{"id":316145,"date":"2020-10-02T09:10:08","date_gmt":"2020-10-02T13:10:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=316145"},"modified":"2020-10-02T09:10:08","modified_gmt":"2020-10-02T13:10:08","slug":"valor-da-producao-agricola-atinge-r-361-bilhoes-em-2019-e-bate-novo-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2020\/10\/02\/valor-da-producao-agricola-atinge-r-361-bilhoes-em-2019-e-bate-novo-recorde\/","title":{"rendered":"Valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola atinge R$ 361 bilh\u00f5es em 2019 e bate novo recorde"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_316147\" aria-describedby=\"caption-attachment-316147\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-316147\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/37d8c4edd2464169042bc58e2bc2c9c1_agrorondonia_cacoal-300x166.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/37d8c4edd2464169042bc58e2bc2c9c1_agrorondonia_cacoal-300x166.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/37d8c4edd2464169042bc58e2bc2c9c1_agrorondonia_cacoal-600x333.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/37d8c4edd2464169042bc58e2bc2c9c1_agrorondonia_cacoal-768x426.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/37d8c4edd2464169042bc58e2bc2c9c1_agrorondonia_cacoal-696x385.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/37d8c4edd2464169042bc58e2bc2c9c1_agrorondonia_cacoal-758x420.jpg 758w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/37d8c4edd2464169042bc58e2bc2c9c1_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-316147\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>O valor da produ\u00e7\u00e3o das principais culturas agr\u00edcolas do pa\u00eds atingiu R$ 361 bilh\u00f5es em 2019, superando em 5,1% o recorde alcan\u00e7ado no ano anterior, quando totalizou R$ 343,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O milho, o algod\u00e3o e a cana-de-a\u00e7\u00facar foram os principais produtos que influenciaram esse crescimento. A soja, embora tenha tido uma retra\u00e7\u00e3o de 1,8% em 2019, somou R$125,6 bilh\u00f5es no ano e manteve o primeiro lugar no ranking de participa\u00e7\u00e3o no valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Agr\u00edcola Municipal (PAM), divulgada pelo IBGE.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 faz tr\u00eas anos que as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas t\u00eam favorecido a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no pa\u00eds. Os problemas de estiagem foram pontuais e n\u00e3o comprometeram a produ\u00e7\u00e3o\u201d, explica o supervisor da pesquisa, Winicius Wagner. Com o clima favor\u00e1vel e maiores investimentos em insumo e em tecnologia, bem como amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada, segundo o pesquisador, h\u00e1 um maior rendimento m\u00e9dio.<\/p>\n<p>\u201cIsso faz com que a gente obtenha recordes subsequentes. Temos observado que, na \u00faltima d\u00e9cada, o valor da produ\u00e7\u00e3o tem sido positivo. Apenas em 2017 tivemos uma pequena retra\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da queda do pre\u00e7o do milho e outras\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0por uma grande oferta do mercado, uma vez que naquele ano tivemos a supersafra\u201d, completa.<\/p>\n<p>Depois da soja, as culturas com maior participa\u00e7\u00e3o no valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional foram cana-de-a\u00e7\u00facar (15,2%), milho (13,2%), caf\u00e9 (4,9%) e algod\u00e3o herb\u00e1ceo (4,4%). A quantidade produzida tamb\u00e9m foi recorde e superou a supersafra de 2017: a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas somou 243,3 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 6,8% frente a 2018 e de 1,9% em compara\u00e7\u00e3o com 2017.<\/p>\n<p>Destaque tanto em valor da produ\u00e7\u00e3o quanto em quantidade, o milho chegou a 101,1 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 22,8% frente a 2018, ano em que as regi\u00f5es produtoras enfrentaram problemas clim\u00e1ticos. \u201cFoi a primeira vez que o milho superou a marca de 100 milh\u00f5es de toneladas. O valor da produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m teve o crescimento expressivo de 26,3%, alcan\u00e7ando R$ 47,6 bilh\u00f5es\u201d, afirma Winicius. Com isso, a participa\u00e7\u00e3o do milho no total do valor da produ\u00e7\u00e3o aumentou na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, quando era de 11%.<\/p>\n<p>\u201cO volume exportado de milho foi recorde, com 42,8 milh\u00f5es de toneladas, um aumento de 86,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Entre os fatores que explicam esse crescimento est\u00e3o a safra recorde, o aumento do consumo mundial e o c\u00e2mbio. Com a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar, que observamos desde 2019, a exporta\u00e7\u00e3o dos produtos nacionais \u00e9 favorecida\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>A soja, principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, respondeu por 34,8% do valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em 2019. Apesar de ter a \u00e1rea colhida expandida em 3,2%, essa cultura teve uma queda de 3,1% no volume gerado. De acordo com Winicius, fatores clim\u00e1ticos prejudicaram a fase final do ciclo em alguns dos principais estados produtores.<\/p>\n<p>\u201cAo longo de dezembro de 2018 e janeiro de 2019, tivemos um per\u00edodo de estiagem em uma importante regi\u00e3o produtora entre os estados do Paran\u00e1, Mato Grosso do Sul e S\u00e3o Paulo, o que acabou comprometendo a produtividade da soja que estava a campo. Isso fez com que diversos munic\u00edpios dessa regi\u00e3o tivessem uma queda de rendimento m\u00e9dio dessa cultura\u201c, diz o supervisor.<\/p>\n<p>O pesquisador destaca que, apesar da queda na quantidade de soja produzida, a safra de 2019 n\u00e3o pode ser considerada ruim, visto que a base de compara\u00e7\u00e3o era elevada. \u201cEnt\u00e3o mesmo com essa queda no volume produzido [de soja], 2019 registrou a terceira maior safra na s\u00e9rie hist\u00f3rica levantada pelo IBGE\u201d, complementa.<\/p>\n<p>J\u00e1 a cana-de-a\u00e7\u00facar, outro dos principais produtos agr\u00edcolas do pa\u00eds, teve um aumento de 5,3% no valor da produ\u00e7\u00e3o e recuperou a queda do ano anterior. A \u00e1rea colhida da cana teve uma expans\u00e3o de 0,7% e sua produ\u00e7\u00e3o aumentou 0,8% em um ano. De acordo com Winicius, devido \u00e0 alta do pre\u00e7o da gasolina, o biocombust\u00edvel ganhou maior competitividade e a produ\u00e7\u00e3o do etanol foi recorde. Isso fez a participa\u00e7\u00e3o do etanol como destino da produ\u00e7\u00e3o da cana-de-a\u00e7\u00facar aumentar em 2019.<\/p>\n<p>\u201cAproximadamente dois ter\u00e7os da produ\u00e7\u00e3o da cana destinam-se \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do etanol e cerca de um ter\u00e7o vai para a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar. O excesso de oferta de a\u00e7\u00facar no mercado externo fez com que, em 2019, houvesse uma redu\u00e7\u00e3o de 15,8% nas exporta\u00e7\u00f5es. Mesmo assim, a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar voltou a crescer. Mas o etanol cresceu muito mais\u201d, contextualiza.<\/p>\n<p><strong>\u00c1REA DESTINADA<\/strong><\/p>\n<p>A \u00e1rea plantada pela atividade agr\u00edcola nacional chegou a 81,2 milh\u00f5es de hectares em 2019, um aumento de 3,3% frente ao ano anterior. As expans\u00f5es das \u00e1reas de cultivo do milho (1,2 milh\u00e3o de hectares) e da soja (1,1 milh\u00e3o de hectares) foram as que mais contribu\u00edram para esse crescimento.<\/p>\n<p>No caso da \u00e1rea colhida, parcela da \u00e1rea plantada de cada produto em que efetivamente teve colheita, houve um crescimento de 3,5% frente a 2018, totalizando 80,6 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente for observar o hist\u00f3rico de \u00e1rea colhida, n\u00f3s tivemos uma amplia\u00e7\u00e3o bem significativa na \u00faltima d\u00e9cada. Isso mostra que as fronteiras agr\u00edcolas continuam em expans\u00e3o no pa\u00eds, principalmente no Centro-Oeste e tamb\u00e9m no Matopiba\u201d, diz Winicius, fazendo refer\u00eancia \u00e0 regi\u00e3o formada por Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia.<\/p>\n<p><strong>VALOR DE PRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A soja foi a principal cultura em quatro das cinco grandes regi\u00f5es. No Centro-Oeste, maior regi\u00e3o produtora do gr\u00e3o, o valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola total superou o de 2018 em 12,2% e atingiu R$ 107,9 bilh\u00f5es. S\u00f3 o Mato Grosso gerou R$ 58,4 bilh\u00f5es, muito em fun\u00e7\u00e3o do cultivo de soja. A produ\u00e7\u00e3o desse gr\u00e3o tamb\u00e9m foi destaque no Nordeste, por causa da regi\u00e3o do Matopiba. No Norte, a soja teve seu plantio ampliado no Par\u00e1, que gerou o maior valor da produ\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, e em Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>O Sul teve um valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de R$ 91,6 bilh\u00f5es, crescimento de 1,7% frente a 2018. Al\u00e9m da soja, destacaram-se na regi\u00e3o o cultivo de milho, arroz, fumo e trigo. A soja s\u00f3 n\u00e3o foi o principal produto do Sudeste, onde a cana-de-a\u00e7\u00facar se destacou. A regi\u00e3o gerou R$97,6 bilh\u00f5es em valor da produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 um aumento de 2,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p><strong>DESTAQUE DE PRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Sorriso, em Mato Grosso, \u00e9 o munic\u00edpio brasileiro com maior valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Destacando-se na produ\u00e7\u00e3o de milho e soja, totalizou um valor da produ\u00e7\u00e3o de R$ 3,9 bilh\u00f5es e respondeu, sozinho, por 1,1% do total nacional. Al\u00e9m de Sorriso, 21 munic\u00edpios de Mato Grosso est\u00e3o no ranking dos maiores valores da produ\u00e7\u00e3o de 2019. Eles geraram, juntos, R$ 37,1 bilh\u00f5es. Goi\u00e1s, Bahia e Mato Grosso do Sul, aparecem com seis munic\u00edpios cada.<\/p>\n<p>Outras cidades de destaque na produ\u00e7\u00e3o da soja foram Formosa do Rio Preto e S\u00e3o Desid\u00e9rio, na Bahia. No ano anterior, S\u00e3o Desid\u00e9rio foi a cidade produtora de soja com maior valor da produ\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>J\u00e1 Morro Agudo, em S\u00e3o Paulo, se destaca na produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar. O plantio dessa cultura gerou, no munic\u00edpio, um valor da produ\u00e7\u00e3o de R$ 571,7 milh\u00f5es. Nova Alvorada do Sul, em Mato Grosso do Sul, e Mineiros, em Goi\u00e1s, tamb\u00e9m est\u00e3o entre as cidades que geraram maior valor da produ\u00e7\u00e3o com esse plantio.<\/p>\n<p>O caf\u00e9, que j\u00e1 foi o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, \u00e9 um dos destaques de Minas Gerais. Apesar da queda de 21,4% no volume de produ\u00e7\u00e3o, o estado foi respons\u00e1vel por 70,6% de todo o caf\u00e9 ar\u00e1bica do Brasil, atingindo 1,5 milh\u00e3o de toneladas. Patroc\u00ednio, cidade do interior mineiro, liderou o valor da produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 em gr\u00e3o, com R$ 387,9 milh\u00f5es, e foi seguida por Rio Bananal e Linhares, ambas no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O valor da produ\u00e7\u00e3o das principais culturas agr\u00edcolas do pa\u00eds atingiu R$ 361 bilh\u00f5es em 2019, superando em 5,1% o recorde alcan\u00e7ado no ano anterior, quando totalizou R$ 343,5 bilh\u00f5es. O milho, o algod\u00e3o e a cana-de-a\u00e7\u00facar foram os principais produtos que influenciaram esse crescimento. 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