{"id":315005,"date":"2020-09-21T08:20:54","date_gmt":"2020-09-21T12:20:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=315005"},"modified":"2020-09-21T08:23:38","modified_gmt":"2020-09-21T12:23:38","slug":"producao-de-arroz-em-rondonia-alcanca-139-mil-toneladas-na-safra-2019-20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2020\/09\/21\/producao-de-arroz-em-rondonia-alcanca-139-mil-toneladas-na-safra-2019-20\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de arroz em Rond\u00f4nia alcan\u00e7a 139 mil toneladas na safra 2019\/20"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_315006\" aria-describedby=\"caption-attachment-315006\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-315006\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/130bc62299c4b2bac3bad2c82fc0bab0_agrorondonia_cacoal-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/130bc62299c4b2bac3bad2c82fc0bab0_agrorondonia_cacoal-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/130bc62299c4b2bac3bad2c82fc0bab0_agrorondonia_cacoal-600x375.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/130bc62299c4b2bac3bad2c82fc0bab0_agrorondonia_cacoal-768x480.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/130bc62299c4b2bac3bad2c82fc0bab0_agrorondonia_cacoal-696x435.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/130bc62299c4b2bac3bad2c82fc0bab0_agrorondonia_cacoal-671x420.jpg 671w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/130bc62299c4b2bac3bad2c82fc0bab0_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-315006\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de arroz no Estado de Rond\u00f4nia (safra 2019\/20) est\u00e1 em torno de 139 mil toneladas, em uma \u00e1rea plantada de mais de 42 mil hectares, sendo a maior da regi\u00e3o Norte, seguida pelo Estado de Roraima que \u00e9 de cerca de 70 mil toneladas.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o interna de arroz atende apenas 34% da demanda estadual, sendo que 1% deste valor \u00e9 exportado para a Bol\u00edvia, portanto, h\u00e1 um d\u00e9ficit de 67%, que s\u00e3o importados de outros Estados da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na \u00faltima semana, os brasileiros foram surpreendidos com o forte aumento do pre\u00e7o de v\u00e1rios alimentos essenciais da cesta b\u00e1sica, principalmente do arroz. Muitos ficaram sem entender o porqu\u00ea do aumento, e agora especula-se em todo pa\u00eds os motivos da atual alta do pre\u00e7o do arroz nas prateleiras dos supermercados e comentam-se v\u00e1rias causas e vil\u00f5es para justificar um aumento t\u00e3o grande no alimento b\u00e1sico do brasileiro.<\/p>\n<p>De acordo com o economista da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Avenilson Trindade, a explica\u00e7\u00e3o da alta dos pre\u00e7os passa pela an\u00e1lise hist\u00f3rica da produ\u00e7\u00e3o de arroz no mercado internacional e o impacto desta, no mercado brasileiro.<\/p>\n<p>\u201cNo mercado internacional houve o aumento do consumo, e com o avan\u00e7o da pandemia do coronav\u00edrus, v\u00e1rios pa\u00edses exportadores de arroz suspenderam suas exporta\u00e7\u00f5es, isso fez com que faltasse o produto no mercado internacional. Com isso, os pa\u00edses com aus\u00eancia do produto buscaram comprar no mercado brasileiro. O Brasil\u00a0 importa arroz do Uruguai, do Paraguai e da Argentina e esse fator fez com que faltasse arroz tanto no Brasil quanto no mercado internacional fazendo com que o pre\u00e7o subisse\u201d, explicou o economista.<\/p>\n<p>Tradicionalmente, a base dos pre\u00e7os \u00e9 medida pela bolsa de Bangkok, da Tail\u00e2ndia, que nos \u00faltimos cinco anos atingiu o pico de US$ 564 d\u00f3lares por tonelada, conforme aponta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), motivados pela \u201cretra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o tailandesa, reflexo da intensa seca na safra de inverno\u201d. Nos Estados Unidos (EUA) a produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m caiu aproximadamente 2 milh\u00f5es de toneladas. Essas quedas proporcionaram pre\u00e7os internacionais mais altos que estimulam a exporta\u00e7\u00e3o do produto, com recordes hist\u00f3ricos de mais de 1 milh\u00e3o de toneladas nos \u00faltimos oito meses do ano, com alta de 73%.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que, em fun\u00e7\u00e3o da pandemia do coronav\u00edrus (Covid-19), houve um aumento no consumo interno brasileiro, prejudicado pela diminui\u00e7\u00e3o dos estoques reguladores que, ainda conforme afirma a Conab \u201cos estoques finais de arroz no Brasil, ao final do ano-safra 2019\/20, ser\u00e3o os menores da s\u00e9rie hist\u00f3rica\u201d. Al\u00e9m disso, os produtores brasileiros foram desestimulados com a cont\u00ednua desvaloriza\u00e7\u00e3o do produto no mercado internacional e o elevado custo da produ\u00e7\u00e3o, como explicado anteriormente.<\/p>\n<p>Diante de tais fatores, o produto ficou menos dispon\u00edvel no mercado, supervalorizando o seu pre\u00e7o, e hoje chega a ser vendido pelos produtores brasileiros com um valor final de at\u00e9 R$110 a saca de 60 Kg, com alta de at\u00e9 65% dependendo do estado.\u00a0Conforme mostra no gr\u00e1fico ao lado, produzido pela equipe Agrodados da Seagri, em Rond\u00f4nia esse valor \u00e9 de aproximadamente R$ 75 contabilizando uma alta de 44%, se comparado desde o in\u00edcio do ano at\u00e9 o m\u00eas de setembro de 2020, com base na pesquisa semanal de pre\u00e7os pago ao produtor realizada pela Entidade Aut\u00e1rquica de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (Emater-RO).<\/p>\n<p>O economista ressaltou que \u00e9 normal acontecer o desiquil\u00edbrio na economia entre oferta e demanda de qualquer produto e em qualquer mercado, porque a economia \u00e9 c\u00edclica, tem momentos de alta e baixa. \u201cO que fica mais dif\u00edcil prev\u00ea \u00e9 quanto tempo vai durar esse momento de pre\u00e7os altos. O que pode ser feito para reduzir o pre\u00e7o \u00e9 o consumidor come\u00e7ar a migrar para outros produtos concorrentes ou similares, que possibilitar\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o da demanda pelo arroz e com isso volta o equil\u00edbrio da oferta. A outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 o aumento da produ\u00e7\u00e3o do arroz no mercado interno, com isso vai aumentar a oferta, equilibrando novamente com a demanda e possibilitando a redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A produ\u00e7\u00e3o de arroz no Estado de Rond\u00f4nia (safra 2019\/20) est\u00e1 em torno de 139 mil toneladas, em uma \u00e1rea plantada de mais de 42 mil hectares, sendo a maior da regi\u00e3o Norte, seguida pelo Estado de Roraima que \u00e9 de cerca de 70 mil toneladas. 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