{"id":284422,"date":"2019-11-21T09:59:24","date_gmt":"2019-11-21T13:59:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=284422"},"modified":"2019-11-22T09:53:39","modified_gmt":"2019-11-22T13:53:39","slug":"radialista-vilhenense-foi-o-primeiro-guarda-florestal-da-regiao-e-testemunhou-quase-50-anos-da-historia-da-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/11\/21\/radialista-vilhenense-foi-o-primeiro-guarda-florestal-da-regiao-e-testemunhou-quase-50-anos-da-historia-da-cidade\/","title":{"rendered":"Radialista vilhenense foi o primeiro guarda-florestal da regi\u00e3o e testemunhou quase 50 anos da hist\u00f3ria da cidade"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_284423\" aria-describedby=\"caption-attachment-284423\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-284423 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/b40e0056-a2d6-41c1-ba47-a23711de4da7-300x213.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/b40e0056-a2d6-41c1-ba47-a23711de4da7-300x213.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/b40e0056-a2d6-41c1-ba47-a23711de4da7-600x426.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/b40e0056-a2d6-41c1-ba47-a23711de4da7-768x546.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/b40e0056-a2d6-41c1-ba47-a23711de4da7-100x70.jpg 100w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/b40e0056-a2d6-41c1-ba47-a23711de4da7-696x495.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/b40e0056-a2d6-41c1-ba47-a23711de4da7-591x420.jpg 591w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/b40e0056-a2d6-41c1-ba47-a23711de4da7.jpg 892w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-284423\" class=\"wp-caption-text\">Alexandre Lima em visita \u00e0 reda\u00e7\u00e3o do site \/Foto: Extra de Rond\u00f4nia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Prosseguindo na s\u00e9rie de entrevistas com pioneiros de Vilhena, hoje o personagem \u00e9 o cearense Jos\u00e9 Alexandre B. Barros Lima, que chegou aqui no dia 8 de junho de 1.973 com inten\u00e7\u00e3o de \u201cfazer um p\u00e9 de meia\u201d e retornar para Fortaleza, mas acabou permanecendo na cidade at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Filho do primeiro administrador local, Gilberto de Barros Lima, falecido ano passado.<\/p>\n<p>Em visita \u00e0 reda\u00e7\u00e3o do <strong><em>Extra de Rond\u00f4nia<\/em><\/strong> nesta quarta-feira, 20, o pol\u00eamico radialista conta que viveu muitas aventuras nos prim\u00f3rdios da cidade.<\/p>\n<p>Alexandre era filho de pais separados, algo bem menos comum naquela \u00e9poca do que hoje, e vivia com a m\u00e3e na capital do Cear\u00e1. Seu pai era servidor p\u00fablico federal e tinha migrado para Rond\u00f4nia ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o. Funcion\u00e1rio federal do IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal), Gilberto destacou-se na fun\u00e7\u00e3o de fiscal, sendo designado pelo ent\u00e3o governador do Territ\u00f3rio de Rond\u00f4nia, Teodorico Gaiva, \u00b4para administrar o distrito de Vilhena, que come\u00e7ava a receber as primeiras levas de migrantes que vinham colonizar a regi\u00e3o atrav\u00e9s de incentivo do governo militar. Gilberto tinha a miss\u00e3o de construir aqui uma cidade que funcionasse como ponto de suporte para os colonos, tendo poder ilimitado para exercer suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Querendo melhorar suas condi\u00e7\u00f5es de vida, Alexandre resolveu vir ao encontro do pai, sem avisar nada, pegando uma carona com um caminhoneiro \u201cque eu nunca tinha vista na vida\u201d, e viajou dez dias em cima da carga do ve\u00edculo. A inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o era fixar moradia definitiva na cidade, \u201cmas apenas conseguir juntar dinheiro para poder retornar em boa situa\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade natal\u201d.<\/p>\n<p>Logo conseguiu ingressar no IBDF exercendo a fun\u00e7\u00e3o de guarda-florestal. Era uma miss\u00e3o dif\u00edcil e contradit\u00f3ria, numa \u00e9poca em que a explora\u00e7\u00e3o da floresta era estimulada, mas exigia controle. \u201cEra permitido desmatar e extrair madeira da floresta, mas haviam regras. A principal era impedir o envio de toras para fora do Territ\u00f3rio, permitindo apenas a exporta\u00e7\u00e3o de madeira beneficiada\u201d, explica.<\/p>\n<p>Sendo o \u00fanico fiscal entre Ji-Paran\u00e1 e a fronteira com o Mato Grosso, Lima realizou perip\u00e9cias para conseguir exercer seu trabalho. \u201cEra dif\u00edcil, n\u00e3o tinha estrutura, e aconteceram muitos confrontos. A coisa as vezes ficava complicada, e tinha que ser resolvida na bala\u201d, relembra. Esses percal\u00e7os chegaram a ponto dele mesmo ter sido ferido com um tiro. \u201cEscapei por pouco\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Paralelo a isso, ele contribu\u00eda com o trabalho do pai, que entre suas fun\u00e7\u00f5es inclu\u00eda a distribui\u00e7\u00e3o de terrenos na cidade. A rela\u00e7\u00e3o acabou fazendo com que ele ficasse amigo do top\u00f3grafo Geraldo Magela Barboza, de quem acabou se tornando genro posteriormente. Apesar do grande poder que seu pai tinha na \u00e9poca dentro da vila, Alexandre garante que nunca foi privilegiado. Para se ter uma ideia do zelo de Gilberto com o trabalho, mesmo tendo liberdade de distribuir lotes gratuitamente aos migrantes que chegavam, o filho n\u00e3o ganhou um terreno. \u201cEle n\u00e3o queria que houvesse coment\u00e1rios dizendo que estava usando seu cargo para me beneficiar\u201d.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es da cidade naquela \u00e9poca geravam situa\u00e7\u00f5es ins\u00f3litas. Para se ter uma ideia, num mesmo espa\u00e7o estava instalada a prefeitura, o posto fiscal e a resid\u00eancia do prefeito e de Alexandre, nas proximidades de onde hoje est\u00e1 instalado a sede do SAAE. \u201cEra tudo junto, ent\u00e3o podemos dizer que d\u00e1vamos expediente 24 horas por dia, de segunda a segunda\u201d, diverte-se Alexandre.<\/p>\n<p>O pioneirismo de Lima o colocou no protagonismo de v\u00e1rios momentos da hist\u00f3ria. Foi o primeiro guarda-florestal, criou o primeiro time de futebol, participou da primeira corrida do Fogo Simb\u00f3lico da cidade e ainda participou da primeira r\u00e1dio da cidade, lan\u00e7ando a cobertura esportiva da imprensa local. Viu ainda o in\u00edcio e desenvolvimento de setores importantes de Vilhena, como Sa\u00fade \u2013 \u201cfui amigo do primeiro m\u00e9dico da cidade\u201d \u2013 Educa\u00e7\u00e3o e acompanhou a pol\u00edtica local, apesar de jamais ter tido interesse em se candidatar a cargos p\u00fablicos. \u201cMeu pai chegou a se aventurar nesta seara, mas com o desenvolvimento de Colorado do Oeste as pessoas que ele ajudou na \u00e9poca acabaram mudando para l\u00e1, o que lhe fez perder apoio. Ele poderia ter sido prefeito, mas n\u00e3o houve condi\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Da Vilhena antiga, o que mais traz saudade ao radialista \u00e9 o clima de amizade e uni\u00e3o dos morados daquela \u00e9poca. \u201cHavia muita solidariedade e apoio m\u00fatuo naquele tempo, pois todos eram rec\u00e9m-chegados e tinham como objetivo fazer daquela vila uma cidade que tivesse a mesma estrutura dos locais de onde vieram, ent\u00e3o as pessoas trabalhavam com um objetivo comum\u201d, discorreu.<\/p>\n<p>Com tanta experi\u00eancia e conhecimento do passado vilhenense, Alexandre Lima tem uma decep\u00e7\u00e3o que o incomoda: \u201cfaltou e ainda falta bons administradores de fato para fazer com que o potencial de nossa cidade desabroche de vez\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele segue um princ\u00edpio que o pai lhe ensinou no passado, e assim como Gilberto acredita que Vilhena vai mesmo cumprir o seu destino quando come\u00e7ar a ser administrada por vilhenenses de nascimento. \u201cJ\u00e1 temos gera\u00e7\u00f5es de cidad\u00e3os nascidos aqui que podem perfeitamente assumir este papel, e minha torcida \u00e9 para que isso n\u00e3o demore mais a acontecer\u201d, encerrou.<\/p>\n<figure id=\"attachment_284424\" aria-describedby=\"caption-attachment-284424\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-284424 size-large\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/f6f2167b-f703-43e2-a323-cccbe6cd5603-600x442.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/f6f2167b-f703-43e2-a323-cccbe6cd5603-600x442.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/f6f2167b-f703-43e2-a323-cccbe6cd5603-300x221.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/f6f2167b-f703-43e2-a323-cccbe6cd5603-768x565.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/f6f2167b-f703-43e2-a323-cccbe6cd5603-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/f6f2167b-f703-43e2-a323-cccbe6cd5603-696x512.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/f6f2167b-f703-43e2-a323-cccbe6cd5603-1068x786.jpg 1068w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/f6f2167b-f703-43e2-a323-cccbe6cd5603-570x420.jpg 570w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/f6f2167b-f703-43e2-a323-cccbe6cd5603.jpg 1111w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-284424\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Extra de Rond\u00f4nia<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Prosseguindo na s\u00e9rie de entrevistas com pioneiros de Vilhena, hoje o personagem \u00e9 o cearense Jos\u00e9 Alexandre B. 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