{"id":292130,"date":"2020-01-31T15:21:11","date_gmt":"2020-01-31T19:21:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=292130"},"modified":"2020-01-31T15:21:11","modified_gmt":"2020-01-31T19:21:11","slug":"melhora-na-economia-pode-ser-causa-do-avanco-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2020\/01\/31\/melhora-na-economia-pode-ser-causa-do-avanco-no-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Melhora na economia pode ser causa do avan\u00e7o no mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_292131\" aria-describedby=\"caption-attachment-292131\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-292131 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/carteira_de_trabalho2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/carteira_de_trabalho2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/carteira_de_trabalho2-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/carteira_de_trabalho2-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/carteira_de_trabalho2-696x464.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/carteira_de_trabalho2-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/carteira_de_trabalho2-630x420.jpg 630w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/carteira_de_trabalho2.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-292131\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustra\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A melhora na economia brasileira pode ter causado o avan\u00e7o de dados mais positivos no mercado de trabalho em 2019 e uma explica\u00e7\u00e3o seria a expectativa de quem contrata.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento (Coren) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Adriana Ara\u00fajo Beringuy.<\/p>\n<p>Hoje (31), o instituto divulgou que a taxa m\u00e9dia de desemprego no pa\u00eds caiu para 11,9% em 2019, inferior\u00e0 registrada em 2018, de\u00a012,3%.<\/p>\n<p>Segundo Adriana, \u00e9 preciso acompanhar os pr\u00f3ximos resultados ao longo de 2020 para avaliar a sustentabilidade desse movimento que ocorreu, principalmente no segundo semestre de 2019, ano em que o mercado de trabalho do Brasil registrou diferen\u00e7as na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior.<\/p>\n<p>A primeira coisa a se observar, segundo a especialista, \u00e9 o primeiro trimestre deste ano, para avaliar se a passagem vai manter o registrado no mercado de trabalho no final.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 normal a popula\u00e7\u00e3o ocupada crescer no fim de cada ano. No in\u00edcio do ano seguinte, vamos observar se essas pessoas ser\u00e3o mantidas e efetivadas, ou se vai haver o processo de dispensa intensa de trabalhadores tempor\u00e1rios. O primeiro trimestre de cada ano \u00e9 o momento da observar essa transi\u00e7\u00e3o. Temos que aguardar o primeiro trimestre para fazer a avalia\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios \u2013 Cont\u00ednua, divulgada hoje (31) pelo IBGE, houve melhoras com crescimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada e dos contratados com carteira assinada, queda na desocupa\u00e7\u00e3o e contrata\u00e7\u00e3o em atividades que antes n\u00e3o vinham abrindo vagas, como a constru\u00e7\u00e3o e a ind\u00fastria.<\/p>\n<p>O panorama de melhora foi refor\u00e7ado pelo com\u00e9rcio, que manteve equil\u00edbrio durante o ano.<\/p>\n<p>Para a analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento (Coren) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Adriana Ara\u00fajo Beringuy, essas atividades mostraram uma rea\u00e7\u00e3o na contrata\u00e7\u00e3o de trabalhadores, alguns at\u00e9 por meio de assinatura da carteira de trabalho.<\/p>\n<h2>Resultados<\/h2>\n<p>Segundo a analista, os dados guardam an\u00e1lise retrospectiva que mostra o mercado de trabalho ainda bem distante dos seus melhores resultados na s\u00e9rie da pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cHoje temos uma taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de 11,9% [taxa m\u00e9dia de 2019]. \u00c9 menor do que em 2018, mas ainda bastante superior aos 6,8% de 2014\u201d, afirmou Adriana Ara\u00fajo Beringuy.<\/p>\n<p>A analista destacou ainda a recupera\u00e7\u00e3o do emprego com carteira assinada no setor privado, que depois de v\u00e1rias quedas mostrou leve crescimento de 1,1% em 2019. Tamb\u00e9m neste caso, afirmou que o n\u00edvel de 2019 \u00e9 inferior ao de 2014, quando o mercado de trabalho registrou os melhores resultados.<\/p>\n<p>Em 2019, havia 33 milh\u00f5es 219 mil trabalhadores com carteira assinada no setor privado, enquanto em 2011 eram 36 milh\u00f5es 450 mil.<\/p>\n<p>\u201cEstamos em uma trajet\u00f3ria de recupera\u00e7\u00e3o. O crescimento da ocupa\u00e7\u00e3o no ano de 2019 foi mais difundido entre as atividades e n\u00e3o concentrado em alojamento, alimenta\u00e7\u00e3o e transporte, como vinha ocorrendo em anos anteriores. De fato h\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mesmo, na constru\u00e7\u00e3o, um pouco na ind\u00fastria, atividades de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os administrativos, mas a gente ainda tem uma diferen\u00e7a bastante intensa de patamar aos valores observados h\u00e1 cinco anos atr\u00e1s\u201d, observou.<\/p>\n<p>De acordo com a analista, a melhora de 2019 reflete a contrata\u00e7\u00e3o de trabalhadores por diversas atividades econ\u00f4mica, diferente do que ocorria em 2017 e 2018, quando estava mais concentrada na alimenta\u00e7\u00e3o, alojamento, no chamado bico e trabalho informal.<\/p>\n<p>Segundo Adriana, o ano passado come\u00e7ou com a perman\u00eancia dessas atividades que ainda contratam fortemente, mas come\u00e7a a se observar a volta das contrata\u00e7\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o e na ind\u00fastria e em outras atividades administrativas, al\u00e9m do com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>\u201cBoa parte da contrata\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio no ano de 2019 foi atrav\u00e9s de carteira de trabalho, Ent\u00e3o, o ano de 2019 mostra diversas atividades econ\u00f4micas absorvendo trabalhadores e essa absor\u00e7\u00e3o se reflete inclusive melhora na carteira de trabalho\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2>Rendimento<\/h2>\n<p>A m\u00e9dia anual do rendimento em 2019 ficou em R$ 2.330 com pequena varia\u00e7\u00e3o de 0,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2018.<\/p>\n<p>No \u00faltimo trimestre do ano, o rendimento real habitual ficou em R$ 2.340 e se manteve est\u00e1vel. J\u00e1 a massa de rendimento real habitual cresceu 1,9% e alcan\u00e7ou R$ 216,3 bilh\u00f5es entre outubro e dezembro de 2019, na compara\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018, houve alta de 2,5%. Na m\u00e9dia anual, a massa subiu 2,5% frente a 2018 atingindo R$ 21,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Adriana Beringuy afirmou que o rendimento m\u00e9dio da pesquisa ainda n\u00e3o mostra uma rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ela acrescentou que, se pelo lado da ocupa\u00e7\u00e3o, de fato, tem mais gente trabalhando, o rendimento medido dessa popula\u00e7\u00e3o trabalhadores est\u00e1 relativamente est\u00e1vel.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 o tipo de ocupa\u00e7\u00e3o com baixos sal\u00e1rios. \u201cN\u00e3o tem crescido. Esse n\u00e3o crescimento est\u00e1 associado ao fato de que mais pessoas trabalhando est\u00e1 ocorrendo, no entanto, boa parte est\u00e1 inserida em ocupa\u00e7\u00f5es de baixo rendimento e baixos sal\u00e1rios, muitas vezes na informalidade.<\/p>\n<p>Trabalhadores por conta pr\u00f3pria, a maioria sem CNPJ, pequeno empregador que n\u00e3o tem a formalidade do seu pequeno estabelecimento. S\u00e3o pessoas que est\u00e3o trabalhando, gerando alguma renda, mas ainda em valores que n\u00e3o permitem que o rendimento total da popula\u00e7\u00e3o cres\u00e7a em ritmo maior\u201d, completou.<\/p>\n<p>Adriana destacou ainda a queda na contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. Ela considera que a queda no percentual de contribuintes, que vem caindo est\u00e1 associada \u00e0 grande massa de trabalhadores no Brasil que n\u00e3o contribui, sendo boa parte os que trabalham por conta pr\u00f3pria e os empregados sem carteira.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente compara o cen\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de hoje ao que era em 2014, o percentual de contribuintes era muito maior. L\u00e1 naquela \u00e9poca de 2014, o emprego com carteira era o que mais crescia e agora nos \u00faltimos anos n\u00e3o \u00e9 o que tem ocorrido. H\u00e1 um predom\u00ednio do trabalho informal.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A melhora na economia brasileira pode ter causado o avan\u00e7o de dados mais positivos no mercado de trabalho em 2019 e uma explica\u00e7\u00e3o seria a expectativa de quem contrata. 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