{"id":276501,"date":"2019-09-06T09:43:27","date_gmt":"2019-09-06T13:43:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=276501"},"modified":"2019-09-06T09:43:27","modified_gmt":"2019-09-06T13:43:27","slug":"valor-da-producao-agricola-nacional-cresce-83-e-atinge-recorde-de-r-3435-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/09\/06\/valor-da-producao-agricola-nacional-cresce-83-e-atinge-recorde-de-r-3435-bi\/","title":{"rendered":"Valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional cresce 8,3% e atinge recorde de R$ 343,5 bi"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_276504\" aria-describedby=\"caption-attachment-276504\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-276504\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5103a468861c3e73aa18760b4cf4fea5_agrorondonia_cacoal-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5103a468861c3e73aa18760b4cf4fea5_agrorondonia_cacoal-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5103a468861c3e73aa18760b4cf4fea5_agrorondonia_cacoal-600x339.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5103a468861c3e73aa18760b4cf4fea5_agrorondonia_cacoal-768x433.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5103a468861c3e73aa18760b4cf4fea5_agrorondonia_cacoal-696x393.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5103a468861c3e73aa18760b4cf4fea5_agrorondonia_cacoal-744x420.jpg 744w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5103a468861c3e73aa18760b4cf4fea5_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-276504\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ap\u00f3s cair em 2017, o valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do pa\u00eds cresceu 8,3% em 2018, chegando a R$ 343,5 bilh\u00f5es e atingindo novo recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1974. A alta foi puxada, principalmente, pelas commodities soja, algod\u00e3o e caf\u00e9 total, que tiveram aumentos de, respectivamente, 13,6%, 52,3% e 22,0%.<\/p>\n<p>A \u00e1rea plantada, no entanto, caiu 0,6%, ficando em 78,5 milh\u00f5es de hectares, influenciada pela redu\u00e7\u00e3o de 1,2 milh\u00e3o de hectares (-6,8%) na \u00e1rea cultivada do milho, devido \u00e0 falta de chuvas na \u00e9poca do plantio.<\/p>\n<p>A supersafra de gr\u00e3os de 2017 n\u00e3o foi superada em 2018. Mesmo com os acr\u00e9scimos de 29,0% na produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o herb\u00e1ceo (caro\u00e7o), 43,5% na aveia, 2,8% na soja e 24,8% no trigo; o recuo de 16,0% na produ\u00e7\u00e3o do milho &#8211; equivalente a 15,6 milh\u00f5es de toneladas &#8211; foi fator predominante para o decr\u00e9scimo de 4,7% no total produzido pelo grupo dos cereais, leguminosas e oleaginosas, que ficou em 227,5 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>A soja foi respons\u00e1vel por 37,1% do valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, mantendo-se no topo do ranking desde 1994, com exce\u00e7\u00e3o ao ano de 1996, quando a cana-de-a\u00e7\u00facar alcan\u00e7ou a primeira posi\u00e7\u00e3o. Na sequ\u00eancia, os principais produtos foram a cana (15,2%), o milho (11,0%), o caf\u00e9 total (6,6%) e o algod\u00e3o herb\u00e1ceo (em caro\u00e7o) (3,7%).<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u00e9 o estado com maior valor da produ\u00e7\u00e3o, com 15,5% de participa\u00e7\u00e3o nacional, seguido de Mato Grosso, que aumentou seu percentual de 13,7% para 14,6%. Bahia e Mato Grosso do Sul tamb\u00e9m aumentaram seus percentuais na participa\u00e7\u00e3o nacional, alcan\u00e7ando 5,7% e 5,6%, respectivamente. Esses estados aumentaram, em 2018, a produ\u00e7\u00e3o de soja e algod\u00e3o herb\u00e1ceo, al\u00e9m de serem importantes produtores de milho.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos munic\u00edpios, os maiores valores de produ\u00e7\u00e3o foram em S\u00e3o Desid\u00e9rio (BA), com R$ 3,6 bilh\u00f5es; Sapezal (MT), com R$3,3 bilh\u00f5es; e Sorriso (MT), com R$3,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A pesquisa da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola Municipal (PAM) 2018 traz informa\u00e7\u00f5es em n\u00edvel de munic\u00edpios sobre a \u00e1rea plantada, \u00e1rea destinada \u00e0 colheita, \u00e1rea colhida, a quantidade produzida, rendimento m\u00e9dio obtido e valor da produ\u00e7\u00e3o de 64 produtos agr\u00edcolas. Acesse a publica\u00e7\u00e3o completa e o material de apoio para mais informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>RECORDES DE PRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O recorde de R$ 343,5 bilh\u00f5es do valor da produ\u00e7\u00e3o da safra 2018 foi puxado pelos aumentos na produ\u00e7\u00e3o de tr\u00eas importantes commodities brasileiras: a soja, o algod\u00e3o herb\u00e1ceo e o caf\u00e9 total, que tamb\u00e9m atingiram recordes nas duas vari\u00e1veis.<\/p>\n<p>No topo do ranking de valor da produ\u00e7\u00e3o, a soja teve crescimento de 2,8% na produ\u00e7\u00e3o e de 13,6% no valor da produ\u00e7\u00e3o, totalizando 117,9 milh\u00f5es de toneladas que atingiram R$ 127,5 bilh\u00f5es. Essa alta dos pre\u00e7os da soja foi influenciada pela briga comercial entre a China e os Estados Unidos e a quebra de safra na Argentina. Foram plantados 34,8 milh\u00f5es de hectares de soja no pa\u00eds, ou seja, 4,1% do territ\u00f3rio nacional. Os maiores produtores de soja foram o Mato Grosso, com 26,8% de produ\u00e7\u00e3o; Paran\u00e1 (16,1%) e Rio Grande do Sul (14,8%).<\/p>\n<p>O algod\u00e3o herb\u00e1ceo (em caro\u00e7o) teve crescimento de 29,0% na produ\u00e7\u00e3o, com 5,0 milh\u00f5es de toneladas. O valor da produ\u00e7\u00e3o chegou a R$ 12,8 bilh\u00f5es, uma alta de 52,3%, motivada pelo decr\u00e9scimo do estoque mundial e pela alta demanda. Com o aumento do pre\u00e7o, os produtores expandiram a \u00e1rea plantada em 23,9%, chegando a 1,2 milh\u00e3o de hectares, a maior desde 2012.<\/p>\n<p>No ranking de valor de produ\u00e7\u00e3o, o algod\u00e3o ocupa a 5\u00aa posi\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao caro\u00e7o de algod\u00e3o, o Mato Grosso, com 2,0 milh\u00f5es de toneladas, e a Bahia, com 761,1 mil toneladas, s\u00e3o os principais produtores do pa\u00eds, respons\u00e1veis por mais de 90% da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em ano de bienalidade positiva (caracter\u00edstica fisiol\u00f3gica da esp\u00e9cie ar\u00e1bica, que alterna anos de elevada produ\u00e7\u00e3o com anos de baixa produ\u00e7\u00e3o), o caf\u00e9 total teve uma produ\u00e7\u00e3o de 3,6 milh\u00f5es de toneladas, 32,5% superior ao ano anterior.<\/p>\n<p>O valor da produ\u00e7\u00e3o subiu 22,0%, chegando a R$ 22,6 bilh\u00f5es e ocupando a 4\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking de valor de produ\u00e7\u00e3o. Do total produzido, 75,0% refere-se ao caf\u00e9 ar\u00e1bica (2,7 milh\u00f5es de toneladas), com valor da produ\u00e7\u00e3o de R$ 18,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os principais produtores de caf\u00e9 ar\u00e1bica s\u00e3o Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Esp\u00edrito Santo e Bahia. J\u00e1 o caf\u00e9 canephora teve uma produ\u00e7\u00e3o de 889,8 mil toneladas, que chegaram a R$ 4,5 bilh\u00f5es, e os principais estados produtores s\u00e3o Esp\u00edrito Santo, Bahia e Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>ELEVA\u00c7\u00c3O DE PRE\u00c7OS<\/strong><\/p>\n<p>A seca afetou a produ\u00e7\u00e3o de milho e a safra de 2018 foi 16,0% inferior \u00e0 de 2017 \u2013 o equivalente a 15,6 milh\u00f5es de toneladas \u2013, ficando em 82,3 milh\u00f5es de toneladas. Com a menor oferta nacional e internacional, j\u00e1 que a Argentina tamb\u00e9m sofreu problemas clim\u00e1ticos, o valor da produ\u00e7\u00e3o chegou a R$ 37,6 bilh\u00f5es, um aumento de 14,1%.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adversas causaram perdas de produ\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul (-24,8%), Paran\u00e1 (-27,3%), Mato Grosso do Sul (-24,3%), Mato Grosso (-12,6%) e Goi\u00e1s (-10,6%). Dentre os 10 maiores estados produtores de milho, apenas Bahia e Piau\u00ed apresentaram acr\u00e9scimo de produ\u00e7\u00e3o, com altas de 18,3% e 5,5%, respectivamente.<\/p>\n<p>Os 20 maiores munic\u00edpios produtores de milho est\u00e3o na regi\u00e3o Centro-Oeste e juntos foram respons\u00e1veis por 24,1% de toda a produ\u00e7\u00e3o nacional. Os principais estados produtores s\u00e3o Mato Grosso, Paran\u00e1 e Goi\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>SAFRA DE GR\u00c3OS<\/strong><\/p>\n<p>A supersafra de gr\u00e3os de 2017 n\u00e3o foi superada em 2018. Impactada pela redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de milho, a safra de gr\u00e3os caiu 4,7% em 2018, ficando em 227,5 milh\u00f5es de toneladas. O valor da produ\u00e7\u00e3o para esse grupo, no entanto, foi recorde, ficando em R$ 198,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Dos cereais de inverno (aveia, centeio, cevada, trigo e triticale), apenas o triticale teve redu\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o. J\u00e1 em termos de valor da produ\u00e7\u00e3o, todos tiveram acr\u00e9scimo. O motivo para a alta de pre\u00e7os foi a redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o desses itens em seus principais pa\u00edses produtores, especialmente o trigo russo, devido a problemas clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>No Brasil, foram produzidos 5,4 milh\u00f5es de toneladas de trigo, alta de 24,8%. O valor da produ\u00e7\u00e3o foi de R$ 3,8 bilh\u00f5es, acr\u00e9scimo de 61,1%, sendo o maior pre\u00e7o pago na tonelada desde a cria\u00e7\u00e3o do Plano Real.<\/p>\n<p>Paran\u00e1 foi o recordista em produ\u00e7\u00e3o de cereais de inverno, colhendo 3,3 milh\u00f5es de toneladas, com valor de produ\u00e7\u00e3o de 2,4 bilh\u00f5es de reais, sendo o trigo o produto de maior produ\u00e7\u00e3o, deste grupo, no estado.<\/p>\n<p><strong>MAIORES VALORES DE PRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com R$ 95,9 bilh\u00f5es, a regi\u00e3o Centro-Oeste alcan\u00e7ou o maior valor de produ\u00e7\u00e3o. Em todas as grandes regi\u00f5es, o principal produto foi a soja, com exce\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o Sudeste, que tem a cana-de-a\u00e7\u00facar como principal lavoura.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u00e9 o estado com maior valor da produ\u00e7\u00e3o, com 15,5% de participa\u00e7\u00e3o nacional, seguido de Mato Grosso, que aumentou seu percentual de 13,7% para 14,6%, Bahia (5,7%) e Mato Grosso do Sul (5,6%). Esses estados aumentaram, em 2018, a produ\u00e7\u00e3o de soja e algod\u00e3o herb\u00e1ceo, al\u00e9m de serem importantes produtores de milho.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos munic\u00edpios, o maior valor de produ\u00e7\u00e3o foi em S\u00e3o Desid\u00e9rio (BA), que saiu da 3\u00aa para 1 \u00aa posi\u00e7\u00e3o, com R$ 3,6 bilh\u00f5es. Os produtos mais importantes do munic\u00edpio s\u00e3o a soja, o algod\u00e3o e o milho.<\/p>\n<p>Sapezal (MT), com R$3,3 bilh\u00f5es, se manteve na segunda coloca\u00e7\u00e3o entre os munic\u00edpios, sendo o algod\u00e3o, a soja e o milho os principais produtos cultivamos.<\/p>\n<p>J\u00e1 o munic\u00edpio de Sorriso (MT), com R$3,3 milh\u00f5es, caiu da primeira para a terceira posi\u00e7\u00e3o, tendo a soja, o milho e o algod\u00e3o como principais produtos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ap\u00f3s cair em 2017, o valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do pa\u00eds cresceu 8,3% em 2018, chegando a R$ 343,5 bilh\u00f5es e atingindo novo recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1974. A alta foi puxada, principalmente, pelas commodities soja, algod\u00e3o e caf\u00e9 total, que tiveram aumentos de, respectivamente, 13,6%, 52,3% e 22,0%. 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