{"id":324909,"date":"2021-01-11T08:30:27","date_gmt":"2021-01-11T12:30:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=324909"},"modified":"2021-01-11T08:36:28","modified_gmt":"2021-01-11T12:36:28","slug":"lichia-pode-ser-bom-investimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2021\/01\/11\/lichia-pode-ser-bom-investimento\/","title":{"rendered":"Lichia pode ser bom investimento"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-324910\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/afrut5-3556450-780x405-1-300x156.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"156\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/afrut5-3556450-780x405-1-300x156.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/afrut5-3556450-780x405-1-600x312.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/afrut5-3556450-780x405-1-768x399.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/afrut5-3556450-780x405-1-696x361.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/afrut5-3556450-780x405-1.jpg 780w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>A lichia (<em>Litchi chinensis<\/em>) \u00e9 uma fruta de origem chinesa, adaptada a climas subtropicais. A fruta doce, em formato de cora\u00e7\u00e3o e que aparece na \u00e9poca do Natal vai al\u00e9m de mais uma op\u00e7\u00e3o para quem aprecia o formato ex\u00f3tico. No Estado de S\u00e3o Paulo vem virando um bom investimento e j\u00e1 \u00e9 o maior produtor do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o tem in\u00edcio dentro de 3 a 4 anos e a colheita ocorre em um per\u00edodo muito curto, de meados de dezembro a in\u00edcio de janeiro. A produtividade normal da lichieira \u00e9 de 30 a 45 kg\/planta. Nas condi\u00e7\u00f5es brasileiras e em cultivos tecnificados s\u00e3o observadas produtividades de 200 a 300 kg\/planta por ano.<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 muito o que explorar da cultura. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo desenvolve pesquisas com a planta, por meio do seu Instituto Biol\u00f3gico (IB-APTA) que visam disponibilizar solu\u00e7\u00f5es para os pequenos produtores enfrentarem o \u00e1caro-da-erinose-da-licha, principal praga da cultura, que pode reduzir em 80% a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As pesquisas buscam combater a praga por do controle biol\u00f3gico. N\u00e3o existe no Brasil nenhum defensivo qu\u00edmico registrado para a cultura. Os estudos come\u00e7aram em 2018 em uma \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica no mun\u00edcipio de Botucatu, no interior paulista.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que a libera\u00e7\u00e3o de \u00e1caros predadores da esp\u00e9cie\u00a0<em>Neoseiulus californicus<\/em><strong>\u00a0<\/strong>mostraram-se \u00fateis para o manejo da praga em per\u00edodos de baixa popula\u00e7\u00e3o de \u00e1caros predadores nativos no campo. O\u00a0<em>Neoseiulus californicus\u00a0<\/em>\u00e9 um inimigo natural de v\u00e1rias esp\u00e9cies de \u00e1caros fit\u00f3fagos, por isso ajuda no controle da praga que ocorre em diversas regi\u00f5es brasileiras, al\u00e9m da China, de Taiwan, da \u00cdndia, Tail\u00e2ndia e Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Desta forma, segundo os pesquisadores, \u00e9 poss\u00edvel combinar o uso de controle biol\u00f3gico com outras estrat\u00e9gias de manejo, como a utiliza\u00e7\u00e3o das caldas sulfoc\u00e1lcica e bodalesa. A calda sulfoc\u00e1lcica \u00e9 originada da rea\u00e7\u00e3o entre c\u00e1lcio e enxofre dissolvidos em \u00e1gua e submetidos \u00e0 fervura. A calda bordalesa foi o primeiro fungicida desenvolvido pelo homem e sua a\u00e7\u00e3o ocorre devido a compostos provenientes da rea\u00e7\u00e3o entre sulfato de cobre e cal virgem. Ambas s\u00e3o bem conhecidas pelos produtores de org\u00e2nicos.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, o trabalho do Instituto mostrou que o uso da calda sulfoc\u00e1lcica serviu para reduzir a popula\u00e7\u00e3o de Acerialitchii. J\u00e1 a aplica\u00e7\u00e3o da calda bordalesa contribuiu para diminuir a incid\u00eancia da erinose e tamb\u00e9m da popula\u00e7\u00e3o do \u00e1caro-praga, que utiliza a erinose como abrigo.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores do IB, os \u00e1caros se alimentam dos tecidos vegetais e podem provocar enrolamento das folhas, forma\u00e7\u00e3o de galhas, queda prematura das folhas, al\u00e9m de danos em \u00f3rg\u00e3os reprodutivos e redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o. Algumas esp\u00e9cies de \u00e1caros podem ainda ser vetores de viroses para as plantas, o que n\u00e3o \u00e9 o caso do \u00e1caro-da-lichia. \u201cA pesquisa deve ser continuada na busca de novas estrat\u00e9gias para o manejo do \u00e1caro-praga, com \u00eanfase na sele\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies de inimigos naturais, incluindo predadores e entomopat\u00f3genos, visando minimizar os problemas causados pelo \u00e1caro-praga\u201d, explica M\u00e1rio Sato, pesquisador do IB.<\/p>\n<p>A China hoje \u00a0\u00e9 o principal produtor da fruta, respondendo por 80% da produ\u00e7\u00e3o mundial. A produ\u00e7\u00e3o brasileira da fruta \u00e9 em torno de quatro mil toneladas e o Estado de S\u00e3o Paulo se destaca no cen\u00e1rio nacional, produzindo ao redor de 1,5 mil toneladas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A lichia (Litchi chinensis) \u00e9 uma fruta de origem chinesa, adaptada a climas subtropicais. 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