{"id":270421,"date":"2019-07-11T09:41:57","date_gmt":"2019-07-11T13:41:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=270421"},"modified":"2019-07-11T09:41:57","modified_gmt":"2019-07-11T13:41:57","slug":"protocolo-de-seguranca-estabelece-medidas-para-evitar-entrada-de-praga-em-plantacoes-de-cacau-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/07\/11\/protocolo-de-seguranca-estabelece-medidas-para-evitar-entrada-de-praga-em-plantacoes-de-cacau-no-brasil\/","title":{"rendered":"Protocolo de seguran\u00e7a estabelece medidas para evitar entrada de praga em planta\u00e7\u00f5es de cacau no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_270424\" aria-describedby=\"caption-attachment-270424\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-270424\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/f798412c228fc243d6d697f60aea33dd_agrorondonia_cacoal-300x199.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/f798412c228fc243d6d697f60aea33dd_agrorondonia_cacoal-300x199.jpeg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/f798412c228fc243d6d697f60aea33dd_agrorondonia_cacoal-600x399.jpeg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/f798412c228fc243d6d697f60aea33dd_agrorondonia_cacoal-768x510.jpeg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/f798412c228fc243d6d697f60aea33dd_agrorondonia_cacoal-696x462.jpeg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/f798412c228fc243d6d697f60aea33dd_agrorondonia_cacoal-632x420.jpeg 632w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/f798412c228fc243d6d697f60aea33dd_agrorondonia_cacoal.jpeg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-270424\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m do melhoramento gen\u00e9tico preventivo, pesquisadores da Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento, elaboraram o\u00a0Protocolo de Biosseguran\u00e7a Dom\u00e9sticapara prevenir a entrada da monil\u00edase do cacaueiro no Brasil. A doen\u00e7a quarenten\u00e1ria ocorre em locais pr\u00f3ximos \u00e0 fronteira norte brasileira e j\u00e1 causou grandes perdas nas lavouras de cacau de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Como um dos principais vetores do fungo causador da doen\u00e7a \u00e9 o transporte humano, a institui\u00e7\u00e3o tem mobilizado produtores, pesquisadores, integrantes de ag\u00eancias estaduais de vigil\u00e2ncia agropecu\u00e1ria e outros profissionais que lidam diariamente com lavouras de cacau para adotarem medidas preventivas.<\/p>\n<p>O protocolo alerta sobre a gravidade da doen\u00e7a e estabelece algumas orienta\u00e7\u00f5es para pessoas que querem visitar pa\u00edses afetados ou visitantes que chegam de \u00e1reas infectadas. Com apoio da Biof\u00e1brica de Cacau, tamb\u00e9m foi elaborada uma\u00a0cartilha\u00a0que \u00e9 distribu\u00edda para os agricultores das regi\u00f5es cacaueiras. \u201cEsse protocolo e a cartilha s\u00e3o medidas preventivas de conscientiza\u00e7\u00e3o e treinamento, porque a melhor maneira de evitar a doen\u00e7a \u00e9 evitando sua entrada\u201d, disse Karina Gramacho, fitopatologista do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec\/Ceplac).<\/p>\n<p><strong>PRIORIDADE GLOBAL<\/strong><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre a doen\u00e7a, como as principais caracter\u00edsticas do fungo (como ele age, se resiste a fungicidas), al\u00e9m de trabalhos de simula\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o de medidas preventivas para erradicar ou conter os focos da praga, come\u00e7aram a ser elaboradas h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas pelos especialistas da Ceplac e do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es integram o Plano de Conting\u00eancia de Monil\u00edase do Cacaueiro, em vigor desde 2012. Segundo a coordena\u00e7\u00e3o-geral de Prote\u00e7\u00e3o de Plantas do Departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecu\u00e1ria, o plano de conting\u00eancia da monil\u00edase \u00e9 o mais s\u00f3lido entre os planos existentes hoje no Minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>\u201cPodemos dizer que a monil\u00edase \u00e9 prioridade em termos de preven\u00e7\u00e3o. O programa tem um regulamento e um hist\u00f3rico. \u00c9 o plano de conting\u00eancia mais antigo, mais robusto e mais estruturado que temos. Inclusive, o trabalho que tem sido feito com a monil\u00edase, com apoio fundamental da Ceplac, \u00e9 refer\u00eancia para planos de conting\u00eancia de outras pragas\u201d, afirmou Graciane Ramos, coordenadora-geral de Prote\u00e7\u00e3o de Plantas do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>O departamento coordena o Grupo Nacional de Emerg\u00eancias Fitossanit\u00e1rias para a\u00a0Moniliophthora roreri, fungo causador da doen\u00e7a que ataca o cacaueiro, e est\u00e1 trabalhando na atualiza\u00e7\u00e3o do plano de conting\u00eancia para enfatizar o trabalho de preven\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A monil\u00edase est\u00e1 entre as 20 pragas quarenten\u00e1rias priorizadas para a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia e pesquisa. A lista das pragas com as respectivas caracter\u00edsticas est\u00e1 no livro \u201cPrioriza\u00e7\u00e3o de Pragas Quarenten\u00e1rias Ausentes no Brasil\u201d, lan\u00e7ado pelo Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>Na publica\u00e7\u00e3o, elaborada pelo Departamento de Sanidade Vegetal em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), a monil\u00edase \u00e9 listada entre as pragas que apresentam mais riscos para o pa\u00eds. A doen\u00e7a apresenta pontua\u00e7\u00e3o alta em todos os crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o, como entrada, dispers\u00e3o e impacto estimado na economia do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>ROTAS DE RISCO<\/strong><\/p>\n<p>A \u00e1rea prov\u00e1vel de entrada da monil\u00edase no Brasil \u00e9 a fronteira da regi\u00e3o Norte. O limite fronteiri\u00e7o brasileiro com pa\u00edses infectados se estende por 8,5 mil quil\u00f4metros e tem v\u00e1rios pontos vulner\u00e1veis, como a divisa entre o Brasil e o Peru, interligados pela rodovia do Pac\u00edfico; a tr\u00edplice fronteira com a Col\u00f4mbia, Peru e o estado do Amazonas; a fronteira com a Bol\u00edvia, pelos estados de Rond\u00f4nia e Acre; e na divisa com a Venezuela, pelo estado de Roraima.<\/p>\n<p>\u201cComo ela est\u00e1 no Norte a 50 km do Brasil, no caso da Bol\u00edvia e o Acre, \u00e9 esperado que entre l\u00e1 primeiro. S\u00f3 que tem outras coisas que devem ser levadas em considera\u00e7\u00e3o. Se est\u00e1 t\u00e3o perto, por que n\u00e3o entrou? L\u00e1, quase n\u00e3o tem cacaueiro, existe um vazio sanit\u00e1rio entre a Bol\u00edvia e o Acre, ent\u00e3o, n\u00e3o existe um corredor de plantio com hospedeiros para a doen\u00e7a. E o clima prop\u00edcio para a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a ocorre em algo inverso \u00e0 \u00e9poca de frutos e da esporula\u00e7\u00e3o do fungo e, com a infec\u00e7\u00e3o no fruto. Ent\u00e3o, esses eventos fazem com que se retarde a entrada da doen\u00e7a\u201d, explicou Karina Gramacho.<\/p>\n<p><strong>PREOCUPA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de estar distante da regi\u00e3o fronteiri\u00e7a, a Bahia tamb\u00e9m est\u00e1 vulner\u00e1vel \u00e0 amea\u00e7a. No estado, que j\u00e1 foi o maior produtor de cacau do Brasil, os cacauicultores ainda se recuperam do preju\u00edzo causada pela vassoura-de-bruxa, doen\u00e7a tamb\u00e9m causada por um fungo, e que dizimou cerca de 75% das lavouras de cacau do sul da Bahia no in\u00edcio da d\u00e9cada de 90.<\/p>\n<p>Para Karina Gramacho, a probabilidade da monil\u00edase entrar na Bahia \u00e9 equivalente ou at\u00e9 maior do que na fronteira, devido \u00e0 alta movimenta\u00e7\u00e3o de pessoas de todo o mundo no estado, seja em busca da tecnologia de manejo e produ\u00e7\u00e3o do cacau e chocolate fino, seja pelo turismo, que \u00e9 muito forte na regi\u00e3o cacaueira.<\/p>\n<p>\u201cSe a monil\u00edase entrar aqui, pode ser um desastre maior do que foi a vassoura de bruxa. Primeiro: o clima da Bahia \u00e9 altamente adequado para o estabelecimento da doen\u00e7a. Segundo: est\u00e1 todo mundo mais descapitalizado do que na \u00e9poca da entrada da vassoura de bruxa. Terceiro: h\u00e1 muitas fazendas abandonadas e isso \u00e9 um prato cheio para dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. Em quarto lugar, \u00e9 um fungo altamente agressivo que infecta diretamente os frutos\u201d.<\/p>\n<p>Outro fator que a pesquisadora destaca como agravante \u00e9 a dificuldade de controle do fungo, pois a regi\u00e3o tem produ\u00e7\u00e3o de cacau o ano todo. \u201cNo Equador, no Peru, na Costa Rica, eles conseguem fazer um manejo integrado e conseguem conviver com a doen\u00e7a, com a retirada desses frutos que s\u00e3o doen\u00e7a, mas eles n\u00e3o t\u00eam produ\u00e7\u00e3o o ano todo como temos aqui\u201d, ressalta.<\/p>\n<p><strong>PILARES<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho preventivo \u00e0 monil\u00edase tem dois pilares: pr\u00e9-entrada da doen\u00e7a, focado no desenvolvimento de pesquisas e a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o dos agricultores; e o p\u00f3s-entrada, que estabelece meios de conv\u00edvio com a praga, como o desenvolvimento de controle biol\u00f3gico ou tipo de manejo que permita manter a produ\u00e7\u00e3o de cacau mesmo com a presen\u00e7a do fungo na regi\u00e3o, entre outras a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cNa pr\u00e9-entrada, o pilar \u00e9 pesquisa, educa\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria e legisla\u00e7\u00e3o. Nessa fase pr\u00e9-doen\u00e7a, o objetivo da pesquisa \u00e9 conhecer a doen\u00e7a, como ela sobrevive, como se dispersa, de forma que d\u00ea subs\u00eddios para estabelecimento de instru\u00e7\u00f5es normativas que trazem medidas preventivas e o que fazer em caso de suspeita de foco ou se a doen\u00e7a chegar\u201d, explica Karina Gramacho.<\/p>\n<p>Ainda na fase pr\u00e9-doen\u00e7a, \u00e9 realizado um trabalho de capacita\u00e7\u00e3o dos cacauicultores pela equipe da extens\u00e3o rural. Em parceria com \u00f3rg\u00e3os estaduais, os pesquisadores tamb\u00e9m fazem levantamentos de epidemiologia preventiva em fazendas que s\u00e3o monitoradas anualmente.<\/p>\n<p>A Ceplac empreende ainda um programa de diagn\u00f3stico preventivo, por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de marcadores moleculares que permitem a identifica\u00e7\u00e3o do fungo sem precisar isol\u00e1-lo, j\u00e1 que o pat\u00f3geno n\u00e3o existe no Brasil. Este trabalho \u00e9 feito em parceria com outros pa\u00edses, como Equador e Peru.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho \u00e9 prevenir, evitando ou retardando a entrada. E, se entrar, evitar uma epidemia. Por isso que trabalhamos no pr\u00e9-foco e no p\u00f3s-foco, porque eventualmente qualquer doen\u00e7a vai entrar em qualquer lugar, \u00e9 uma quest\u00e3o de tempo\u201d, comenta Karina.<\/p>\n<p>J\u00e1 para a fase p\u00f3s-doen\u00e7a, o programa prev\u00ea a utiliza\u00e7\u00e3o do manejo integrado de pragas, que inclui o uso de diferentes tipos de controle, desde qu\u00edmico com fungicidas, biol\u00f3gico, cultural e o gen\u00e9tico.<\/p>\n<p><strong>CONTROLE LEGAL<\/strong><\/p>\n<p>Uma das solu\u00e7\u00f5es buscadas pela Ceplac \u00e9 o desenvolvimento de medidas de autorregula\u00e7\u00e3o, principalmente em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso e fiscaliza\u00e7\u00e3o, para estimular que o pr\u00f3prio produtor se responsabilize pelo controle e seja recompensado.<\/p>\n<p>\u201cEstamos trabalhando para reconhecer essa quest\u00e3o do controle legal, que \u00e9 beneficiar de alguma forma o agricultor que faz o controle na fazenda dele. Que ele possa receber um pr\u00eamio, como um desconto maior na hora de fazer um financiamento, por exemplo, ou ter uma assist\u00eancia melhor na sua fazenda\u201d, comenta Karina.<\/p>\n<p>A pesquisadora destaca que este tipo de controle j\u00e1 foi adotado na Col\u00f4mbia, onde surtiu efeito, e pode ser eficaz tamb\u00e9m no Brasil, principalmente na Bahia, que tem muitas \u00e1reas de reserva preservadas por r\u00edgida legisla\u00e7\u00e3o ambiental, como o sistema da cabruca, no qual o cacaueiro \u00e9 plantado sob esp\u00e9cies nativas da Mata Atl\u00e2ntica e exige um manejo especial.<\/p>\n<p>\u201cImagine voc\u00ea ter um corredor de planta\u00e7\u00e3o de cacaueiros, voc\u00ea cuida da sua fazenda, mas o vizinho n\u00e3o. Isso j\u00e1 acontece hoje com a vassoura de bruxa. Ent\u00e3o, a sementinha do fungo vai de uma fazenda para a outra, via vento. Ent\u00e3o, se voc\u00ea tiver uma variedade de cacau resistente e n\u00e3o cuidar dela, ela vai sucumbir. Essas doen\u00e7as quase equivalem um c\u00e2ncer, voc\u00ea cura, mas tem que se cuidar para que n\u00e3o retorne\u201d, alerta.<\/p>\n<p><strong>DOEN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<p>A monil\u00edase \u00e9 causada pelo fungo\u00a0Moniliophthora roreri, que atinge os frutos do cacaueiro e do cupua\u00e7uzeiro, esp\u00e9cies presentes, principalmente, na Amaz\u00f4nia. Os esporos formados pela doen\u00e7a podem ser disseminados pelo vento. Ap\u00f3s o contato com o fruto, o fungo se desenvolve em um per\u00edodo que depende das condi\u00e7\u00f5es locais e da suscetibilidade da planta hospedeira.<\/p>\n<p>Os frutos infectados ficam completamente \u201cmumificados\u201d e inaproveit\u00e1veis para o consumo. A doen\u00e7a progride de forma mais lenta quanto mais maduro for o fruto. A doen\u00e7a ocorre apenas no continente americano, tendo ocorr\u00eancias registradas no M\u00e9xico, Caribe, Col\u00f4mbia, Venezuela, Panam\u00e1, Honduras, Costa Rica, Nicar\u00e1gua, Peru, Belize, Bol\u00edvia e na Jamaica. Uma das principais caracter\u00edsticas dessa praga \u00e9 que ela se dispersa de forma muito eficiente por meio do vento, da chuva, por insetos ou outros mam\u00edferos e pela interven\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Os esporos que podem infeccionar outras plantas podem sobreviver por at\u00e9 nove meses sob condi\u00e7\u00f5es bastante adversas, mas eles se desenvolvem com mais facilidade em temperaturas m\u00e9dias de 22\u00b0C a 30\u00b0C e umidade relativa do ar acima de 80%.<\/p>\n<p><strong>ORIENTA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>A Ceplac recomenda \u00e0s pessoas que visitaram pa\u00edses que j\u00e1 foram infectados pela doen\u00e7a a n\u00e3o transitarem com sacarias, frutos, sementes e mudas de viveiros que n\u00e3o sejam certificados. E antes de viajar para locais com ocorr\u00eancia da praga ou antes de receber visitantes de \u00e1reas j\u00e1 infectadas, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 para procurar as unidades da Ceplac e os \u00f3rg\u00e3os estaduais de Defesa Agropecu\u00e1ria para conhecer as medidas de biosseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Em caso de suspeita de foco de monil\u00edase, a pessoa deve comunicar imediatamente a Ceplac, as superintend\u00eancias federais do Minist\u00e9rio da Agricultura ou as ag\u00eancias estaduais de defesa agropecu\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Al\u00e9m do melhoramento gen\u00e9tico preventivo, pesquisadores da Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento, elaboraram o\u00a0Protocolo de Biosseguran\u00e7a Dom\u00e9sticapara prevenir a entrada da monil\u00edase do cacaueiro no Brasil. 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