{"id":282958,"date":"2019-11-06T09:59:07","date_gmt":"2019-11-06T13:59:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=282958"},"modified":"2019-11-06T09:59:07","modified_gmt":"2019-11-06T13:59:07","slug":"enem-esta-mais-enxuto-e-mais-conteudista-afirmam-professores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/11\/06\/enem-esta-mais-enxuto-e-mais-conteudista-afirmam-professores\/","title":{"rendered":"Enem est\u00e1 mais enxuto e mais conteudista, afirmam professores"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_282959\" aria-describedby=\"caption-attachment-282959\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-282959 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mca_abr_0311191647-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mca_abr_0311191647-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mca_abr_0311191647-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mca_abr_0311191647-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mca_abr_0311191647-696x464.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mca_abr_0311191647-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mca_abr_0311191647-630x420.jpg 630w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mca_abr_0311191647.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-282959\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0Foto: Ilustra\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Professores de escolas p\u00fablicas e privadas afirmaram nesta ter\u00e7a-feira (5) que a prova do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) deste ano est\u00e1 mais enxuta, com menos textos de apoio, mais conteudista e com temas diferentes de anos anteriores.<\/p>\n<p>Ouvidos pela\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, eles disseram que as primeiras provas do Enem 2019 d\u00e3o ind\u00edcios de como ser\u00e3o as provas nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Neste domingo (3),\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2019-11\/enem-12-milhao-de-inscritos-faltaram-376-foram-eliminados\">3,9 milh\u00f5es de estudantes\u00a0<\/a>resolveram, em todo o pa\u00eds, quest\u00f5es de linguagens e ci\u00eancias humanas e fizeram a reda\u00e7\u00e3o. No pr\u00f3ximo domingo (10), ser\u00e3o feitas as provas de matem\u00e1tica e ci\u00eancias da natureza.<\/p>\n<p>&#8220;Ficou claro que, sim, esta \u00e9 uma prova diferente agora. Ent\u00e3o, a estat\u00edstica que t\u00ednhamos antes, de assuntos mais cobrados, possivelmente vai ser revista&#8221;, disse o professor de hist\u00f3ria Evandro Santana, da Escola Gisela Salloker Fayet, em Domingos Martins, Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>A Gisela Salloker Fayet est\u00e1 entre as escolas p\u00fablicas que atendem alunos de baixo n\u00edvel socioecon\u00f4mico\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2019-09\/escolas-publicas-de-ensino-medio-se-destacam-por-boas-praticas\">e se destacam no Enem<\/a>. As institui\u00e7\u00f5es foram identificadas no estudo Excel\u00eancia com Equidade no Ensino M\u00e9dio: A Dificuldade das Redes de Ensino para Dar um Suporte Efetivo \u00e0s Escolas.<\/p>\n<p>Neste ano, todos os estudantes da escola de Domingos Martins inscreveram-se no Enem. &#8220;O Enem tem uma import\u00e2ncia quase central no ensino m\u00e9dio&#8221;, ressaltou o professor Santana, que fez um levantamento dos temas mais abordados em hist\u00f3ria desde o Enem 2013. &#8220;Sabia que regime militar e Era Vargas [per\u00edodo em que Get\u00falio Vargas governou o Brasil] eram quest\u00f5es certas todos os anos. Este ano n\u00e3o caiu nada. Os conte\u00fados cobrados tamb\u00e9m foram surpresa.&#8221;<\/p>\n<p>O professor Aur\u00e9lio de Menezes, que leciona hist\u00f3ria, sociologia e direitos humanos na Escola de Refer\u00eancia em Ensino M\u00e9dio de Salgueiro, munic\u00edpio com cerca de 60 mil habitantes, no sert\u00e3o de Pernambuco, tamb\u00e9m percebeu as mudan\u00e7as. &#8220;Teve mais de uma quest\u00e3o de Idade M\u00e9dia, quando tinha a [hist\u00f3ria] moderna e a contempor\u00e2nea toda para serem cobradas. Cada vez mais, os assuntos hist\u00f3ricos t\u00eam sido ensinados em di\u00e1logo com o presente, com a contemporaneidade&#8221;, destacou. A escola p\u00fablica de Salgueiro tamb\u00e9m \u00e9 um dos destaques no Excel\u00eancia com Equidade.<\/p>\n<p>Os dois professores relataram, por\u00e9m, as dificuldades que os estudantes tiveram no exame, sobretudo com o tema da reda\u00e7\u00e3o, que neste ano foi<a href=\"http:\/\/http\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2019-11\/tema-da-redacao-do-enem-surpreende-professores\">\u00a0Democratiza\u00e7\u00e3o do Acesso ao Cinema no Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;O tema da reda\u00e7\u00e3o foi muito bom&#8221;, afirmou Menezes, que ressaltou: &#8220;para quem tem um repert\u00f3rio de assuntos acumulados, seria tranquilo, mas tratando-se da realidade brasileira \u2013 sobretudo com a concentra\u00e7\u00e3o de salas de cinema em m\u00e9dias e grandes cidades e com plataformas de\u00a0<em>streaming<\/em>\u00a0[tecnologia de transmiss\u00e3o de conte\u00fado\u00a0<em>online<\/em>] pagas, como a Netflix \u2013, ainda temos um certo elitismo pela concentra\u00e7\u00e3o de renda, ainda n\u00e3o \u00e9 disseminado.&#8221;<\/p>\n<p>Menezes lembra que Salgueiro j\u00e1 teve um cinema &#8220;h\u00e1 tr\u00eas, quatro d\u00e9cadas. Hoje n\u00e3o temos mais cinema&#8221;. A escola havia promovido, logo antes do Enem, no entanto, um semin\u00e1rio sobre cinema. &#8220;Isso facilitou&#8221;, disse o professor.<\/p>\n<h2>Estrutura mantida<\/h2>\n<p>Para o professor de hist\u00f3ria do Col\u00e9gio Mopi, no Rio de Janeiro, Alexandre Chada, a prova manteve sua estrutura, mas ficou mais conteudista. \u201cAs quest\u00f5es conteudistas n\u00e3o exigem nenhum tipo de habilidade que o aluno vai usar na universidade. \u00c9 meramente decorar conte\u00fados\u201d, explicou Chada. &#8220;Mostrar habilidade de racioc\u00ednio, de reflex\u00e3o, comparar situa\u00e7\u00f5es, fazer rela\u00e7\u00f5es entre conte\u00fado de hist\u00f3ria e atualidades, isso tem que ser mais explorado na prova\u201d, afirmou o professor.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m sentiu falta de conte\u00fados de hist\u00f3ria moderna e contempor\u00e2nea. \u201cA gente prepara os estudantes para temas contempor\u00e2neos e eles fazem a prova e n\u00e3o cobram regime militar, nem Era Vargas, que s\u00e3o fundamentais para o entendimento do Brasil de hoje\u201d, destacou Chada. \u201cOs alunos se decepcionaram porque o Enem pegou mais mat\u00e9ria antiga e nada atualizado.\u201d<\/p>\n<p>Para o professor de geografia Luiz Cl\u00e1udio Esp\u00edrito Santo, da mesma escola, o conte\u00fado de geografia cobrado na prova ficou dentro do esperado, mas as quest\u00f5es estavam mais f\u00e1ceis do que em edi\u00e7\u00f5es anteriores. \u201cOs enunciados foram mais simples, e as op\u00e7\u00f5es de resposta, mais enxutas e literais, [exigindo] menos capacidade anal\u00edtica e interpretativa, o que acaba empobrecendo a quest\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com Esp\u00edrito Santo, desde 2017, a prova de humanidades segue uma tend\u00eancia de cobrar mais conte\u00fados e menos interpreta\u00e7\u00e3o, com menos\u00a0<em>charges<\/em>, gr\u00e1ficos ou mapas. Em sua opini\u00e3o, neste ano, uma prova mais f\u00e1cil &#8220;pode nivelar por baixo a sele\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio concurso\u201d.<\/p>\n<h2>An\u00e1lise das quest\u00f5es<\/h2>\n<p>Chada destacou que, no Enem deste ano, uma quest\u00e3o de ci\u00eancias humanas lembrava uma que foi cobrada na edi\u00e7\u00e3o de 2011: a quest\u00e3o 92 do caderno branco, que teve o mesmo enunciado da 19 do caderno branco daquele ano. \u201cS\u00e3o exclu\u00eddos de votar nas assembleias paroquiais\u201d. As quest\u00f5es s\u00e3o baseadas na Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira de 1824.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es s\u00e3o desenvolvidas, no entanto, de forma diferente. A quest\u00e3o de oito anos atr\u00e1s apresentava tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es de n\u00e3o votantes, e os estudantes tinham que assinalar a op\u00e7\u00e3o com o objetivo de garantir o direito de voto. J\u00e1 a quest\u00e3o deste ano mostra cinco situa\u00e7\u00f5es e pede caracter\u00edsticas do sistema eleitoral daquela \u00e9poca. \u201cAs quest\u00f5es s\u00e3o diferentes, n\u00e3o cabe anula\u00e7\u00e3o\u201d, enfatizou Chada.<\/p>\n<p>O professor elogiou a quest\u00e3o que trata de discrimina\u00e7\u00e3o contra religi\u00f5es de matrizes africanas, a 51 do caderno branco. O texto de apoio mostra que 57% das agress\u00f5es ocorrem em locais p\u00fablicos, geralmente pr\u00f3ximos \u00e0s casas de culto dessas religi\u00f5es. \u201c\u00c9 muito importante sempre no vestibular discutir isso.\u201d<\/p>\n<p>Luiz Cl\u00e1udio Esp\u00edrito Santo destacou a quest\u00e3o 49 do caderno branco, que tratava de economia quilombola. O enunciado trazia dados das comunidades de Mumbuca, em Minas Gerais, que ajuda no abastecimento do munic\u00edpio de Jequitinhonha, e de Campinho da Independ\u00eancia, no Rio de Janeiro, que produz artesanato e mant\u00e9m um restaurante para atender turistas. \u201cAchei a quest\u00e3o bem elaborada, foi um destaque positivo.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Professores de escolas p\u00fablicas e privadas afirmaram nesta ter\u00e7a-feira (5) que a prova do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) deste ano est\u00e1 mais enxuta, com menos textos de apoio, mais conteudista e com temas diferentes de anos anteriores. 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