{"id":291987,"date":"2020-01-30T11:07:39","date_gmt":"2020-01-30T15:07:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=291987"},"modified":"2020-01-30T11:07:39","modified_gmt":"2020-01-30T15:07:39","slug":"brasil-registrou-124-assassinatos-de-pessoas-transgenero-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2020\/01\/30\/brasil-registrou-124-assassinatos-de-pessoas-transgenero-em-2019\/","title":{"rendered":"Brasil registrou 124 assassinatos de pessoas transg\u00eanero em 2019"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_291988\" aria-describedby=\"caption-attachment-291988\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-291988\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1063414-edit_04012-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1063414-edit_04012-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1063414-edit_04012-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1063414-edit_04012-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1063414-edit_04012-696x464.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1063414-edit_04012-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1063414-edit_04012-630x420.jpg 630w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/1063414-edit_04012.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-291988\" class=\"wp-caption-text\">Rio de Janeiro &#8211; Manifesto realizado na praia de Copacabana lembra as v\u00edtimas da transfobia no Brasil. (Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 2019, pelo menos 124 pessoas transg\u00eanero, entre homens e mulheres transexuais, transmasculinos e travestis, foram assassinadas no Brasil, em contextos de transfobia.<\/p>\n<p>Os dados est\u00e3o no relat\u00f3rio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgado hoje (29). De acordo com organiza\u00e7\u00e3o, em apenas 11 dos casos os suspeitos de terem cometido os crimes foram identificados. No relat\u00f3rio, a Antra faz um alerta tamb\u00e9m para o problema da subnotifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 que a real motiva\u00e7\u00e3o dos crimes nem sempre \u00e9 explicitada.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio aponta que, em 2018, foram registrados 163 assassinatos. J\u00e1 em 2017, foram 179 casos. De acordo com a associa\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros n\u00e3o representa exatamente uma queda nos \u00edndices de viol\u00eancia contra essa popula\u00e7\u00e3o. Para a Antra, existe aumento da subnotifica\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>Os dados mostram ainda que, a cada dia em 2019,\u00a011 pessoas transg\u00eanero sofreram agress\u00f5es. A mais jovem das v\u00edtimas assassinadas tinha 15 anos de idade, encaixando-se no perfil predominante, que tem como caracter\u00edsticas faixa et\u00e1ria entre 15 e 29 anos (59,2%) e g\u00eanero feminino (97,7%). A desigualdade \u00e9tnico-racial \u00e9 outro fator em evid\u00eancia, j\u00e1 que 82% das v\u00edtimas eram negras (pardas ou pretas).<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, o estado que apresentou o mais alto \u00edndice de homic\u00eddios foi S\u00e3o Paulo, com 21 homic\u00eddios, quantidade 66,7% superior ao registrado no ano anterior (14). O territ\u00f3rio paulista se destaca como um dos quatro que se tornaram mais violentos para pessoas transg\u00eanero, em 2019, ao lado de Pernambuco, Rond\u00f4nia e Tocantins, e tamb\u00e9m lidera o ranking quando o per\u00edodo de 2017 a 2019 \u00e9 considerado.<\/p>\n<p>Em segundo lugar na lista de 2019, est\u00e1 o Cear\u00e1, com 11 casos. Em seguida, v\u00eam Bahia e Pernambuco, com 8 casos, cada; Paran\u00e1, Rio\u00a0de janeiro\u00a0e Rio Grande do Sul, com 7 casos, cada; e Goi\u00e1s com 6 casos. Amazonas, Maranh\u00e3o, Minas Gerais, Mato Grosso e Para\u00edba empatam com 5 casos; Esp\u00edrito Santo, Par\u00e1 e Rio Grande do Norte, com 4; Alagoas, Rond\u00f4nia e Tocantins, com 2; e Mato Grosso do Sul, Roraima, Sergipe e Piau\u00ed, com 1.<\/p>\n<p>Para combater os crimes contra pessoas transg\u00eanero, a associa\u00e7\u00e3o cita exemplos de a\u00e7\u00f5es que podem ser adotadas como campanhas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia, den\u00fancias que possam enfrentar a impunidade e a omiss\u00e3o, e a efetiva\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2019-06\/supremo-decide-criminalizar-homofobia-como-forma-de-racismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal\u00a0<\/a>(STF)\u00a0que\u00a0reconheceu a discrimina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGBTI como uma forma de racismo.<\/p>\n<h2>Am\u00e9rica Latina e Caribe<\/h2>\n<p>A Antra cita que, em 2018, passou a representar o Brasil no Sistema de Monitoramento da Violencia contra pessoas LGBTI na Am\u00e9rica Latina e Caribe (SinViolenciaLGBT) e que esta rede contabilizou a 1416 registros de assassinatos contra pessoas trans nos dez pa\u00edses que comp\u00f5e a articula\u00e7\u00e3o (Bol\u00edvia, Brasil, Col\u00f4mbia, El Salvador, Guatemala, Honduras, M\u00e9xico, Paraguai, Peru e Rep\u00fablica Dominicana). O balan\u00e7o contou ocorr\u00eancias comunicadas entre 1\u00ba de janeiro de 2014 e\u00a020 de novembro\u00a0de 2019, quando o Brasil totalizou 844 casos e teve um aumento de 60%.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina e Caribe, lembra a Antra, a expectativa de vida de uma pessoa trans \u00e9 de 35 anos. &#8220;O M\u00e9xico ocupa o segundo lugar no mundo em crimes de \u00f3dio por transfobia. Pessoas trans nesses pa\u00edses n\u00e3o t\u00eam identidade, direitos s\u00e3o restritos, s\u00e3o constantemente expostas e violadas, sendo mortas e desamparadas. Como se isso n\u00e3o bastasse, tamb\u00e9m h\u00e1 setores da popula\u00e7\u00e3o determinados a atac\u00e1-las, machuc\u00e1-las e, pior ainda, garantir que seus direitos nunca sejam garantidos&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Para coibir as viol\u00eancias, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 de que haja engajamento do poder p\u00fablico e da sociedade civil.<\/p>\n<h2>Aplicativo<\/h2>\n<p>Em dezembro de 2019, a Antra lan\u00e7ou o aplicativo Dandarah, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT). A proposta \u00e9 facilitar \u00e0 comunidade LGBTI (l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans e intersexos) que se informe sobre as diversas formas de viol\u00eancia \u00e0s quais est\u00e1 sujeita e como pode denunci\u00e1-las.<\/p>\n<p>A plataforma foi projetada, inicialmente,\u00a0para rodar em celulares com sistema Android, j\u00e1 estando dispon\u00edvel para download na Play Store. O nome do aplicativo foi escolhido para homenagear a travesti Dandara Ketlyn, assassinada brutalmente em 2017, no Cear\u00e1.<\/p>\n<p>Conforme explica a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), as pessoas trans possuem uma identidade de g\u00eanero diferente do sexo que lhes foi designado no momento do nascimento. A ONU esclarece tamb\u00e9m que uma pessoa transg\u00eanero ou trans pode se identificar como homem, mulher, trans-homem, trans-mulher, como pessoa n\u00e3o-bin\u00e1ria ou com outros termos, tais como terceiro g\u00eanero, dois-esp\u00edritos, travesti, g\u00eanero queer ou transpinoy.\u00a0O organismo internacional ressalta ainda que a identidade de g\u00eanero difere da orienta\u00e7\u00e3o sexual e que, portanto, pessoas trans podem\u00a0ter\u00a0qualquer orienta\u00e7\u00e3o sexual, incluindo heterossexual, homossexual, bissexual e assexual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Em 2019, pelo menos 124 pessoas transg\u00eanero, entre homens e mulheres transexuais, transmasculinos e travestis, foram assassinadas no Brasil, em contextos de transfobia. Os dados est\u00e3o no relat\u00f3rio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgado hoje (29). 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