{"id":342512,"date":"2021-07-16T08:00:25","date_gmt":"2021-07-16T12:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=342512"},"modified":"2021-07-16T08:16:37","modified_gmt":"2021-07-16T12:16:37","slug":"nova-praga-de-pastagem-e-registrada-em-territorio-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2021\/07\/16\/nova-praga-de-pastagem-e-registrada-em-territorio-nacional\/","title":{"rendered":"Nova praga de pastagem \u00e9 registrada em territ\u00f3rio nacional"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_342514\" aria-describedby=\"caption-attachment-342514\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-342514\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/754f31672afd5e26f040d7de4eec99c8_agrorondonia_cacoal-300x214.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/754f31672afd5e26f040d7de4eec99c8_agrorondonia_cacoal-300x214.png 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/754f31672afd5e26f040d7de4eec99c8_agrorondonia_cacoal-600x428.png 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/754f31672afd5e26f040d7de4eec99c8_agrorondonia_cacoal-768x548.png 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/754f31672afd5e26f040d7de4eec99c8_agrorondonia_cacoal-100x70.png 100w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/754f31672afd5e26f040d7de4eec99c8_agrorondonia_cacoal-696x496.png 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/754f31672afd5e26f040d7de4eec99c8_agrorondonia_cacoal-589x420.png 589w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/754f31672afd5e26f040d7de4eec99c8_agrorondonia_cacoal.png 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-342514\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Pesquisadores da\u00a0Embrapa\u00a0em Campo Grande (MS) e parceiros acabam de registrar, oficialmente, a infesta\u00e7\u00e3o de\u00a0Duplachionaspis divergens\u00a0(Hemiptera: Diaspididae) em pastos brasileiros. Trata-se de uma cochonilha detectada em pastagens do Mato Grosso do Sul com touceiras amareladas e secas, com danos visivelmente significativos. As perdas econ\u00f4micas ainda n\u00e3o foram estimadas.<\/p>\n<p>O registro est\u00e1 publicado em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.entomologicalcommunications.org\/index.php\/entcom\/article\/view\/ec03011\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">peri\u00f3dico cient\u00edfico<\/a>\u00a0da \u00e1rea e a identifica\u00e7\u00e3o ocorreu de acordo com as caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas da f\u00eamea adulta. Nos pa\u00edses onde ocorre, a praga chega a atingir 18 g\u00eaneros de gram\u00edneas.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos alertar o produtor rural quanto a essa praga, chamar sua aten\u00e7\u00e3o. Ainda n\u00e3o temos muitos estudos e nem recomenda\u00e7\u00e3o de controle. Na Embrapa, as pesquisas s\u00e3o iniciais. Anteriormente, a esp\u00e9cie havia sido relatada no Brasil somente na cultura da cana-de-a\u00e7\u00facar, em casa de vegeta\u00e7\u00e3o. Agora, o cen\u00e1rio mudou\u201d, afirma a entomologista da Empresa\u00a0Fabricia Zimermann Torres. \u201cAl\u00e9m da ocorr\u00eancia em nossos campos experimentais, temos recebido algumas demandas de produtores preocupados, relatando sintomas e danos semelhantes em suas pastagens, o que pode ser devido a ataques dessa cochonilha\u201d, completa.<\/p>\n<p>A primeira constata\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a do inseto sugador nas folhas de braqui\u00e1ria nos campos experimentais da Embrapa em Campo Grande ocorreu em 2018, com reinfesta\u00e7\u00f5es nos anos seguintes. Naquele ano, em campos formados pelo h\u00edbrido\u00a0BRS Ipypor\u00e3, resistente \u00e0 principal praga da pastagem, as cigarrinhas. \u201cA infesta\u00e7\u00e3o foi detectada na \u00e9poca seca, em meados de agosto, quando foi realizada coleta de folhas do capim escolhendo-se aleatoriamente dez pontos na \u00e1rea infestada de 0.45 ha [4.500 metros quadrados]\u201d, lembra Torres.<\/p>\n<p>De acordo com ela, nesses pontos de coleta foram retiradas amostras de folhas do capim (cerca de 100 folhas por amostra) e separadas em \u201ccom\u201d\u00a0e \u201csem\u201d infesta\u00e7\u00e3o, chegando-se a um valor m\u00e9dio de 60% de folhas infestadas nessa \u00e1rea. Nos anos seguintes, segundo a pesquisadora, a infesta\u00e7\u00e3o continuou avan\u00e7ando em outras \u00e1reas experimentais, e tamb\u00e9m em \u00e9poca chuvosa, sendo, desde ent\u00e3o, acompanhada em outros estudos da Embrapa.<\/p>\n<p>Os danos \u00e0 planta decorrem da suc\u00e7\u00e3o de seiva nas folhas, levando ao amarelecimento e secamento das partes atingidas. Torres discorre que inicialmente, ao sair do ovo, a ninfa (fase jovem do inseto) locomove-se e fixa-se na parte abaxial das folhas. Por\u00e9m em altas infesta\u00e7\u00f5es conseguem chegar tamb\u00e9m aos caules e superf\u00edcie adaxial (parte de cima das folhas). As f\u00eameas ficam fixas at\u00e9 mesmo depois de adultas. J\u00e1 os machos possuem asas e voam em busca de acasalamento.<\/p>\n<p>A entomologista \u00e9 respons\u00e1vel pelo registro oficial ao lado dos pesquisadores Jos\u00e9 Raul Val\u00e9rio, da\u00a0Embrapa Gado de Corte; Renata Santos, da\u00a0Universidade Cat\u00f3lica Dom Bosco; Vera Regina Wolff, da\u00a0Secretaria Estadual de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul;\u00a0e Bruno Amaral, pesquisador do\u00a0Programa de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico Regional no Estado de Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p><strong>SOBRE O INSETO PRAGA<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros relatos dessa esp\u00e9cie ocorreram em cana-de-a\u00e7\u00facar, no Hemisf\u00e9rio Oriental, no Sri Lanka, na Arg\u00e9lia, no Egito, na Austr\u00e1lia e na Tail\u00e2ndia. No Ocidental, os registros ocorreram, na mesma cultura, na Venezuela e Col\u00f4mbia, no in\u00edcio dos anos 1990. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pastagens, al\u00e9m do g\u00eanero braqui\u00e1ria, esp\u00e9cies dos g\u00eaneros\u00a0Andropogon, Sorghum, Digitaria, Paspalum, Panicum, Pennisetum\u00a0e\u00a0Setaria\u00a0tamb\u00e9m s\u00e3o fontes de alimento para o inseto.<\/p>\n<p>\u201cNos campos experimentais da Embrapa encontramos danos semelhantes em pastagens de capim-elefante(Pennisetum purpureum\u00a0cvs) Napier, Cameroon, Pioneiro,\u00a0BRS Canar\u00e1,\u00a0BRS Kurumi\u00a0e\u00a0BRS Capia\u00e7u; e\u00a0Panicum maximum\u00a0cv. Aruana. Presumimos que tais gram\u00edneas tamb\u00e9m sejam plantas hospedeiras para\u00a0D. divergens\u201d, afirma a entomologista.<\/p>\n<p>Pesquisas anteriores sobre a biologia dessa cochonilha relatam que as f\u00eameas adultas p\u00f5em em m\u00e9dia 130 pequenos ovos, com per\u00edodo embrion\u00e1rio m\u00e9dio de oito dias. E, ainda, que ocorrem nove gera\u00e7\u00f5es\/ano com um ciclo completo, em m\u00e9dia, de 39 dias, evidenciando o potencial dessa praga como uma s\u00e9ria amea\u00e7a aos sistemas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>N\u00c3O CONFUNDA<\/strong><\/p>\n<p>A nova praga n\u00e3o deve ser confundida com a j\u00e1 conhecida cochonilha-dos-capins\u00a0(Antonina graminis), que causa a \u201cgeada dos pastos\u201d. A cochonilha-dos capins foi detectada no Brasil, pela primeira vez, em 1944, na Bahia; em 1964, no Par\u00e1; e em 1966, no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Torres explica que \u201cal\u00e9m de as cochonilhas serem diferentes morfologicamente, a cochonilha-dos-capins ataca a haste da planta, a partir do coleto e, quando na parte a\u00e9rea, fica junto aos n\u00f3s, sob a bainha das folhas. Em decorr\u00eancia da suc\u00e7\u00e3o de seiva nesses locais, a planta perde sua capacidade de rebrota, podendo at\u00e9 morrer, o que \u00e9 conhecido como \u2018geada dos pastos\u2019\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisadora enfatiza ainda que desde 1967, ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o do parasitoide\u00a0Neodusmetia sangwani, a cochonilha-dos-capins teve seu controle estabelecido no Brasil.<\/p>\n<p><strong>OUTRAS PRAGAS<\/strong><\/p>\n<p>As cigarrinhas-das-pastagens continuam sendo a principal praga dos pastos brasileiros. Entretanto, com a diversifica\u00e7\u00e3o do sistema produtivo, outras pragas passaram a preocupar cientistas e produtores rurais.\u00a0\u00a0Uma delas \u00e9 o percevejo castanho, com registro de ataques principalmente em pastagens do Brasil Central. \u00c1reas mal manejadas e solos predominantemente arenosos favorecem a propaga\u00e7\u00e3o do inseto e o aparecimento dos danos decorrentes de sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estudos\u00a0com percevejo castanho conduzidos pela Embrapa Gado de Corte apontaram que, aparentemente, em \u00e1reas bem manejadas e onde a corre\u00e7\u00e3o e a aduba\u00e7\u00e3o do solo s\u00e3o realizadas de forma frequente, as plantas est\u00e3o mais bem nutridas e sentem menos os efeitos do ataque.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Pesquisadores da\u00a0Embrapa\u00a0em Campo Grande (MS) e parceiros acabam de registrar, oficialmente, a infesta\u00e7\u00e3o de\u00a0Duplachionaspis divergens\u00a0(Hemiptera: Diaspididae) em pastos brasileiros. 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