{"id":321546,"date":"2020-12-02T08:30:44","date_gmt":"2020-12-02T12:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=321546"},"modified":"2020-12-02T08:37:46","modified_gmt":"2020-12-02T12:37:46","slug":"brasil-desenvolve-feijao-resistente-a-doenca-bacteriana-quarentenaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2020\/12\/02\/brasil-desenvolve-feijao-resistente-a-doenca-bacteriana-quarentenaria\/","title":{"rendered":"Brasil desenvolve feij\u00e3o resistente a doen\u00e7a bacteriana quarenten\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_321547\" aria-describedby=\"caption-attachment-321547\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-321547\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/3631aed59a579a3b4b890abad85c1ec1_agrorondonia_cacoal-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/3631aed59a579a3b4b890abad85c1ec1_agrorondonia_cacoal-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/3631aed59a579a3b4b890abad85c1ec1_agrorondonia_cacoal-600x428.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/3631aed59a579a3b4b890abad85c1ec1_agrorondonia_cacoal-768x548.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/3631aed59a579a3b4b890abad85c1ec1_agrorondonia_cacoal-100x70.jpg 100w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/3631aed59a579a3b4b890abad85c1ec1_agrorondonia_cacoal-696x496.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/3631aed59a579a3b4b890abad85c1ec1_agrorondonia_cacoal-589x420.jpg 589w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/3631aed59a579a3b4b890abad85c1ec1_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-321547\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Embrapa obteve a primeira variedade brasileira de feij\u00e3o carioca resistente ao crestamento bacteriano aureolado (Pseudomonas syringae pv. phaseolicola). Trata-se de uma doen\u00e7a ainda n\u00e3o registrada no Pa\u00eds, mas amplamente difundida pelo mundo e presente em pa\u00edses vizinhos como Argentina, Chile, Peru, Col\u00f4mbia e Venezuela.<\/p>\n<p>A variedade foi desenvolvida por meio de melhoramento gen\u00e9tico preventivo, que estuda doen\u00e7as e\u00a0pragas de alto risco para as principais esp\u00e9cies\u00a0agr\u00edcolas\u00a0antes que elas cheguem ao\u00a0territ\u00f3rio\u00a0nacional. Essa pesquisa contou com o apoio da\u00a0Universidade Federal de Goi\u00e1s (<a href=\"https:\/\/www.ufg.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">UFG<\/a>),\u00a0Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Goi\u00e1s (<a href=\"http:\/\/www.fapeg.go.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fapeg<\/a>) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (<a href=\"http:\/\/www.cnpq.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CNPq<\/a>).<\/p>\n<p>O estudo partiu da identifica\u00e7\u00e3o, dentro do acervo do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) da Embrapa Arroz e Feij\u00e3o, de duas linhagens de feij\u00e3o: BelNeb-RR1 e ZAA-43, conhecidas por terem cada uma delas um gene de resist\u00eancia ao crestamento bacteriano aureolado. Ambas foram cruzadas com a variedade <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-solucoes-tecnologicas\/-\/produto-servico\/580\/feijao---brs-estilo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">BRS Estilo<\/a>, que \u00e9 uma cultivar de feij\u00e3o da Embrapa\u00a0com gr\u00e3o de qualidade comercial carioca.<\/p>\n<p><strong>MELHORAMENTO\u00a0<\/strong><b>PREVENTIVO<\/b><\/p>\n<p>Como o crestamento bacteriano aureolado\u00a0\u00e9\u00a0uma doen\u00e7a quarenten\u00e1ria, n\u00e3o presente no Brasil, n\u00e3o\u00a0era poss\u00edvel testar o sucesso da\u00a0\u00a0incorpora\u00e7\u00e3o dos genes de\u00a0resist\u00eancia\u00a0\u00e0 BRS Estilo na presen\u00e7a do\u00a0pat\u00f3geno, no campo ou em casa de vegeta\u00e7\u00e3o.\u00a0Nesse caso, a solu\u00e7\u00e3o\u00a0foi\u00a0utilizar conhecimentos oriundos\u00a0do melhoramento gen\u00e9tico preventivo para\u00a0verificar se houve de fato a introdu\u00e7\u00e3o da heran\u00e7a gen\u00e9tica\u00a0desejada na variedade. Para\u00a0isso, foi utilizada\u00a0a t\u00e9cnica de marcadores moleculares, que funcionam como\u00a0<span dir=\"RTL\">\u201c<\/span>chips\u201d que ajudam a analisar o DNA e identificar a inser\u00e7\u00e3o de genes na planta.<\/p>\n<p><span dir=\"RTL\">\u201c<\/span>A pesquisa foi realizada utilizando a sele\u00e7\u00e3o assistida por marcadores moleculares aplicados ao genoma do feijoeiro. Nesse caso, foram utilizados marcadores SSR (Simple\u00a0Sequence Repeat), que atestaram a presen\u00e7a dos dois genes de resist\u00eancia\u00a0ap\u00f3s\u00a0o avan\u00e7o de gera\u00e7\u00f5es, via retrocruzamento, com a cultivar BRS Estilo. Esses genes apresentam a\u00e7\u00e3o dominante e conferem resist\u00eancia a oito\u00a0das noves ra\u00e7as conhecidas da bact\u00e9ria\u201d, conta\u00a0a pesquisadora da Embrapa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/356695\/paula-pereira-torga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Paula Torga,<\/a>\u00a0uma das coordenadoras desse trabalho.<\/p>\n<p>O\u00a0pr\u00f3ximo\u00a0passo da pesquisa\u00a0\u00e9\u00a0a valida\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia incorporada \u00e0 BRS Estilo, expondo a variedade ao contato direto com a doen\u00e7a, o que ser\u00e1 feito fora do Brasil para n\u00e3o colocar em risco as lavouras nacionais.\u00a0Os testes\u00a0ser\u00e3o conduzidos\u00a0em parceria com institui\u00e7\u00f5es de pesquisa internacionais que far\u00e3o a prova final em ambiente controlado de casa de vegeta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m em campo.<\/p>\n<p>O pesquisador\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/325548\/helton-santos-pereira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Helton Pereira<\/a>, que integra o Programa de Melhoramento Gen\u00e9tico do Feijoeiro\u00a0da Embrapa, comenta\u00a0que um dos principais m\u00e9todos de controle do crestamento bacteriano aureolado \u00e9 o uso de cultivares resistentes. De acordo com ele, se bons resultados forem confirmados fora do Pa\u00eds com a BRS Estilo, a pesquisa ter\u00e1 antecipado em\u00a0dez\u00a0anos o melhoramento para o combate \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>FERRAMENTAS<\/strong><\/p>\n<p><span dir=\"RTL\">\u201c<\/span>Cultivares de feij\u00e3o resistentes a doen\u00e7as representam uma das contribui\u00e7\u00f5es mais relevantes da pesquisa agr\u00edcola para a sociedade. O uso dessas cultivares\u00a0\u00e9\u00a0um investimento que pode ser considerado de baixo custo para o agricultor, mas de alto impacto, porque elimina perdas na lavoura e a necessidade de aplica\u00e7\u00e3o de defensivos. Al\u00e9m disso, o feij\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0um produto de grande valor econ\u00f4mico e social, ligado \u00e0\u00a0dieta b\u00e1sica e\u00a0\u00e0 seguran\u00e7a alimentar da popula\u00e7\u00e3o\u201d,\u00a0pontua\u00a0Pereira.<\/p>\n<p>Todo esse trabalho foi ancorado no uso de uma ampla base de recursos gen\u00e9ticos e em conhecimentos de biologia molecular. Torga destaca\u00a0essa contribui\u00e7\u00e3o. \u201cA tecnologia dos marcadores fornece mais informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas sobre o acervo de recursos do BAG, auxiliando os melhoristas na escolha de gen\u00f3tipos a serem cruzados, o que aumenta a probabilidade de sucesso nos programas de melhoramento\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>DOEN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<p>O crestamento bacteriano aureolado do feijoeiro (Pseudomonas syringae pv. phaseolicola) est\u00e1 presente na \u00c1frica,\u00a0\u00c1sia, Europa, Oceania e Am\u00e9rica. No Brasil, \u00e9 considerado um organismo quarenten\u00e1rio de alto risco para a produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o, capaz de causar grandes perdas e preju\u00edzos. A doen\u00e7a pode reduzir o rendimento da cultura em mais de 50%. A principal fonte de dissemina\u00e7\u00e3o \u00e9 a semente contaminada. Por isso, \u00e9 recomendado o plantio de sementes sadias, associado \u00e0 rota\u00e7\u00e3o de culturas e ao cultivo de variedades resistentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A Embrapa obteve a primeira variedade brasileira de feij\u00e3o carioca resistente ao crestamento bacteriano aureolado (Pseudomonas syringae pv. phaseolicola). Trata-se de uma doen\u00e7a ainda n\u00e3o registrada no Pa\u00eds, mas amplamente difundida pelo mundo e presente em pa\u00edses vizinhos como Argentina, Chile, Peru, Col\u00f4mbia e Venezuela. 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