{"id":285269,"date":"2019-11-26T10:59:33","date_gmt":"2019-11-26T14:59:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=285269"},"modified":"2019-11-26T10:59:33","modified_gmt":"2019-11-26T14:59:33","slug":"inclusao-social-agrega-valor-aos-cafes-especiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2019\/11\/26\/inclusao-social-agrega-valor-aos-cafes-especiais\/","title":{"rendered":"Inclus\u00e3o social agrega valor aos caf\u00e9s especiais"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_285270\" aria-describedby=\"caption-attachment-285270\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-285270\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/06d5442e662cf129af7020fae86d5ea6_agrorondonia_cacoal-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/06d5442e662cf129af7020fae86d5ea6_agrorondonia_cacoal-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/06d5442e662cf129af7020fae86d5ea6_agrorondonia_cacoal-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/06d5442e662cf129af7020fae86d5ea6_agrorondonia_cacoal-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/06d5442e662cf129af7020fae86d5ea6_agrorondonia_cacoal-696x464.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/06d5442e662cf129af7020fae86d5ea6_agrorondonia_cacoal-630x420.jpg 630w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/06d5442e662cf129af7020fae86d5ea6_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-285270\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>A marca de caf\u00e9 mais comercializada no Brasil prepara-se para lan\u00e7ar um novo produto feito a partir do caf\u00e9 colhido por ind\u00edgenas da etnia Suru\u00ed de Rond\u00f4nia, que vivem na reserva Sete<span id=\"OBJ_PREFIX_DWT484_com_zimbra_date\" role=\"link\">\u00a0de Setembro<\/span>, de 248 mil hectares, na fronteira noroeste do Mato Grosso e de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 tem diferenciais que tornam a bebida especial. O fruto \u00e9 org\u00e2nico. Os p\u00e9s de caf\u00e9 s\u00e3o cultivados na floresta junto a bananeiras e castanheiras, e n\u00e3o recebem nenhum defensivo agr\u00edcola ou aditivo qu\u00edmico. A colheita \u00e9 feita pelas m\u00e3os dos ind\u00edgenas. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 uso de m\u00e1quinas para a lavagem dos gr\u00e3os, secagem e sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTem muito preconceito contra os povos ind\u00edgenas nesse mercado, mas n\u00f3s produzimos e tratamos esse caf\u00e9 como se fosse a floresta\u201d, defende Henrique Suru\u00ed, cacique geral do povo da reserva sete<span id=\"OBJ_PREFIX_DWT485_com_zimbra_date\" role=\"link\">\u00a0de setembro<\/span>.<\/p>\n<p>O cacique esteve em Belo Horizonte, durante a Semana Internacional do Caf\u00e9, a principal feira do produto na Am\u00e9rica Latina, para acompanhar produtores ind\u00edgenas entre eles, Wilson Nakodah Surui, da aldeia Kabaney, premiado durante o evento.<\/p>\n<p>O modo que dos ind\u00edgenas cuidam do caf\u00e9 tem reconhecimento no mercado em honrarias e em dinheiro. Em Cacoal, cidade mais pr\u00f3xima da terra ind\u00edgena, a saca do caf\u00e9 do gr\u00e3o do tipo can\u00e9fora (plantado no Estado) foi negociada este ano a R$ 300,00. As 1.500 sacas dos Suru\u00ed de Rond\u00f4nia foram vendidas por R$ 600,00 o dobro do pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Em entrevista ao programa Brasil Rural, da\u00a0R\u00e1dio Nacional, o pesquisador da Embrapa Enrique Alves revelou que, em Rond\u00f4nia, ind\u00edgenas recebem apoio para produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 de alta qualidade.<\/p>\n<p><strong>DEDICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de que a produ\u00e7\u00e3o diferenciada com inclus\u00e3o social gera dividendos aos pequenos cafeicultores vai de Norte a Sul do Brasil. Trinta produtoras no Leste de Minas Gerais, regi\u00e3o pr\u00f3xima ao Esp\u00edrito Santo, criaram neste ano a Associa\u00e7\u00e3o das Mulheres do Caf\u00e9 das Matas de Minas para comercializar o seu caf\u00e9.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 juntar essas mulheres para agora alcan\u00e7ar mercados\u201d, explica a agr\u00f4noma J\u00e9ssica do Carmo, que trabalha para o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). \u201cA comercializa\u00e7\u00e3o tem que ser conjunta. A produtora tem cinco hectares de terra e produz 200 sacas de caf\u00e9 por ano, 60 sacas ser\u00e3o do tipo especial. Isso \u00e9 muito pouco para um comprador dentro ou fora do Brasil levar\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo a agr\u00f4noma, as mulheres produtoras s\u00e3o \u201ccaprichosas\u201d, t\u00eam esp\u00edrito empreendedor e levam o neg\u00f3cio para cuidar da fam\u00edlia. \u201cA produtora que faz caf\u00e9 especial \u00e9 extremamente criteriosa em todas as etapas. As mulheres tendem a reinvestir o dinheiro na melhoria da propriedade e da fam\u00edlia, como a escolariza\u00e7\u00e3o dos filhos\u201d.<\/p>\n<p>Para J\u00e9ssica do Carmo, a dedica\u00e7\u00e3o feminina faz um produto melhor e cativa o p\u00fablico: \u201cvoc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 apenas tomando um caf\u00e9. Est\u00e1 ajudando a filha da produtora a fazer um curso de ingl\u00eas e desenvolvendo a regi\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o caf\u00e9. Voc\u00ea est\u00e1 transformando as pessoas\u201d.<\/p>\n<p>C\u00edntia de Matos, presidente da se\u00e7\u00e3o brasileira da Alian\u00e7a Internacional das Mulheres do Caf\u00e9 (IWCA, sigla em ingl\u00eas) corrobora essa vis\u00e3o e diz que os caf\u00e9s especiais produzidos por mulheres \u201cs\u00e3o produtos delicados, resultado de muito cuidado\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A marca de caf\u00e9 mais comercializada no Brasil prepara-se para lan\u00e7ar um novo produto feito a partir do caf\u00e9 colhido por ind\u00edgenas da etnia Suru\u00ed de Rond\u00f4nia, que vivem na reserva Sete\u00a0de Setembro, de 248 mil hectares, na fronteira noroeste do Mato Grosso e de Rond\u00f4nia. 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