{"id":342240,"date":"2021-07-14T09:30:43","date_gmt":"2021-07-14T13:30:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=342240"},"modified":"2021-07-14T09:38:14","modified_gmt":"2021-07-14T13:38:14","slug":"rondonia-se-destaca-pela-producao-de-tambaqui-em-regime-semi-intensivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2021\/07\/14\/rondonia-se-destaca-pela-producao-de-tambaqui-em-regime-semi-intensivo\/","title":{"rendered":"Rond\u00f4nia se destaca pela produ\u00e7\u00e3o de tambaqui em regime semi-intensivo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_342241\" aria-describedby=\"caption-attachment-342241\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-342241\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/324008fff45f9a723cd678b74b3de4b2_agrorondonia_cacoal-300x193.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/324008fff45f9a723cd678b74b3de4b2_agrorondonia_cacoal-300x193.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/324008fff45f9a723cd678b74b3de4b2_agrorondonia_cacoal-600x387.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/324008fff45f9a723cd678b74b3de4b2_agrorondonia_cacoal-768x495.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/324008fff45f9a723cd678b74b3de4b2_agrorondonia_cacoal-696x449.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/324008fff45f9a723cd678b74b3de4b2_agrorondonia_cacoal-652x420.jpg 652w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/324008fff45f9a723cd678b74b3de4b2_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-342241\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de tambaqui em regime semi-intensivo \u00e9 um dos pontos fortes da piscicultura rondoniense, com enorme potencial de crescimento devido a grande disponibilidade de recursos h\u00eddricos na regi\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o massiva dos pequenos produtores.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, Rond\u00f4nia ampliou a \u00e1rea destinada \u00e0 piscicultura e, atualmente, conta com cerca de 16 mil hectares de espelho d\u2019\u00e1gua, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).<\/p>\n<p>Levantamento feito pela Ag\u00eancia de Defesa Sanit\u00e1ria Agrosilvopastoril do Estado (Idaron), aponta que a atividade \u00e9 mais latente em duas regi\u00f5es produtoras: centro do estado, onde se concentram os pequenos produtores, e no Vale do Jamari, regi\u00e3o em que h\u00e1 grandes empreendimentos, incluindo tr\u00eas ind\u00fastrias de beneficiamento de peixe, duas delas em Ariquemes. Outros frigor\u00edficos est\u00e3o instalados em Porto Velho, capital do estado, Itapu\u00e3 do Oeste e Vale do Para\u00edso, no interior de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>No ano passado, de acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produ\u00e7\u00e3o de tambaqui no estado foi de 65.500 toneladas. Para fomentar ainda mais o setor e impulsionar a economia, unido \u00e0s institui\u00e7\u00f5es ligadas a cadeia produtiva, o Governo do Estado tem apoiado iniciativas de fortalecimento do consumo, como o tradicional \u2018Festival do Tambaqui da Amaz\u00f4nia\u2019, que busca popularizar a esp\u00e9cie entre os consumidores, em n\u00edvel nacional, e estimular o consumo do peixe.<\/p>\n<p>Neste ano, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o evento deve acontecer no dia 19 de setembro, em mais de 30 munic\u00edpios de Rond\u00f4nia e nas 26 capitais dos estados brasileiros e no Distrito Federal. A expectativa \u00e9 assar, s\u00f3 no estado, mais de 15 mil bandas do pescado, totalizando aproximadamente 24 mil quilos de peixe nativo da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>A iniciativa j\u00e1 tem surtido efeito, s\u00f3 o mercado interno de Rond\u00f4nia consome mais de 7 mil toneladas de tambaqui por ano. Al\u00e9m de abastecer a regi\u00e3o com pescado inspecionado pela Idaron, Rond\u00f4nia envia peixe, com selo do Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal (SIF), para o Amazonas, maior consumidor da produ\u00e7\u00e3o rondoniense, e para os estados do Acre, Amap\u00e1, Bahia, Goi\u00e1s, Maranh\u00e3o, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Par\u00e1, S\u00e3o Paulo, Tocantins e o Distrito Federal.<\/p>\n<p><strong>APOIO AO PRODUTOR<\/strong><\/p>\n<p>A piscicultura \u00e9 um mercado em franco crescimento que conta com a parceria e apoio de importantes institui\u00e7\u00f5es, como a Ag\u00eancia Idaron que realiza um relevante trabalho de acompanhamento da produ\u00e7\u00e3o de peixe, fiscalizando desde a produ\u00e7\u00e3o dos alevinos ao beneficiamento e comercializa\u00e7\u00e3o do peixe e derivados. Hoje, o estado conta com 25 propriedades registradas na Idaron como produtoras de alevinos, com venda aberta para todo o Brasil. \u201cEsse acompanhamento tem como objetivo combater poss\u00edveis doen\u00e7as que possam afetar a economia do pescado, trabalho que tem sido realizado com grande sucesso\u201d, explica o presidente da Ag\u00eancia, Julio Cesar Rocha Peres.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do cadastro das propriedades aqu\u00edcolas, controle de tr\u00e2nsito, atendimento de suspeita de doen\u00e7as de notifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria ou doen\u00e7a emergente que cause alta morbidade ou mortalidades, importantes ferramentas para controle sanit\u00e1rio do pescado, a Idaron tem fortalecido a atua\u00e7\u00e3o no trabalho de educa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, com orienta\u00e7\u00e3o ao produtor sobre as normas que regulamentam a aquicultura no Brasil. \u201cO trabalho tamb\u00e9m contempla a capacita\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos da Ag\u00eancia para atua\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. Em \u00e2mbito nacional, os t\u00e9cnicos da Idaron s\u00e3o uns dos poucos que receberam treinamento, seguindo as instru\u00e7\u00f5es do Mapa, para a execu\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Sanidade de Animais Aqu\u00e1ticos\u201d, destaca \u00c9rico Azevedo, coordenador estadual do Programa de Sanidade dos Animais Aqu\u00e1ticos.<\/p>\n<p><strong>ALIMENTO SAUD\u00c1VEL<\/strong><\/p>\n<p>Nos abatedouros de peixe e demais ind\u00fastrias de beneficiamento, a Idaron, por meio da Ger\u00eancia de Inspe\u00e7\u00e3o de Produtos de Origem Animal (Gipoa), realiza a inspe\u00e7\u00e3o dos produtos e subprodutos de origem animal, a fim de assegurar que apenas alimento de qualidade chegue \u00e0 mesa do consumidor. A qualidade do alimento \u00e9 atestada pelo selo do Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Estadual (SIE-RO), que \u00e9 coordenado pela Gipoa.<\/p>\n<p>\u201cO SIE\/RO abrange os aspectos industrial e sanit\u00e1rio dos produtos de origem animal, comest\u00edveis ou n\u00e3o, por meio da inspe\u00e7\u00e3o ante e post mortem dos animais destinados ao abate, bem como o recebimento, manipula\u00e7\u00e3o, fracionamento, transforma\u00e7\u00e3o, elabora\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o, acondicionamento, armazenamento, embalagem, dep\u00f3sito, rotulagem e tr\u00e2nsito de produtos de origem animal no \u00e2mbito do Estado de Rond\u00f4nia\u201d, explica a gerente da Gipoa, Cristiane Teixeira.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es da ger\u00eancia s\u00e3o realizadas por profissionais graduados em medicina veterin\u00e1ria e capacitados para atuar na inspe\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o higi\u00eanico-sanit\u00e1ria de produtos de origem animal, nas Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsav\u2019s) distribu\u00eddas nas oito regionais, em todo o estado de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>PROJE\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A pujan\u00e7a da produ\u00e7\u00e3o de tambaqui em Rond\u00f4nia, unida \u00e0s iniciativas registradas em outros estados, em 20 anos, transformar\u00e1 o Brasil no maior produtor mundial de peixes de cultivo, acredita o presidente executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros. Em mat\u00e9ria publicada no anu\u00e1rio 2020 da institui\u00e7\u00e3o, o executivo afirma que o pa\u00eds tem condi\u00e7\u00f5es fant\u00e1sticas para a atividade. \u201cTemos \u00e1guas, temos terras e o clima \u00e9 favor\u00e1vel para diferentes esp\u00e9cies\u201d.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>PEIXES NATIVOS<\/strong><\/p>\n<p>No ranking nacional divulgado pela Peixe BR, relativo aos maiores produtores de peixes nativos no ano de 2019, Rond\u00f4nia mant\u00e9m-se com folga na lideran\u00e7a no segmento, com produ\u00e7\u00e3o de 68.800 toneladas. De acordo com a associa\u00e7\u00e3o, os peixes nativos passaram a representar 38% na produ\u00e7\u00e3o total do Brasil. J\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o de peixes de cultivo, no ranking do mesmo per\u00edodo, Rond\u00f4nia aparece em terceiro lugar, com 68.800 toneladas, ficando atr\u00e1s apenas dos estados do Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A produ\u00e7\u00e3o de tambaqui em regime semi-intensivo \u00e9 um dos pontos fortes da piscicultura rondoniense, com enorme potencial de crescimento devido a grande disponibilidade de recursos h\u00eddricos na regi\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o massiva dos pequenos produtores. 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