{"id":342230,"date":"2021-07-14T08:30:27","date_gmt":"2021-07-14T12:30:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=342230"},"modified":"2021-07-14T09:05:45","modified_gmt":"2021-07-14T13:05:45","slug":"cafe-brasil-exporta-volume-recorde-de-456-milhoes-de-sacas-na-safra-2020-21","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2021\/07\/14\/cafe-brasil-exporta-volume-recorde-de-456-milhoes-de-sacas-na-safra-2020-21\/","title":{"rendered":"CAF\u00c9: Brasil exporta volume recorde de 45,6 milh\u00f5es de sacas na safra 2020\/21"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_342232\" aria-describedby=\"caption-attachment-342232\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-342232\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/5dc6a5a340b1081e57271a611a246959_agrorondonia_cacoal-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/5dc6a5a340b1081e57271a611a246959_agrorondonia_cacoal-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/5dc6a5a340b1081e57271a611a246959_agrorondonia_cacoal-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/5dc6a5a340b1081e57271a611a246959_agrorondonia_cacoal-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/5dc6a5a340b1081e57271a611a246959_agrorondonia_cacoal-696x464.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/5dc6a5a340b1081e57271a611a246959_agrorondonia_cacoal-630x420.jpg 630w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/5dc6a5a340b1081e57271a611a246959_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-342232\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo levantamento do Conselho dos Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9), os embarques nacionais do produto somaram 3,012 milh\u00f5es de sacas de 60 kg em junho, gerando US$ 423,2 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com o desempenho, o pa\u00eds registrou novo recorde no fechamento das remessas cafeeiras no acumulado da safra 2020\/21, que alcan\u00e7aram 45,599 milh\u00f5es de sacas, apresentando alta de 13,3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 temporada 2019\/20 e de 10,1% sobre as 41,426 milh\u00f5es de sacas de 2018\/19, at\u00e9 ent\u00e3o o melhor desempenho.<\/p>\n<p>Em receita cambial, as exporta\u00e7\u00f5es do produto nacional ao exterior renderam US$ 5,842 bilh\u00f5es na safra 2020\/21, o melhor resultado nos \u00faltimos cinco anos, que representou crescimento de 13,4% na compara\u00e7\u00e3o com os US$ 5,154 bilh\u00f5es do ciclo 2019\/20.<\/p>\n<p>O presidente do Cecaf\u00e9, Nicolas Rueda, revela que o novo recorde reflete a safra 2020\/21 exemplar em volume, qualidade e sustentabilidade e que foi poss\u00edvel alcan\u00e7ar o maior patamar hist\u00f3rico das exporta\u00e7\u00f5es nacionais do produto devido \u00e0 efici\u00eancia comercial e log\u00edstica dos exportadores brasileiros e ao profissionalismo dos cafeicultores do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cOs produtores mant\u00eam seu constante ciclo de investimento em qualidade, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, colhendo um volume recorde de ar\u00e1bica e conilon na safra 2020. Dessa forma, possibilita que os caf\u00e9s nacionais sejam aceitos em todo o mundo, sendo impulsionados pelos profissionais de log\u00edstica dos nossos associados, os quais redobraram esfor\u00e7os durante a pandemia para honrar os compromissos diante dos entraves log\u00edsticos, potencializados pela expressiva alta nos custos dos fretes, consequentes e sucessivos cancelamentos de\u00a0<em>bookings<\/em>\u00a0e dificuldade de novos agendamentos\u201d, explica Rueda.<\/p>\n<p><strong>ANO CIVIL<\/strong><\/p>\n<p>No acumulado do primeiro semestre de 2021, o Brasil remeteu o tamb\u00e9m recorde de 20,866 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9 ao exterior, obtendo ingressos de US$ 2,794 bilh\u00f5es \u2013 maior valor desde 2016 \u2013, desempenho que implica alta de 4,5% em volume e de 7% em receita frente ao resultado dos seis primeiros meses de 2020. Na m\u00e9dia mensal deste ano, o resultado corresponde a embarques de 3,5 milh\u00f5es de sacas ao exterior, com receita equivalente a US$ 466 milh\u00f5es ao m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>PRINCIPAIS DESTINOS<\/strong><\/p>\n<p>Entre julho do ano passado e o fim de junho deste ano, o Brasil exportou caf\u00e9 a 115 pa\u00edses e os Estados Unidos permaneceram como principais parceiros comerciais. Os norte-americanos elevaram em 5,8% as aquisi\u00e7\u00f5es do produto frente ao ciclo 2019\/20, importando 8,337 milh\u00f5es de sacas, as quais representaram 18,3% das exporta\u00e7\u00f5es totais.<\/p>\n<p>A Alemanha, com representatividade de 17,4%, adquiriu 7,948 milh\u00f5es de sacas (+16,2%) e ocupou o segundo lugar no ranking. As exporta\u00e7\u00f5es dos caf\u00e9s nacionais para a B\u00e9lgica cresceram 40%, somando 3,833 milh\u00f5es de sacas. Assim, os belgas saltaram ao terceiro lugar na tabela e responderam por 8,4% dos embarques. Fechando o top 5, vieram It\u00e1lia, com 2,762 mi\/scs (6,1% do total), e Jap\u00e3o, com 2,626 mi\/scs (5,8%).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m merece destaque a inser\u00e7\u00e3o de dois pa\u00edses produtores entre os 10 principais mercados compradores do produto nacional na safra 2020\/21. A Col\u00f4mbia ocupou a oitava posi\u00e7\u00e3o na tabela, elevando suas importa\u00e7\u00f5es em 150% \u2013 para 1,137 milh\u00e3o de sacas \u2013 na compara\u00e7\u00e3o com o ciclo anterior e passando a representar 2,5% das exporta\u00e7\u00f5es totais do Brasil. O M\u00e9xico veio na sequ\u00eancia, ocupando a nona posi\u00e7\u00e3o com a aquisi\u00e7\u00e3o de 965 mil sacas, ou 2,1% do total.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente do Cecaf\u00e9, esses mercados produtores e exportadores podem ser considerados \u201cnovos paradigmas\u201d para os caf\u00e9s do Brasil. \u201cEles importam para o consumo interno e para industrializar e comercializar com outros pa\u00edses, como no exemplo dos mexicanos, que vendem muito para os EUA. O M\u00e9xico virou uma pot\u00eancia industrial do sol\u00favel e tem demandado cada vez mais gr\u00e3os brasileiros para isso\u201d, revela.<\/p>\n<p>No acumulado da temporada 2020\/21, as exporta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 verde do Brasil para outros pa\u00edses produtores totalizaram 2,697 milh\u00f5es de sacas, o que implicou incremento de 47,2% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 1,833 milh\u00e3o de sacas embarcadas na safra antecedente. Al\u00e9m de Col\u00f4mbia e M\u00e9xico, fecham a lista das cinco principais na\u00e7\u00f5es produtoras que mais importaram caf\u00e9\u00a0<em>in natura<\/em>\u00a0brasileiro o Equador (201 mil sacas \/ +124,6%), Rep\u00fablica Dominicana (139 mil sacas \/ +217,6%) e Vietn\u00e3, o segundo maior produtor global do produto (95 mil sacas \/ +27,2%).<\/p>\n<div>\n<p align=\"justify\"><strong>TIPOS DE CAF\u00c9<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p>Com o embarque de 36,917 milh\u00f5es de sacas na rec\u00e9m-encerrada temporada, a variedade ar\u00e1bica respondeu por 81% do total remetido ao exterior de julho de 2020 ao fim de junho deste ano e obteve o melhor desempenho de todos os tempos. Outro recorde foi registrado nas exporta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 can\u00e9fora (robusta e conilon), que envolveram 4,715 milh\u00f5es de sacas exportadas, com representatividade de 10,3%. Na sequ\u00eancia, vieram sol\u00favel, com 3,936 milh\u00f5es de sacas (8,6%) e o produto torrado e mo\u00eddo, com 30.704 sacas (0,1%).<\/p>\n<p><strong>CAF\u00c9S DIFERENCIADOS<\/strong><\/p>\n<p>A exporta\u00e7\u00e3o dos caf\u00e9s com qualidade superior ou que possuem certifica\u00e7\u00f5es de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis responderam por 17,3% dos embarques brasileiros na safra 2020\/21. Com o envio de 7,889 milh\u00f5es de sacas ao exterior, os frutos diferenciados apresentaram crescimento de 16,4% ante as 6,775 milh\u00f5es de sacas registradas no ciclo anterior e geraram uma receita da ordem de US$ 1,310 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>PORTOS<\/strong><\/p>\n<p>O complexo mar\u00edtimo de Santos (SP) seguiu como o principal despachador dos caf\u00e9s do Brasil na safra 2020\/21, com 34,813 milh\u00f5es de sacas partindo do litoral paulista, o que correspondeu a 76,3% do total. Na sequ\u00eancia, vieram os portos do Rio de Janeiro, que responderam por 16,6% do total ao embarcarem 7,565 milh\u00f5es de sacas, e Vit\u00f3ria (ES), com a remessa de 1,550 milh\u00e3o de sacas, respondendo por 3,4%.<\/p>\n<p><strong>DE OLHO NO FUTURO<\/strong><\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o da retomada da economia em importantes pot\u00eancias mundiais, como \u00a0os EUA e pa\u00edses da \u00c1sia, especialmente a China, o transporte mar\u00edtimo global enfrenta intensos desafios relacionados ao transporte de cargas, que passa por grave crise operacional. Com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o nessas na\u00e7\u00f5es, a demanda deixou de ser reprimida e houve aquecimento na procura por produtos alimentares e eletr\u00f4nicos, o que gerou congestionamentos nos portos norte-americanos e asi\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio gerou sucessivos cancelamentos de\u00a0<em>bookings<\/em>, dificuldade para novos agendamentos de embarques e concorr\u00eancia por cont\u00eaineres e espa\u00e7o nos navios. \u201cEsses gargalos de infraestrutura e log\u00edstica s\u00e3o preocupantes e impactam o desempenho das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de caf\u00e9, pois os portos norte-americanos e asi\u00e1ticos operam com capacidades m\u00e1ximas devido ao desbalan\u00e7o do com\u00e9rcio global\u201d, explica o presidente do Cecaf\u00e9.<\/p>\n<p>Segundo Rueda, agregando a excelente safra em volume e qualidade de 2020 com a menor colheita de 2021, por conta da bienalidade e das irregularidades clim\u00e1ticas, a oferta dos caf\u00e9s do Brasil parece estar equilibrada com a demanda mundial. \u201cOs exportadores continuam monitorando a colheita deste ano e as condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento para o ciclo 2022, assim como seguem atentos ao panorama do consumo global, que parece animado para o cen\u00e1rio p\u00f3s-Covid-19, com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, e para qual o produto brasileiro \u00e9 essencial. Assim, a boa hora dos caf\u00e9s do Brasil parece perdurar no cen\u00e1rio mundial\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>SOBRE O CECAF\u00c9<\/strong><\/p>\n<p>Fundado em 1999, o Cecaf\u00e9 representa e promove ativamente o desenvolvimento do setor exportador de caf\u00e9 no \u00e2mbito nacional e internacional. A entidade oferece suporte \u00e0s opera\u00e7\u00f5es do segmento por meio do interc\u00e2mbio de intelig\u00eancia de dados, a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas e jur\u00eddicas, al\u00e9m de projetos de cidadania e responsabilidade socioambiental. Atualmente, possui 120 associados, entre exportadores de caf\u00e9, produtores, associa\u00e7\u00f5es e cooperativas no Brasil, correspondendo a 96% dos agentes desse mercado no pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Segundo levantamento do Conselho dos Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9), os embarques nacionais do produto somaram 3,012 milh\u00f5es de sacas de 60 kg em junho, gerando US$ 423,2 milh\u00f5es. 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