{"id":277226,"date":"2019-09-12T15:03:19","date_gmt":"2019-09-12T19:03:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=277226"},"modified":"2019-09-12T15:03:19","modified_gmt":"2019-09-12T19:03:19","slug":"indicadores-da-pecuaria-crescem-em-relacao-ao-2o-trimestre-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/09\/12\/indicadores-da-pecuaria-crescem-em-relacao-ao-2o-trimestre-de-2018\/","title":{"rendered":"Indicadores da pecu\u00e1ria crescem em rela\u00e7\u00e3o ao 2\u00ba trimestre de 2018"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_277227\" aria-describedby=\"caption-attachment-277227\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-277227\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/18dd855d4e4a24a84ab424d135fcd9f3_agrorondonia_cacoal-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/18dd855d4e4a24a84ab424d135fcd9f3_agrorondonia_cacoal-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/18dd855d4e4a24a84ab424d135fcd9f3_agrorondonia_cacoal-600x339.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/18dd855d4e4a24a84ab424d135fcd9f3_agrorondonia_cacoal-768x433.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/18dd855d4e4a24a84ab424d135fcd9f3_agrorondonia_cacoal-696x393.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/18dd855d4e4a24a84ab424d135fcd9f3_agrorondonia_cacoal-744x420.jpg 744w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/18dd855d4e4a24a84ab424d135fcd9f3_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-277227\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>No 2\u00ba trimestre de 2019, as principais atividades da pecu\u00e1ria cresceram em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018: houve altas no abate de bovinos (3,5%), de su\u00ednos (5,2%) e o de frangos (3,4%), bem como na aquisi\u00e7\u00e3o de leite (6,9%) e de couro (1%).<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de ovos, por sua vez, cresceu 7,2% e bateu o recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 1987. A demanda externa, impulsionada sobretudo pela China, favoreceu o mercado de carnes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a base de compara\u00e7\u00e3o entre os segundos trimestres de 2018 e 2019 foi afetada pela paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros, ocorrida ano passado, contribuindo para a ocorr\u00eancia das varia\u00e7\u00f5es positivas.<\/p>\n<p>No 2\u00ba trimestre de 2019, foram abatidas 8,04 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de bovinos sob algum tipo de servi\u00e7o de inspe\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. Essa quantidade foi 3,5% superior \u00e0 obtida no 2\u00b0 trimestre de 2018, per\u00edodo em que foi deflagrada a paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros, e 1,4% acima da registrada no trimestre imediatamente anterior.<\/p>\n<p>O abate de 268,55 mil cabe\u00e7as de bovinos a mais no 2\u00ba trimestre de 2019, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018, foi impulsionado por altas em 17 das 27 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o (UFs).<\/p>\n<p>Entre aquelas com participa\u00e7\u00e3o acima de 1,0%, as varia\u00e7\u00f5es positivas foram: Mato Grosso (+257,03 mil cabe\u00e7as), Mato Grosso do Sul (+99,22 mil cabe\u00e7as), S\u00e3o Paulo (+45,03 mil cabe\u00e7as), Rond\u00f4nia (+28,18 mil cabe\u00e7as), Santa Catarina (+12,63 mil cabe\u00e7as) e Bahia (+6,43 mil cabe\u00e7as). J\u00e1 as redu\u00e7\u00f5es mais intensas foram em Goi\u00e1s (-73,78 mil cabe\u00e7as), Rio Grande do Sul (-64,30 mil cabe\u00e7as), Par\u00e1 (-63,68 mil cabe\u00e7as) e Maranh\u00e3o (-13,97 mil cabe\u00e7as).<\/p>\n<p>No\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0das UFs, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 17,8% do total nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,4%) e S\u00e3o Paulo (10,1%).<\/p>\n<p><b>SU\u00cdNOS<\/b><\/p>\n<p>No 2\u00ba trimestre de 2019 foram abatidas 11,39 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de su\u00ednos, representando aumentos de 5,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018 e de 0,9% na compara\u00e7\u00e3o com o 1\u00b0 trimestre de 2019.<\/p>\n<p>Foi o melhor 2\u00b0 trimestre da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1997, fortalecido por desempenho recorde para meses de abril e maio. J\u00e1 a queda de 12,1% registrada em junho de 2019 em rela\u00e7\u00e3o a 2018 deveu-se aos efeitos da greve dos caminhoneiros deflagrada em maio de 2018, que postergou para o m\u00eas seguinte parte da produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o realizada.<\/p>\n<p>O abate de 560,38 mil cabe\u00e7as de su\u00ednos a mais no 2\u00ba trimestre de 2019, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018, foi impulsionado por aumentos em 20 das 25 UFs participantes da pesquisa.<\/p>\n<p>Entre os Estados com participa\u00e7\u00e3o acima de 1%, ocorreram aumentos em: Santa Catarina (+199,00 mil cabe\u00e7as), Rio Grande do Sul (+118,62 mil cabe\u00e7as), S\u00e3o Paulo (+79,90 mil cabe\u00e7as), Mato Grosso (+61,92 mil cabe\u00e7as), Minas Gerais (+48,04 mil cabe\u00e7as), Paran\u00e1 (+37,39 mil cabe\u00e7as) e Goi\u00e1s (+17,28 mil cabe\u00e7as). A redu\u00e7\u00e3o ocorreu em Mato Grosso do Sul (-9,29 mil cabe\u00e7as).<\/p>\n<p>No\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0das UFs, Santa Catarina continua liderando o abate de su\u00ednos, com 26,8% da participa\u00e7\u00e3o nacional, seguido por Paran\u00e1 (20,0%) e Rio Grande do Sul (18,5%).<\/p>\n<p><strong>FRANGOS<\/strong><\/p>\n<p>No 2\u00ba trimestre de 2019, foram abatidas 1,42 bilh\u00e3o de cabe\u00e7as de frangos. Houve aumento de 3,4% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2018 e queda de 0,9% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre imediatamente anterior. O crescimento na compara\u00e7\u00e3o anual tamb\u00e9m se deve a uma base de compara\u00e7\u00e3o mais baixa, devido \u00e0 greve dos caminhoneiros ocorrida em 2018.<\/p>\n<p>O abate de 47,30 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de frangos a mais no 2\u00ba trimestre de 2019, em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano anterior, foi determinado por aumentos no abate em 15 das 24 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o que participaram da pesquisa.<\/p>\n<p>Entre aquelas com participa\u00e7\u00e3o acima de 1,0%, ocorreram aumentos em: Paran\u00e1 (+31,71 milh\u00f5es de cabe\u00e7as), Santa Catarina (+17,57 milh\u00f5es de cabe\u00e7as), Goi\u00e1s (+11,40 milh\u00f5es de cabe\u00e7as), Minas Gerais (+3,93 milh\u00f5es de cabe\u00e7as), Mato Grosso (+1,02 milh\u00f5es de cabe\u00e7as) e Par\u00e1 (+940,18 mil cabe\u00e7as). Em contrapartida, ocorreram quedas em: S\u00e3o Paulo (-9,86 milh\u00f5es de cabe\u00e7as), Rio Grande do Sul (-8,94 milh\u00f5es de cabe\u00e7as), Bahia (-1,56 milh\u00e3o de cabe\u00e7as) e Mato Grosso do Sul (-374,58 mil cabe\u00e7as).<\/p>\n<p>No\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0das UFs, o Paran\u00e1 continua liderando o abate de frangos, com 32,0% da participa\u00e7\u00e3o nacional, seguido por Santa Catarina (14,2%) e Rio Grande Sul (14,2%).<\/p>\n<p><strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE LEITE<\/strong><\/p>\n<p>No 2\u00ba trimestre de 2019, a aquisi\u00e7\u00e3o de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspe\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 5,85 bilh\u00f5es de litros, equivalente a um aumento de 6,9% em rela\u00e7\u00e3o ao 2\u00b0 trimestre de 2018, e a uma queda de 5,8% em compara\u00e7\u00e3o ao trimestre imediatamente anterior.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 1997, mostra a sazonalidade do setor leiteiro: os menores \u00edndices anuais de capta\u00e7\u00e3o costumam ocorrer nos 2\u00b0 trimestres, devido ao per\u00edodo de entressafra nas principais bacias leiteiras.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo em 2018, o acr\u00e9scimo de 375,69 milh\u00f5es de litros de leite captados em n\u00edvel nacional \u00e9 proveniente do aumento registrado em 22 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite.<\/p>\n<p>Em n\u00edvel de Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, os aumentos mais relevantes, em valores absolutos, ocorreram em Paran\u00e1 (+79,78 milh\u00f5es de litros), Santa Catarina (+65,67 milh\u00f5es de litros), Goi\u00e1s (+64,71 milh\u00f5es de litros), Minas Gerais (+53,71 milh\u00f5es de litros), S\u00e3o Paulo (40,38 milh\u00f5es de litros) e Cear\u00e1 (19,14 milh\u00f5es de litros). As redu\u00e7\u00f5es mais significativas ocorreram Rond\u00f4nia (-16,26 milh\u00f5es de litros) e Esp\u00edrito Santo (-6,53 milh\u00f5es de litros).<\/p>\n<p>Minas Gerais continuou liderando o ranking nacional de aquisi\u00e7\u00e3o de leite, com 24,8% da aquisi\u00e7\u00e3o nacional, seguida por Paran\u00e1 (13,0%) e Rio Grande do Sul (12,9%).<\/p>\n<p><strong>COURO<\/strong><\/p>\n<p>No 2\u00ba trimestre de 2019, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro \u2013 aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano \u2013 declararam ter recebido 8,39 milh\u00f5es de pe\u00e7as de couro. Esse total, representa um aumento de 1,0% em rela\u00e7\u00e3o ao adquirido no 2\u00b0 trimestre de 2018 e decr\u00e9scimo de 0,9% frente ao 1\u00b0 trimestre de 2019.<\/p>\n<p>O comparativo com os 2\u00ba\u00a0trimestres de 2018 indica uma alta de 81,77 mil pe\u00e7as no total adquirido pelos estabelecimentos. Os destaques positivos em n\u00fameros absolutos foram Mato Grosso do Sul (+132,44 mil pe\u00e7as), Rond\u00f4nia (+119,54 mil pe\u00e7as) e Mato Grosso (+77,91 mil pe\u00e7as). As maiores redu\u00e7\u00f5es absolutas ocorreram em Rio Grande do Sul (-94,80 mil pe\u00e7as) e Par\u00e1 (-91,75 mil pe\u00e7as).<\/p>\n<p>Mato Grosso continua a liderar a rela\u00e7\u00e3o de Unidades da Federa\u00e7\u00e3o que recebem pe\u00e7as de couro cru para processamento, com 16,5% da participa\u00e7\u00e3o nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (14,5%) e S\u00e3o Paulo (12,0%).<\/p>\n<p><strong>OVOS<\/strong><\/p>\n<p>Foram produzidas 942,45 milh\u00f5es de d\u00fazias de ovos de galinha no 2\u00ba trimestre de 2019: 7,2% acima do apurado no 2\u00ba trimestre de 2018 e mais 1,9% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre imediatamente anterior. Considerando a s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, iniciada em 1987, a produ\u00e7\u00e3o foi recorde, superando o pico anterior obtido no 4\u00b0 trimestre de 2018 quando foram produzidas 941,42 milh\u00f5es de d\u00fazias.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o nacional de 62,91 milh\u00f5es de d\u00fazias de ovos a mais, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2018, foi impulsionada por aumentos em 22 das 26 UFs com granjas enquadradas no universo da pesquisa. Os maiores aumentos quantitativos ocorreram em S\u00e3o Paulo (+18,05 milh\u00f5es de d\u00fazias), Cear\u00e1 (+9,12 milh\u00f5es de d\u00fazias), Minas Gerais (+7,70 milh\u00f5es de d\u00fazias), Paran\u00e1 (+7,59 milh\u00f5es de d\u00fazias) e Esp\u00edrito Santo (+7,35 milh\u00f5es de d\u00fazias).<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo seguiu como maior produtor de ovos, com 28,9% da produ\u00e7\u00e3o nacional, seguido pelo Esp\u00edrito Santo (9,6%), Minas Gerais (9,4%) e Paran\u00e1 (9,1%).<\/p>\n<p>Mais da metade das granjas do pa\u00eds (56,9% ou 1 071), produziram ovos para o consumo, respondendo por 82,0% do total de ovos produzidos, enquanto 812 granjas (43,1%) produziram ovos para incuba\u00e7\u00e3o, respondendo por 18,0% do total.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; No 2\u00ba trimestre de 2019, as principais atividades da pecu\u00e1ria cresceram em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018: houve altas no abate de bovinos (3,5%), de su\u00ednos (5,2%) e o de frangos (3,4%), bem como na aquisi\u00e7\u00e3o de leite (6,9%) e de couro (1%). 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