{"id":260217,"date":"2019-04-29T10:04:27","date_gmt":"2019-04-29T14:04:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=260217"},"modified":"2019-04-29T10:04:27","modified_gmt":"2019-04-29T14:04:27","slug":"pecuaria-abate-nao-fiscalizado-no-pais-corresponde-de-383-a-141-do-total","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/04\/29\/pecuaria-abate-nao-fiscalizado-no-pais-corresponde-de-383-a-141-do-total\/","title":{"rendered":"PECU\u00c1RIA: abate n\u00e3o fiscalizado no pa\u00eds corresponde de 3,83% a 14,1% do total"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_260219\" aria-describedby=\"caption-attachment-260219\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-260219\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/d0a3f8cc025af8913b0fd084b05b5c7e_agrorondonia_cacoal-300x147.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"147\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/d0a3f8cc025af8913b0fd084b05b5c7e_agrorondonia_cacoal-300x147.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/d0a3f8cc025af8913b0fd084b05b5c7e_agrorondonia_cacoal-600x293.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/d0a3f8cc025af8913b0fd084b05b5c7e_agrorondonia_cacoal-768x375.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/d0a3f8cc025af8913b0fd084b05b5c7e_agrorondonia_cacoal-324x160.jpg 324w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/d0a3f8cc025af8913b0fd084b05b5c7e_agrorondonia_cacoal-533x261.jpg 533w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/d0a3f8cc025af8913b0fd084b05b5c7e_agrorondonia_cacoal-696x340.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/d0a3f8cc025af8913b0fd084b05b5c7e_agrorondonia_cacoal-859x420.jpg 859w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/d0a3f8cc025af8913b0fd084b05b5c7e_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-260219\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>O estudo realizado pelo Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq\/USP, estima que o volume de animais abatidos no Brasil sem fiscaliza\u00e7\u00e3o em 2015 corresponde de 3,83% a 14,1% do total abatido.<\/p>\n<p>Para chegar a esses resultados, o Cepea considerou duas abordagens, a da demanda por carne bovina e a da oferta de animais \u201cprontos\u201d para o abate.<\/p>\n<p>Pelo lado da oferta, a estimativa nacional do total abatido sem qualquer tipo de inspe\u00e7\u00e3o foi de 14,1%, em 2015. Nesta abordagem, empregou-se a base de dados do Projeto Campo Futuro (parceria entre o Cepea e a CNA), que representa as principais regi\u00f5es de pecu\u00e1ria bovina do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>J\u00e1 na abordagem da demanda, estima-se que o abate n\u00e3o fiscalizado no Brasil em 2015 respondeu de 3,83% a 5,72% do total de cabe\u00e7as abatidas. As estimativas para este caso foram obtidas a partir de dados secund\u00e1rios do IBGE (Pnad, POF 2008\/2009 e Pesquisa Trimestral do Abate de Animais) e dados prim\u00e1rios sobre o autoconsumo de carne bovina nas propriedades rurais brasileiras.<\/p>\n<p>Os pesquisadores acreditam que as limita\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00f5es para esta estimativa conferem algum grau de subestima\u00e7\u00e3o. Um exemplo \u00e9 a falta de dados mais atualizados sobre o consumo per capita de carne bovina. Uma restri\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa das propor\u00e7\u00f5es para os Estados \u00e9 a falta de informa\u00e7\u00f5es sobre a magnitude do com\u00e9rcio interestadual de carne bovina.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que o Cepea teve como foco de levantamento dados de Mato Grosso, Rond\u00f4nia e Par\u00e1.<\/p>\n<p><strong>ASPECTOS METODOL\u00d3GICOS <\/strong><\/p>\n<p>Na abordagem pela demanda, estima-se a quantidade de animais necess\u00e1ria para atender ao volume de carne bovina demandada por Estado, seja essa para consumo interno ou para comercializa\u00e7\u00e3o com outras localidades.<\/p>\n<p>Para cada um dos Estados em an\u00e1lise, tal volume \u00e9 definido pelas seguintes vari\u00e1veis: consumo de carne bovina estadual, com\u00e9rcio interestadual (animais vivos e carne bovina), exporta\u00e7\u00e3o, importa\u00e7\u00e3o e autoconsumo. Esta metodologia evidencia a import\u00e2ncia do autoconsumo, uma pr\u00e1tica legal e comum na zona rural, mas que n\u00e3o entra nas estat\u00edsticas oficiais.<\/p>\n<p>A quantidade estimada pelo lado da demanda \u00e9 confrontada com os dados oficiais de abate divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Cabe ressaltar que os dados oficiais incluem os animais abatidos sob os tr\u00eas sistemas de inspe\u00e7\u00e3o \u2013 federal (SIF), estadual (SIE) e municipal (SIM). A diferen\u00e7a residual entre a estimativa da quantidade demandada e os dados oficiais \u00e9 interpretada como o abate n\u00e3o fiscalizado.<\/p>\n<p>No caso da abordagem da oferta, estima-se a quantidade de bovinos que estariam aptos para abate em 2015. Esse c\u00e1lculo \u00e9 realizado com base nos dados oficiais de rebanho, divulgados pelo IBGE, nas Guias de Tr\u00e2nsito Animal (GTA), emitidas pelos servi\u00e7os oficiais dos estados e que s\u00e3o informadas ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa), e nos \u00edndices zoot\u00e9cnicos das fazendas t\u00edpicas analisadas pelo Cepea, em parceria com a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura (CNA).<\/p>\n<p>Confronta-se, ent\u00e3o, a quantidade de animais aptos para o abate com os dados de abates divulgados pelo IBGE, sendo estes, por sua vez, corrigidos conforme a movimenta\u00e7\u00e3o de animais. Considera-se que a diferen\u00e7a entre as duas vari\u00e1veis \u00e9 a quantidade de bovinos abatidos sem qualquer tipo de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cabe ressaltar que um coeficiente de corre\u00e7\u00e3o \u00e9 aplicado, pois as estat\u00edsticas consideram animais abatidos no estado, sejam eles produzidos no mesmo estado ou trazidos de outras unidades da federa\u00e7\u00e3o. Logo, utilizando-se o saldo da movimenta\u00e7\u00e3o animal entre os estados, obt\u00e9m-se uma estimativa do abate somente de animais produzidos naquele estado.<\/p>\n<p><strong>ESTUDO ANTERIOR <\/strong><\/p>\n<p>Em 2012, o Cepea j\u00e1 havia estimado o percentual de abate n\u00e3o fiscalizado nacional em torno de 7,6% a 8,9%. No entanto, h\u00e1 diferen\u00e7as metodol\u00f3gicas entre o estudo de 2012 e o atual e, por isso, n\u00e3o devem ser comparados.<\/p>\n<p>Pela atual metodologia, segregou-se a demanda de carne para popula\u00e7\u00e3o urbana e rural e refinou-se a metodologia para estimar a oferta de animais, considerando-se regi\u00f5es distintas dentro dos estados e ampliando o uso das informa\u00e7\u00f5es das GTAs.<\/p>\n<p>H\u00e1 desafios para avan\u00e7ar, ainda mais, nas estimativas do abate n\u00e3o fiscalizado. Al\u00e9m da evidente necessidade de registro e divulga\u00e7\u00e3o de estat\u00edsticas de movimenta\u00e7\u00e3o de carnes entre os estados, h\u00e1 oportunidades de se aprofundar os levantamentos de campo para detalhar o autoconsumo de carne nas \u00e1reas rurais.<\/p>\n<p><strong>AUTORES DA PESQUISA <\/strong><\/p>\n<p>Este trabalho foi elaborado com a coordena\u00e7\u00e3o dos professores S\u00edlvia Helena G. de Miranda e Sergio De Zen, que contaram com a equipe de pesquisadores formada por: Ana Paula Negri, Caio Monteiro, Giovanni Penazzi, Gabriela Garcia Ribeiro, Graziela Nunes Correr, Marianne Tufani, Maristela de Mello Martins, Nat\u00e1lia Salaro Grigol e Regina Mazzini Rodrigues.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo realizado pelo Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq\/USP, estima que o volume de animais abatidos no Brasil sem fiscaliza\u00e7\u00e3o em 2015 corresponde de 3,83% a 14,1% do total abatido. 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