{"id":333759,"date":"2021-04-16T08:30:39","date_gmt":"2021-04-16T12:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=333759"},"modified":"2021-04-16T08:35:49","modified_gmt":"2021-04-16T12:35:49","slug":"brasil-tem-potencial-de-aumentar-exportacoes-para-coreia-do-sul-de-pelo-menos-41-produtos-agropecuarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2021\/04\/16\/brasil-tem-potencial-de-aumentar-exportacoes-para-coreia-do-sul-de-pelo-menos-41-produtos-agropecuarios\/","title":{"rendered":"Brasil tem potencial de aumentar exporta\u00e7\u00f5es para Coreia do Sul de pelo menos 41 produtos agropecu\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_333760\" aria-describedby=\"caption-attachment-333760\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-333760\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/5ca8f195ce2cfb6ed83a60cc65a7d658_agrorondonia_cacoal-300x189.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"189\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/5ca8f195ce2cfb6ed83a60cc65a7d658_agrorondonia_cacoal-300x189.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/5ca8f195ce2cfb6ed83a60cc65a7d658_agrorondonia_cacoal-600x379.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/5ca8f195ce2cfb6ed83a60cc65a7d658_agrorondonia_cacoal-768x485.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/5ca8f195ce2cfb6ed83a60cc65a7d658_agrorondonia_cacoal-696x439.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/5ca8f195ce2cfb6ed83a60cc65a7d658_agrorondonia_cacoal-665x420.jpg 665w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/5ca8f195ce2cfb6ed83a60cc65a7d658_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-333760\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Brasil tem potencial para aumentar as exporta\u00e7\u00f5es, para a Coreia do Sul, de pelo menos 41 produtos agropecu\u00e1rios, podendo chegar a 250 itens, de acordo com um estudo in\u00e9dito elaborado pela Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA).<\/p>\n<p>O estudo \u201cBrasil e Coreia do Sul: Complementariedade que merece amplo acordo\u201d mostra que \u00e9 preciso superar desafios como as barreiras tarif\u00e1rias e n\u00e3o tarif\u00e1rias para concorrer em condi\u00e7\u00f5es semelhantes com outros mercados com os quais o pa\u00eds asi\u00e1tico tem acordos comerciais, como China, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia, Uni\u00e3o Europeia e Estados Unidos.<\/p>\n<p>O documento foi lan\u00e7ado nesta quarta-feira 14, durante live com representantes do Governo Federal para discutir as negocia\u00e7\u00f5es em torno do acordo de livre com\u00e9rcio com o pa\u00eds asi\u00e1tico, iniciadas em 2018. Participaram do encontro o subsecret\u00e1rio-adjunto de Negocia\u00e7\u00f5es Internacionais do Minist\u00e9rio da Economia (ME), Alex Meger Amorim, e o secret\u00e1rio-adjunto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa), Fl\u00e1vio Campestrin Bettarello.<\/p>\n<p>\u201cO que o estudo mostra \u00e9 que s\u00f3 um acordo amplo e ambicioso com a Coreia do Sul poder\u00e1 contemplar as potencialidades do mercado brasileiro e beneficiar os nossos exportadores\u201d, afirmou a coordenadora de Intelig\u00eancia Comercial da CNA, Sueme Mori, moderadora do debate.<\/p>\n<p>Segundo ela, as exporta\u00e7\u00f5es do Brasil para a Coreia do Sul foram de US$ 2,2 bilh\u00f5es em 2020, crescimento de 8% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia deste mercado para o agro brasileiro. O pa\u00eds asi\u00e1tico est\u00e1 entre os sete principais destinos das vendas externas brasileiras de produtos do setor e importa de outros pa\u00edses 70% dos alimentos que consome.<\/p>\n<p>No encontro, os representantes do governo destacaram a import\u00e2ncia de aumentar a inser\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio brasileiro no com\u00e9rcio internacional, especialmente no continente asi\u00e1tico. Na avalia\u00e7\u00e3o de Alex Meger Amorim, um dos desafios \u00e9 desgravar as tarifas aos produtos agr\u00edcolas do Brasil para ampliar o acesso dos produtos do agro. \u201c\u00c9 um mercado bastante restrito aos produtos agr\u00edcolas. Mais de 95% do com\u00e9rcio deles se d\u00e1 com produtos industriais\u201d, explicou.<\/p>\n<p>J\u00e1 representante do Mapa disse que um acordo de livre com\u00e9rcio com os coreanos pode representar uma porta de entrada dos produtos do agro brasileiro em outros pa\u00edses do continente asi\u00e1tico. \u201cNossa participa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 t\u00edmida\u201d. No entanto, alertou, ser\u00e1 necess\u00e1rio discutir as ofertas entre as partes para melhorar as condi\u00e7\u00f5es oferecidas pelos sul-coreanos aos produtos do agro brasileiro.<\/p>\n<p>\u201cSe dermos mais acesso, precisamos garantir mais acesso tamb\u00e9m. Eles t\u00eam uma oferta concentrada em bens industriais e n\u00e3o podemos deixar o agro de fora do mercado coreano. Precisamos compensar em setores onde somos mais ofensivos\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>ESTUDO<\/strong><\/p>\n<p>Um dos crit\u00e9rios analisados para identificar produtos com maior potencial de exporta\u00e7\u00e3o foi a an\u00e1lise de setores simultaneamente fortes tanto nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras quanto nas importa\u00e7\u00f5es sul-coreanas junto ao mercado mundial, mas com o com\u00e9rcio bilateral aqu\u00e9m do potencial. Entre esses produtos os maiores destaques foram carnes, cereais e produtos e fibras t\u00eaxteis*.<\/p>\n<p><strong>CARNES<\/strong><\/p>\n<p>Neste contexto, o setor de carnes mostrou um potencial inexplorado de at\u00e9 US$ 3,5 bilh\u00f5es, com destaque para a carne su\u00edna in natura (at\u00e9 US$ 1,3 bilh\u00e3o) e para a carne bovina in natura (at\u00e9 US$ 1,1 bilh\u00e3o). Estes dois produtos sofrem al\u00edquotas de importa\u00e7\u00e3o de 40% (para as carnes em geral chega a 72%). Em 2017, a Coreia do Sul abriu seu mercado para a carne su\u00edna de Santa Catarina e desde ent\u00e3o o com\u00e9rcio tem crescido, chegando a US$ 9,3 milh\u00f5es em 2019.<\/p>\n<p><strong>CEREAIS<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es de cereais t\u00eam um potencial de at\u00e9 US$ 2 bilh\u00f5es, dos quais US$ 1,7 bilh\u00e3o apenas para o milho. \u201cA Coreia do Sul \u00e9 um mercado promissor para essas exporta\u00e7\u00f5es especialmente em raz\u00e3o da complementariedade \u2013 a ind\u00fastria coreana utiliza largamente o cereal como insumo para fabrica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es\u201d, explica o estudo.<\/p>\n<p>Os sul-coreanos s\u00e3o grandes importadores mundiais de gr\u00e3o de milho, comprando, em m\u00e9dia US$ 5,4 bilh\u00f5es, dos quais US$ 348 milh\u00f5es do Brasil. A al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o chega a 630%.<\/p>\n<p><strong>PRODUTOS E FIBRAS T\u00caXTEIS<\/strong><\/p>\n<p>Fibras e produtos t\u00eaxteis tamb\u00e9m entram na lista de potenciais produtos para ingressar em maior volume no mercado sul-coreano. O Brasil \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 10% de todo com\u00e9rcio mundial, com vendas que alcan\u00e7aram US$ 1,9 bilh\u00e3o entre 2017 e 2019, mas apenas US$ 83,3 milh\u00f5es foram para o pa\u00eds asi\u00e1tico, destino de 2,2% das importa\u00e7\u00f5es mundiais.<\/p>\n<p>Neste segmento, o produto com maior potencial identificado foi o algod\u00e3o n\u00e3o cardado nem penteado. O produto n\u00e3o enfrenta tarifas de importa\u00e7\u00e3o e apresenta potencial de at\u00e9 US$ 276,1 milh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O Brasil tem potencial para aumentar as exporta\u00e7\u00f5es, para a Coreia do Sul, de pelo menos 41 produtos agropecu\u00e1rios, podendo chegar a 250 itens, de acordo com um estudo in\u00e9dito elaborado pela Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA). 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