidades da Embrapa:\u00a0Amaz\u00f4nia Ocidental,\u00a0Pesca e Aquicultura\u00a0(TO),\u00a0Tabuleiros Costeiros\u00a0(SE) e\u00a0Inform\u00e1tica Agropecu\u00e1ria\u00a0(SP), com a colabora\u00e7\u00e3o de pesquisadores de outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras &#8211; como a Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cios (Apta), Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Centro de Aquicultura da Universidade Estadual Paulista \u201cJ\u00falio de Mesquita Filho\u201d (Caunesp), Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), e pesquisadores da Texas Tech University (TTU), nos Estados Unidos.<\/p>\n<h3><strong>OUTRAS ESP\u00c9CIES<\/strong><\/h3>\n<p>No mesmo projeto de pesquisa da Embrapa est\u00e3o sendo estudadas quatro esp\u00e9cies. Al\u00e9m do tambaqui e seus principais h\u00edbridos produzidos no Brasil (a tambatinga e o tambacu), o projeto tamb\u00e9m estuda o pirarucu e bagres de import\u00e2ncia econ\u00f4mica no Pa\u00eds, como o jundi\u00e1 (<em>Rhamdia quelen<\/em>), a cachara (<em>Pseudoplatystoma fasciatum<\/em>) e seus h\u00edbridos. Nesse trabalho, os cientistas procuram gerar informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para o avan\u00e7o da piscicultura brasileira com peixes nativos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Embrapa identificaram em que fase ocorre a diferencia\u00e7\u00e3o sexual do tambaqui (Colossoma macropomum), principal peixe nativo cultivado no Brasil. A descoberta contribui para o desenvolvimento de tecnologias para impulsionar a produ\u00e7\u00e3o. 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