{"id":339756,"date":"2021-06-17T10:06:08","date_gmt":"2021-06-17T14:06:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=339756"},"modified":"2021-06-18T16:25:41","modified_gmt":"2021-06-18T20:25:41","slug":"matriarca-indigena-que-contribuiu-com-a-historia-cultural-e-morava-no-centro-de-vilhena-morre-aos-73-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2021\/06\/17\/matriarca-indigena-que-contribuiu-com-a-historia-cultural-e-morava-no-centro-de-vilhena-morre-aos-73-anos\/","title":{"rendered":"Matriarca ind\u00edgena que contribuiu com a hist\u00f3ria cultural e morava no centro de Vilhena morre aos 73 anos"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_339758\" aria-describedby=\"caption-attachment-339758\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-339758\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Dona-ana-1-300x198.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Dona-ana-1-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Dona-ana-1-600x396.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Dona-ana-1.jpg 614w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-339758\" class=\"wp-caption-text\">Dona Ana \/ Foto: Dennis Weber e Washington Kuipers<\/figcaption><\/figure>\n<p>Faleceu nesta quarta-feira, 16, a ind\u00edgena Ana, aos 73 anos, uma grande &#8220;Matriarca Guerreira&#8221; de Vilhena. Ela era Nambiquara, pertencente \u00e0 tribo Mamaind\u00ea.<\/p>\n<p>Ana viveu grande parte de sua vida na cidade de Vilhena, acompanhando o processo de ocupa\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas pelos migrantes de outros estados. Foi testemunha viva do deslocamento do seu povo da hist\u00f3ria da constitui\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias aldeias locais.<\/p>\n<p>Com carinho ela ajudou a cuidar dos seus filhos, netos, bisnetos e tataranetos em sua casa localizada no bairro S\u00e3o Jos\u00e9 em Vilhena. Seu quintal era uma verdadeira aldeia localizada dentro da cidade onde ela recebia ind\u00edgenas de v\u00e1rias aldeias da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ana viveu para prover, educar, aninhar, preparar e conviver com importantes membros de v\u00e1rias aldeias ind\u00edgenas Nambiquaras da regi\u00e3o tendo parentes Mamaind\u00ea, Saban\u00ea entre outras.<\/p>\n<p>Ana era discreta e acolhedora. Falava baixo, e sempre estava cuidando da casa, da alimenta\u00e7\u00e3o dos filhos e netos, bisnetos, tataranetos. Ela era puro afeto e emanava uma energia positiva onde passava.<\/p>\n<p>Com paci\u00eancia fazia lindos artesanatos que encantavam a todos pela delicadeza. Com a m\u00e3e aprendeu o of\u00edcio de confeccionar colares, pulseiras e an\u00e9is de materiais encontrados nas florestas, como coquinhos e ossos de animais.<\/p>\n<p>A dignidade, o orgulho e a generosidade de toda sua descend\u00eancia s\u00e3o a marca dessa mulher que viveu para servir aos seus parentes. Seus filhos e netos, bisnetos, tataranetos e tantos outros de sua fam\u00edlia, refletem essa grande mulher que soube forj\u00e1-los conforme seu tempo e seu olhar.<\/p>\n<p>Apesar de viver na cidade, n\u00e3o abria m\u00e3o de participar das festas tradicionais nas aldeias e era respeitada por todos. Com carinho e aten\u00e7\u00e3o ela transmitia as hist\u00f3rias e os ensinamentos que guardava.<\/p>\n<p>A not\u00edcia do seu falecimento \u00e9 triste para\u00a0todos os parentes, amigos e para os cidad\u00e3os vilhenenses, mas que poder\u00e3o guardar em sua mem\u00f3ria a lembran\u00e7a dessa nobre guerreira que contribuiu para a hist\u00f3ria da cultura de Vilhena.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faleceu nesta quarta-feira, 16, a ind\u00edgena Ana, aos 73 anos, uma grande &#8220;Matriarca Guerreira&#8221; de Vilhena. Ela era Nambiquara, pertencente \u00e0 tribo Mamaind\u00ea. Ana viveu grande parte de sua vida na cidade de Vilhena, acompanhando o processo de ocupa\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas pelos migrantes de outros estados. 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