{"id":259571,"date":"2019-04-24T10:17:20","date_gmt":"2019-04-24T14:17:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=259571"},"modified":"2019-04-24T10:17:20","modified_gmt":"2019-04-24T14:17:20","slug":"brasil-pode-ganhar-mais-com-a-soja-se-priorizar-a-qualidade-do-grao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/04\/24\/brasil-pode-ganhar-mais-com-a-soja-se-priorizar-a-qualidade-do-grao\/","title":{"rendered":"Brasil pode ganhar mais com a soja se priorizar a qualidade do gr\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_259575\" aria-describedby=\"caption-attachment-259575\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-259575\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aad72ce2babf9656d383eeac406f2b2e_agrorondonia_cacoal-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aad72ce2babf9656d383eeac406f2b2e_agrorondonia_cacoal-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aad72ce2babf9656d383eeac406f2b2e_agrorondonia_cacoal-600x399.jpeg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aad72ce2babf9656d383eeac406f2b2e_agrorondonia_cacoal-768x511.jpeg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aad72ce2babf9656d383eeac406f2b2e_agrorondonia_cacoal-696x463.jpeg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aad72ce2babf9656d383eeac406f2b2e_agrorondonia_cacoal-631x420.jpeg 631w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/aad72ce2babf9656d383eeac406f2b2e_agrorondonia_cacoal.jpeg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-259575\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>O teor m\u00e9dio de prote\u00edna da soja brasileira, entre as safras 2014\/15 a 2016\/17, foi aproximadamente 2% superior ao dos gr\u00e3os produzidos nos Estados Unidos. Por outro lado, os gr\u00e3os defeituosos causaram preju\u00edzos anuais de R$ 1 bilh\u00e3o \u00e0 sojicultura nacional.<\/p>\n<p>Os resultados s\u00e3o de um estudo feito pela Embrapa Soja(PR) sobre aspectos econ\u00f4micos relacionados \u00e0 qualidade de gr\u00e3os no Brasil a partir de dois atributos: teor de prote\u00edna e percentual de gr\u00e3os avariados (defeituosos).<\/p>\n<p>\u201cEsse trabalho pretende introduzir a discuss\u00e3o sobre os aspectos relacionados \u00e0 qualidade da soja para que se possa realizar a devida valora\u00e7\u00e3o de atributos qualitativos na comercializa\u00e7\u00e3o\u201d, explica o analista econ\u00f4mico da Embrapa Marcelo Hirakuri.<\/p>\n<p>O estudo foi feito em dez Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goi\u00e1s, Minas Gerais, Bahia e Tocantins, que juntos s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 93% da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p><strong>PERDAS<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos gr\u00e3os avariados, grande parcela da soja colhida excedeu a toler\u00e2ncia de 8% de gr\u00e3os defeituosos permitida por lei.<\/p>\n<p>Algumas regi\u00f5es apresentaram amostras de at\u00e9 30% de gr\u00e3os avariados, que representam a soma dos mofados, ardidos, queimados, fermentados, imaturos, chochos, germinados e danificados por percevejo. \u201cEsses casos representam preju\u00edzo para o produtor, porque o armazenador pode descontar o percentual que estiver avariado, j\u00e1 que esse material tem baixa qualidade para a ind\u00fastria\u201d, avalia o pesquisador Irineu Lorini, da Embrapa.<\/p>\n<p>\u201cNo caso de gr\u00e3os avariados, a perda econ\u00f4mica estimada alcan\u00e7ou um valor superior a R$ 1 bilh\u00e3o, considerando o percentual da produ\u00e7\u00e3o que excedeu o limite de 8%, a quantidade excedida e o pre\u00e7o da soja pago nos estados\u201d, calcula Hirakuri.<\/p>\n<p>Os principais defeitos observados foram os gr\u00e3os fermentados e danificados por percevejos, que responderam por 84,6% dos defeitos existentes nos gr\u00e3os de soja avariados.<\/p>\n<p>As menores perdas econ\u00f4micas foram observadas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, uma vez que pequena parcela da soja colhida excedeu o limite tolerado. Os Estados de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Bahia e Tocantins tiveram perdas econ\u00f4micas entre R$ 10,4 milh\u00f5es e R$ 19,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>TEOR DE PROTE\u00cdNA \u00c9 DIFERENCIAL COMPETITIVO<\/strong><\/p>\n<p>A soja \u00e9 valorizada principalmente por seu alto teor de prote\u00edna, que \u00e9 superior ao de outras oleaginosas. Por isso, o gr\u00e3o tornou-se mat\u00e9ria-prima indispens\u00e1vel para produ\u00e7\u00e3o de farelo proteico, utilizado principalmente na fabrica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es para aves, su\u00ednos, bovinos e animais de pequeno porte.<\/p>\n<p>\u201cA qualidade \u00e9 um aspecto favor\u00e1vel, tanto para a ind\u00fastria brasileira consumidora de soja quanto para pa\u00edses que importam o gr\u00e3o em larga escala, como \u00e9 o caso da China\u201d, explica Hirakuri.<\/p>\n<p>Enquanto o teor m\u00e9dio de prote\u00edna da soja brasileira nas tr\u00eas safras analisadas foi de 36,69%, o da soja norte-americana foi de 34,70%, entre 2006 e 2015, caindo para 34,1% na safra 2017, segundo a United States Soybean Export Council.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil poderia explorar comercialmente esse fato, porque cada tonelada brasileira exportada tem 2% a mais de prote\u00edna, se comparada \u00e0 soja americana\u201d, frisa Lorini.<\/p>\n<p>Em 2017, a China, por exemplo, importou quase 65% da soja em gr\u00e3o mundialmente exportada para produzir farelo internamente, em vez de importar o produto derivado. \u201cNo entanto, a valora\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o \u00e9 quantitativa e medida em toneladas e n\u00e3o se considera a prote\u00edna embutida\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>PROTE\u00cdNA POR ESTADO<\/strong><\/p>\n<p>Na safra 2016\/17 o teor m\u00e9dio de prote\u00edna nos gr\u00e3os de soja variou de 32,03% a 41,35% nas 903 amostras analisadas. O Estado que apresentou a maior m\u00e9dia no teor de prote\u00edna foi a Bahia, com 38,16%, e o Paran\u00e1 foi o Estado com a menor m\u00e9dia: 36,74%.<\/p>\n<p>A Embrapa fez um c\u00e1lculo do valor pago por percentual de prote\u00edna na soja e as m\u00e9dias variaram entre R$ 25,57 e R$ 28,79 por tonelada, considerando o pre\u00e7o pago em cada Estado e o teor de prote\u00edna obtido.<\/p>\n<p>O menor valor m\u00e9dio pago por percentual de prote\u00edna no gr\u00e3o em 2017 foi observado no estado de Mato Grosso, onde a tonelada da soja teve o pre\u00e7o de venda mais baixo no ano: R$ 938,06. Hipoteticamente se for considerado um valor \u00fanico em todo o Brasil para a tonelada de soja, quanto maior o teor proteico obtido em cada regi\u00e3o, menor seria o valor pago pelo percentual de prote\u00edna no gr\u00e3o.<\/p>\n<p>Por exemplo, embora a cota\u00e7\u00e3o da soja na Bahia (R$ 1.006,47\/t) tenha sido levemente inferior \u00e0quela verificada para Minas Gerais (R$ 1.017,75\/t) em 2017, o valor pago por percentual de prote\u00edna na tonelada do gr\u00e3o no estado do Nordeste foi significativamente inferior. Isso porque a Bahia apresentou a maior m\u00e9dia no teor de prote\u00edna brasileira com 38,16%.<\/p>\n<p>Quanto mais alto for o teor de prote\u00ednas nos gr\u00e3os, tanto melhor ser\u00e1 para a produ\u00e7\u00e3o de farelos com teores de prote\u00edna m\u00ednimos exigidos pela legisla\u00e7\u00e3o, atingindo-se at\u00e9 o ideal para a produ\u00e7\u00e3o do farelo com alto teor de prote\u00edna.<\/p>\n<p>\u201cQuanto maior o teor de prote\u00ednas nos gr\u00e3os utilizados para produzir farelos, menores ser\u00e3o os processos industriais necess\u00e1rios para se adequar aos padr\u00f5es\u201d, explica o pesquisador Jos\u00e9 Marcos Gontijo Mandarino, da Embrapa Soja.<\/p>\n<p>Lorini explica que, no momento, o Brasil n\u00e3o faz a valora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da prote\u00edna de soja porque o produtor recebe por tonelada entregue, independentemente do teor de prote\u00edna. \u201cCaso venha a ser valorizada a qualidade, o produtor teria um b\u00f4nus, se o teor de prote\u00edna for superior \u00e0 m\u00e9dia ou a um referencial m\u00ednimo\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cPor outro lado, o pre\u00e7o sofreria um des\u00e1gio se o teor de prote\u00edna fosse menor que esse referencial. O importante \u00e9 que temos informa\u00e7\u00e3o sobre a qualidade da soja produzida no Pa\u00eds e que ela pode fazer parte da valora\u00e7\u00e3o do produto no mercado\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O teor m\u00e9dio de prote\u00edna da soja brasileira, entre as safras 2014\/15 a 2016\/17, foi aproximadamente 2% superior ao dos gr\u00e3os produzidos nos Estados Unidos. Por outro lado, os gr\u00e3os defeituosos causaram preju\u00edzos anuais de R$ 1 bilh\u00e3o \u00e0 sojicultura nacional. 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