{"id":284077,"date":"2019-11-18T11:31:08","date_gmt":"2019-11-18T15:31:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=284077"},"modified":"2019-11-19T14:32:31","modified_gmt":"2019-11-19T18:32:31","slug":"com-51-anos-morando-em-vilhena-taxista-relembra-primordios-da-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/11\/18\/com-51-anos-morando-em-vilhena-taxista-relembra-primordios-da-cidade\/","title":{"rendered":"Com 51 anos morando em Vilhena, taxista relembra prim\u00f3rdios da cidade"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-284078\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2b4e087e-2631-4ab5-8a79-73bce3bc3d84-300x208.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2b4e087e-2631-4ab5-8a79-73bce3bc3d84-300x208.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2b4e087e-2631-4ab5-8a79-73bce3bc3d84-600x415.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2b4e087e-2631-4ab5-8a79-73bce3bc3d84-768x532.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2b4e087e-2631-4ab5-8a79-73bce3bc3d84-100x70.jpg 100w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2b4e087e-2631-4ab5-8a79-73bce3bc3d84-218x150.jpg 218w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2b4e087e-2631-4ab5-8a79-73bce3bc3d84-696x482.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2b4e087e-2631-4ab5-8a79-73bce3bc3d84-607x420.jpg 607w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2b4e087e-2631-4ab5-8a79-73bce3bc3d84.jpg 945w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Em comemora\u00e7\u00e3o ao anivers\u00e1rio do Munic\u00edpio, que acontece neste final de semana, o <em><strong>Extra de Rond\u00f4nia<\/strong><\/em> trar\u00e1 uma s\u00e9rie de entrevistas nos pr\u00f3ximos dias onde pioneiros da cidade v\u00e3o contar um pouco da hist\u00f3ria local atrav\u00e9s de suas experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Abrindo esta cobertura especial as mem\u00f3rias de um personagem que vive por aqui desde 1968, e que h\u00e1 45 anos acompanhou o desenvolvimento de Vilhena pelo para-brisa de seu t\u00e1xi.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alo Pereira de Castro lembra exatamente o dia em que chegou na cidade, atra\u00eddo por coment\u00e1rios sobre um promissor garimpo na regi\u00e3o. \u201cCheguei aqui no dia 21 de abril de 68, com muita esperan\u00e7a e vontade de trabalhar, e hoje me considero um homem realizado e feliz por ter vivido mais de cinquenta anos nesta cidade\u201d, diz o taxista logo no in\u00edcio da conversa. Natural do Cear\u00e1, ele migrou para Rond\u00f4nia a partir do Rio de Janeiro, depois de ter tido not\u00edcias promissoras sobre o ent\u00e3o Territ\u00f3rio Federal atrav\u00e9s de parentes que viviam em Guajar\u00e1-Mirim.<\/p>\n<p>Ficou um tempo naquela cidade at\u00e9 ouvir falar de um tal \u201cGarimpo da Serra Morena\u201d, no Mato Grosso, para onde partiu com objetivo de enriquecer. \u201cO garimpo n\u00e3o deu certo e acabei ficando aqui em Vilhena, onde ap\u00f3s passar alguns anos trabalhando em v\u00e1rias atividades, acabei virando chofer de pra\u00e7a, em junho de 74\u201d, relata. O servi\u00e7o como taxista era muito bom naquela \u00e9poca, devido a grande movimenta\u00e7\u00e3o de imigrantes que chegavam aos milhares na regi\u00e3o para come\u00e7ar o desbravamento da floresta.<\/p>\n<p>A clientela era bem diversificada, e ia de pe\u00f5es a empres\u00e1rio incipientes, prostitutas e pistoleiros, gente de bem e pessoas suspeitas. \u201cPassei alguns apuros, mas sempre me safei bem e por isso estou aqui at\u00e9 hoje\u201d, comenta.<\/p>\n<p>A Vilhena que Gon\u00e7alo conheceu era muito distinta da de hoje. \u201cEra um vilarejo bem pequeno, resumido praticamente ao aeroporto, um posto de combust\u00edveis que abastecia com lata e mangueira, porque n\u00e3o tinha bomba, n\u00e3o havia \u00e1gua encanada nem energia el\u00e9trica, mas sobrava esperan\u00e7a para quem aqui chegava\u201d.\u00a0 O que mais impressionava Gon\u00e7alo era o movimento enorme na cidade, principalmente a partir da segunda metade dos anos 70. \u201cAli nas imedia\u00e7\u00f5es de onde hoje est\u00e1 a Escola \u00c1lvares de Azevedo era um enorme acampamento de colonos que vinham do Sul atr\u00e1s de terras no Colorado, que na \u00e9poca era chamado de \u201821\u2019. Foi nessa onda que muitos ganharam dinheiro e por causa de todo aquele movimento foi que eu decidi trabalhar como taxista\u201d.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alo fala que Vilhena por ser um ponto de passagem para as terras f\u00e9rteis do Cone Sul, era movimentada, por\u00e9m paradoxalmente tinha seu crescimento estagnado. \u201cA coisa s\u00f3 deslanchou a partir da d\u00e9cada de 80, quando Vilhena come\u00e7ou a ter vida pr\u00f3pria na pol\u00edtica\u201d, considera. Por isso, ele credita aos primeiros prefeitos da cidade o feito de terem colocado o Munic\u00edpio na rota do desenvolvimento. \u201cVit\u00f3rio Abr\u00e3o, apesar de n\u00e3o ter conclu\u00eddo o mandato, deu o pontap\u00e9 inicial para que a cidade entrasse na rota do desenvolvimento, e Lorivaldo Ruttmann foi um revolucion\u00e1rio. Eles plantaram as sementes que resultaram nesta grande cidade que temos hoje\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Mesmo n\u00e3o participando ativamente da pol\u00edtica, Gon\u00e7alo acompanhou com interesse tudo o que aconteceu neste setor, e se entristece com tantos problemas que ocorreram nas \u00faltimas d\u00e9cadas, com cassa\u00e7\u00f5es e pris\u00f5es de pol\u00edticos locais. \u201cIsso foi ruim para nossa cidade, mas agora parece que as coisas voltaram aos trilhos, com o atual prefeito, que em meu ponto de vista \u00e9 o que melhor tem atendido a periferia. H\u00e1 muitos setores na cidade onde eu n\u00e3o entrava com meu t\u00e1xi porque n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de circular, e hoje rodo a cidade inteira sem problemas\u201d.<\/p>\n<p>Falando do of\u00edcio, o taxista diz que se p\u00f4de fazer a vida, criar os filhos e ter dignidade por muitos e muitos anos, hoje a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem diferente. \u201cEnfrentamos muita concorr\u00eancia que considero desleal, e dificilmente algu\u00e9m que est\u00e1 come\u00e7ando no ramo hoje conseguiria sobreviver com o mesmo padr\u00e3o de vida que eu tive por tanto tempo\u201d, dispara.<\/p>\n<p>Feliz e realizado, Gon\u00e7alo disse que jamais se arrepende por ter escolhido Vilhena para viver, e que s\u00f3 tem a agradecer a Deus pela oportunidade de ter passado tanto tempo por aqui e assistido ao pequeno vilarejo com \u201cmeia d\u00fazia de casinhas\u201d se tornar um Munic\u00edpio de cem mil habitante e um dos principais do Estado de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Em comemora\u00e7\u00e3o ao anivers\u00e1rio do Munic\u00edpio, que acontece neste final de semana, o Extra de Rond\u00f4nia trar\u00e1 uma s\u00e9rie de entrevistas nos pr\u00f3ximos dias onde pioneiros da cidade v\u00e3o contar um pouco da hist\u00f3ria local atrav\u00e9s de suas experi\u00eancias. 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