{"id":348329,"date":"2021-09-08T09:30:27","date_gmt":"2021-09-08T13:30:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=348329"},"modified":"2021-09-08T09:34:19","modified_gmt":"2021-09-08T13:34:19","slug":"municipios-mais-populosos-de-ro-aparecem-no-radar-do-agronegocio-e-aquecem-as-exportacoes-para-asia-e-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2021\/09\/08\/municipios-mais-populosos-de-ro-aparecem-no-radar-do-agronegocio-e-aquecem-as-exportacoes-para-asia-e-europa\/","title":{"rendered":"Munic\u00edpios mais populosos de RO aparecem no radar do agroneg\u00f3cio e aquecem as exporta\u00e7\u00f5es para \u00c1sia e Europa"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_348330\" aria-describedby=\"caption-attachment-348330\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-348330\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/75bd27e72adfb414ff5a23ecd64a7bb8_agrorondonia_cacoal-300x137.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"137\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/75bd27e72adfb414ff5a23ecd64a7bb8_agrorondonia_cacoal-300x137.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/75bd27e72adfb414ff5a23ecd64a7bb8_agrorondonia_cacoal-600x274.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/75bd27e72adfb414ff5a23ecd64a7bb8_agrorondonia_cacoal-768x351.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/75bd27e72adfb414ff5a23ecd64a7bb8_agrorondonia_cacoal-696x318.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/75bd27e72adfb414ff5a23ecd64a7bb8_agrorondonia_cacoal.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-348330\" class=\"wp-caption-text\">Gr\u00e3os \/ Foto: Ilustrativa<\/figcaption><\/figure>\n<p>A maioria dos dez munic\u00edpios mais populosos de Rond\u00f4nia, a partir das estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de\u00a0 Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) no \u00faltimo dia 27 de agosto, apresenta bons indicadores de desenvolvimento econ\u00f4mico e figura no arco do crescimento do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>O setor movimentou em 2020 cerca de R$ 7 bilh\u00f5es com a exporta\u00e7\u00e3o de produtos agropecu\u00e1rios, um crescimento de 5,2% se comparado aos indicadores de 2019. Resultado da atua\u00e7\u00e3o do Governo de Rond\u00f4nia, por meio da Entidade Aut\u00e1rquica de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural de Rond\u00f4nia (Emater-RO) e Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), que leva assist\u00eancia \u00e0s produtores rurais do estado.<\/p>\n<p>Desde a eleva\u00e7\u00e3o do ex-Territ\u00f3rio de Rond\u00f4nia \u00e0 categoria de Estado, a sua popula\u00e7\u00e3o mais que triplicou. Passou de 590 mil habitantes em 22 de dezembro de 1981 para mais de 1,8 milh\u00e3o em 2021. Em compara\u00e7\u00e3o com a estimativa de 2020, a popula\u00e7\u00e3o de Rond\u00f4nia teve aumento de 1,04% neste ano, passando de 1.796.460 pessoas no ano passado para os atuais 1.815.278 habitantes.<\/p>\n<p>O economista e memorialista An\u00edsio Gorayeb (in memoriam), uma das mais de seis mil v\u00edtimas da Covid-19, registrou em palestras e artigos publicados nas redes sociais que Rond\u00f4nia foi o \u00fanico Estado no qual o projeto de reforma agr\u00e1ria definido pelo governo federal para expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola em dire\u00e7\u00e3o ao Norte deu certo.<\/p>\n<p>\u201cHoje temos mais de 1 milh\u00e3o de habitantes e Rond\u00f4nia foi um dos estados que mais cresceu fora da m\u00e9dia e ainda cresce. Deu um salto rumo ao desenvolvimento sustent\u00e1vel e nossa for\u00e7a est\u00e1 no campo, no\u00a0agroneg\u00f3cio\u201d, enfatizava Gorayeb.<\/p>\n<p>Ele atribu\u00eda o bom desempenho \u00e0 pr\u00e1tica da agricultura diversificada, uma agropecu\u00e1ria forte, piscicultura em crescimento e ao in\u00edcio do processo de industrializa\u00e7\u00e3o dos derivados do leite com a instala\u00e7\u00e3o de grandes latic\u00ednios, frigor\u00edficos e ind\u00fastrias de torrefa\u00e7\u00e3o de caf\u00e9. Mas lembrava que tanta pujan\u00e7a tinha que ser compartilhada com os esfor\u00e7os de cada migrante que veio para Rond\u00f4nia, a partir dos anos de 1970 e 1980.<\/p>\n<p>Entre janeiro e junho de 1984, haviam chegado mais de 82 mil pessoas ao estado e, at\u00e9 dezembro, seriam 130 mil. Para assentar um ter\u00e7o deste contingente de migrantes, o governo projetou investimentos de 12 bilh\u00f5es de cruzeiros apenas para os projetos do Incra. Deste total, oito bilh\u00f5es reservados para abertura de estradas vicinais, vias secund\u00e1rias de escoamento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p>J\u00e1 o historiador Aleks Palitot assinala que o primeiro projeto de coloniza\u00e7\u00e3o foi criado no munic\u00edpio de Ouro Preto do Oeste, em 1970. Com o assentamento de cerca de 5 mil fam\u00edlias, cada uma recebeu sua gleba de terra para \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Esse projeto, feito pelo Incra deu certo e v\u00e1rios outros tiveram sequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Veio depois o projeto Sidney Gir\u00e3o em 1971, na regi\u00e3o de Guajar\u00e1-Mirim, que deu origem ao munic\u00edpio de Nova Mamor\u00e9, com o assentamento de mais de 4 mil fam\u00edlias \u00e0 \u00e9poca. Rond\u00f4nia encontrava ent\u00e3o sua nova voca\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Se no passado, no s\u00e9culo 18, teve o ciclo do ouro, com a constru\u00e7\u00e3o do Forte Pr\u00edncipe da Beira, em seguida deu-se o ciclo da borracha, fase da constru\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Madeira-Mamor\u00e9 (EFMM) e das linhas telegr\u00e1ficas de Rondon, que cortava e atravessava o estado, e por \u00faltimo o ciclo agr\u00edcola, impulsionado por uma pol\u00edtica de reforma agr\u00e1ria que gerou oportunidades e trabalho para milhares de desempregados de regi\u00f5es mais pobres do pa\u00eds.<\/p>\n<p>De 1970 a 1982, houve o maior surto migrat\u00f3rio na hist\u00f3ria do Brasil, quando 500 mil pessoas vieram para Rond\u00f4nia. \u201cNunca se viu isso no Brasil\u201d, afirmou Palitot, acrescentando que \u201cpessoas que vieram de v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds, por outro lado, isso ocasionou impactos ambientais, impactos nas popula\u00e7\u00f5es nativas ind\u00edgenas. Houve tamb\u00e9m o encontro do sulista, que veio derrubar floresta para plantar para poder produzir, em contraste com os seringueiros que exploravam a floresta em p\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>A vinda de grandes levas de mineiros, capixabas, paranaenses, ga\u00fachos, mato-grossenses e nordestinos atra\u00eddos pelo modelo de reforma agr\u00e1ria nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, deflagraram o processo de coloniza\u00e7\u00e3o e contribuiu para definir a matriz da agropecu\u00e1ria de Rond\u00f4nia, por meio de projetos de assentamento rural implantados pelo Incra e a cria\u00e7\u00e3o dos N\u00facleos Urbanos de Apoio Rural (Nuares), que deram origem \u00e0 maioria dos munic\u00edpios do interior.<\/p>\n<p>O estado alcan\u00e7a agora mais de 1,8 milh\u00e3o de habitantes \u2013 agosto de 2021- e seu Produto Interno Bruto (PIB) \u00e9 estimado em R$ 45 bilh\u00f5es. A prospec\u00e7\u00e3o mineral, principalmente a manual de ouro e cassiterita, no entanto, provocaram danos ambientais.<\/p>\n<p>Estudos da MapBiomas, divulgados dia 30 de agosto \u00faltimo, revelam que a Amaz\u00f4nia abriga 72,5% da \u00e1rea minerada em 2020 e que o garimpo no pa\u00eds j\u00e1 \u00e9 maior que a minera\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p>A \u00e1rea minerada no Brasil saltou de 31 mil hectares em 1985 para 206 mil hectares em 2020, um aumento de 564% ou de seis vezes o tamanho de 35 anos atr\u00e1s. Os estados com as maiores \u00e1reas mineradas s\u00e3o o Par\u00e1 (110.209 ha), Minas Gerais (33.432 h\u00e1) e Mato Grosso (25.495 ha).<\/p>\n<p>Em terras ind\u00edgenas, a \u00e1rea ocupada pelo garimpo cresceu 495% entre 2010 e 2020. Em unidades de conserva\u00e7\u00e3o, a \u00e1rea ocupada pelo garimpo cresceu 301% de 2010 a 2020. Quase a totalidade, ou 93,7% do garimpo do Brasil est\u00e1 na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>MAIOR REBANHO BOVINO<\/strong><\/p>\n<p>Porto Velho, com 548.952 habitantes concentra a maior popula\u00e7\u00e3o e \u00e9 a terceira capital mais populosa da regi\u00e3o Norte, atr\u00e1s apenas de Manaus (AM) e Bel\u00e9m (PA). Com forte voca\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, o munic\u00edpio tem mais de 1 milh\u00e3o de cabe\u00e7as de gado. O seu rebanho bovino j\u00e1 \u00e9 o quarto maior do pa\u00eds, segundo Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal (PPM) divulgada pelo IBGE em 2019.<\/p>\n<p>Com 1,1 milh\u00e3o de cabe\u00e7as de gado, em n\u00edvel nacional a capital rondoniense perde apenas para S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA) \u2014 com 2,2 milh\u00f5es \u2014, Corumb\u00e1 (MS) \u2014 com 1,8 milh\u00e3o \u2014 e Vila Bela da Sant\u00edssima Trindade (MT) \u2014 1,2 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Rond\u00f4nia, outros munic\u00edpios tamb\u00e9m integram o ranking\u00a0 dos maiores rebanhos bovinos como Nova Mamor\u00e9 (730 mil cabe\u00e7as), Jaru (517 mil cabe\u00e7as), Buritis (516 mil cabe\u00e7as) e Ariquemes (477 mil cabe\u00e7as).<\/p>\n<p>Com infraestrutura aeroportu\u00e1ria, porto fluvial alfandegado, terminais de embarque e silos de estocagem de gr\u00e3os para exporta\u00e7\u00e3o pela Hidrovia do Rio Madeira para \u00c1sia e Europa, a capital desponta tamb\u00e9m como entreposto de oportunidades, neg\u00f3cios e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>As estimativas demogr\u00e1ficas do IBGE em 2021 levam em conta todos os 5.570 munic\u00edpios brasileiros, e \u00e9 um dos par\u00e2metros utilizados pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) para o c\u00e1lculo do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o de Estados e Munic\u00edpios, al\u00e9m de refer\u00eancia para indicadores sociais, econ\u00f4micos e demogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p>A capital rondoniense concentra 30,2% da popula\u00e7\u00e3o do estado, mas munic\u00edpios com forte voca\u00e7\u00e3o para o agroneg\u00f3cio e ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o como Ji-Paran\u00e1 (131.026), Ariquemes (111.148), Vilhena (104.517) e Cacoal (86.416) tamb\u00e9m se destacam neste ranking. Rolim de Moura (55.748), Jaru (51.469), Guajar\u00e1-Mirim (46.930), Machadinho d\u2019Oeste (41.724) e Buritis (41.043) completam a lista dos dez mais populosos do estado.<\/p>\n<p>A maioria interliga-se com a BR-364, rodovia federal que se transformou em corredor de transporte das riquezas regionais e principal via de consolida\u00e7\u00e3o do transporte intermodal com a Hidrovia do Madeira, por onde s\u00e3o exportadas\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0da regi\u00e3o para o mercado internacional.<\/p>\n<p>S\u00e3o microrregi\u00f5es com caracter\u00edsticas e detentoras de bons \u00edndices de crescimento econ\u00f4mico e que movidas pela for\u00e7a de trabalho da gente que migrou para colonizar o estado, est\u00e3o hoje no radar da pol\u00edtica de desenvolvimento regional.<\/p>\n<p><strong>PA\u00cdSES IMPORTADORES<\/strong><\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es cresceram mais de 35% neste primeiro semestre, cerca de R$ 3 bilh\u00f5es e 100 milh\u00f5es. Os cinco pa\u00edses que mais compram produtos e aquecem o agroneg\u00f3cio regional s\u00e3o a Turquia, China, Espanha, Hong Kong e Pa\u00edses Baixos, como a Holanda.<\/p>\n<p>Rond\u00f4nia exporta carne fresca e congelada, soja, milho, algod\u00e3o, madeira entre outros produtos para v\u00e1rios pa\u00edses, entre eles, Coreia do Sul, It\u00e1lia, Vietn\u00e3, \u00cdndia, China, Espanha, Israel, Alemanha, R\u00fassia, Portugal, Egito, M\u00e9xico, entre outros. Em 2020, as exporta\u00e7\u00f5es alcan\u00e7aram mais de US$ 1,37 bilh\u00e3o, batendo recordes em rela\u00e7\u00e3o aos anos anteriores.<\/p>\n<p>Lideraram a pauta de exporta\u00e7\u00f5es, nesse per\u00edodo, as carnes fresca e congelada (US$ 678 milh\u00f5es) e\u00a0 a soja (US$ 421 milh\u00f5es). Uma das metas do Plano Estrat\u00e9gico de Governo \u00e9 aumentar em 10% ao ano o valor de produtos exportados at\u00e9 2023, na modalidade\u00a0<em>Free On Board<\/em>\u00a0(FOB \u2013 livre a bordo).<\/p>\n<p>Assim, o governo atua forte na integra\u00e7\u00e3o, lavoura e pecu\u00e1ria (ILP), contribuindo para que o estado sa\u00edsse de um VBP de R$ 9,8 bilh\u00f5es para R$ 15 bilh\u00f5es at\u00e9 o final de 2020.<\/p>\n<p>A soja \u00e9 o gr\u00e3o considerado carro-chefe da pauta de exporta\u00e7\u00e3o com cerca de R$ 2 bilh\u00f5es e 800 milh\u00f5es. O segundo produto, vendido para mais de 150 pa\u00edses, \u00e9 a carne reconhecida pelas miss\u00f5es internacionais de inspe\u00e7\u00e3o como de boa qualidade e produzida agora em \u00e1rea com status livre de vacina\u00e7\u00e3o para febre aftosa.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas produtos com melhores cota\u00e7\u00f5es no mercado consumidor internacional s\u00e3o os derivados de carne (congelada, refrigerada, fresca). O rebanho bovino de Rond\u00f4nia est\u00e1 estimado em mais de 15 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. \u00c9 ainda um dos grandes produtores nacionais de caf\u00e9, exporta madeira em prancha e comercializa v\u00e1rios produtos minerais, como o estanho (cassiterita) e o ni\u00f3bio, item considerado estrat\u00e9gico e que entrou nos \u00faltimos meses na pauta de exporta\u00e7\u00e3o, e encontrado no Brasil apenas em estados como Rond\u00f4nia e na Bahia.<\/p>\n<p>O t\u00e2ntalo (usado em a\u00e7os, avi\u00f5es, filamento de l\u00e2mpadas incandescentes, instrumentos cir\u00fargicos e dent\u00e1rios) \u00e9 outro min\u00e9rio inclu\u00eddo na pauta de exporta\u00e7\u00e3o, seguido do van\u00e1dio outro componente mineral muito procurado pela ind\u00fastria farmac\u00eautica por ter a capacidade de produzir no corpo humano efeitos parecidos como os da insulina.<\/p>\n<p>Os munic\u00edpios que mais exportaram seus produtos para fora do Brasil s\u00e3o Vilhena, em primeiro lugar com mais de 1 bilh\u00e3o e 540 milh\u00f5es, seguido de Porto Velho com R$ 829 milh\u00f5es e Rolim de Moura, o terceiro da lista, com R$ 778 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2020 do Boletim Informativo da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), elaborado pelo Agrodados, registra que o Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria (VBP) de Rond\u00f4nia alcan\u00e7ou R$ 15,2 bilh\u00f5es, crescimento m\u00e9dio de 7% ao ano. O indicador ultrapassa a meta do Plano Estrat\u00e9gico de Governo de alcan\u00e7ar at\u00e9 2023 o VBP no valor de R$ 14 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo cen\u00e1rio em que a agricultura alcan\u00e7ou R$ 4,9 bilh\u00f5es, com destaque para a soja (R$ 2,3 bilh\u00f5es), milho (R$ 1,02 bilh\u00f5es) e caf\u00e9 (R$ 975,2 milh\u00f5es). J\u00e1 a pecu\u00e1ria representa R$ 10,2 bilh\u00f5es, com destaque para bovinos (R$ 9 bilh\u00f5es), leite (R$ 908,9 milh\u00f5es) e su\u00ednos (R$ 1,6 milh\u00f5es). A meta para a agricultura e pecu\u00e1ria era aumentar a produtividade em torno de 20% at\u00e9 2023, j\u00e1 ultrapassada em 2020.<\/p>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa), o agroneg\u00f3cio representa 21% do Produto Interno Bruto (PIB) de Rond\u00f4nia, que gira em torno de R$ 45 bilh\u00f5es e ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o como setor que mais movimenta a economia regional.<\/p>\n<p>O estado tem um grande potencial para produ\u00e7\u00e3o de alimentos e se tornou o terceiro maior produtor de gr\u00e3os da regi\u00e3o Norte e o 14\u00ba do pa\u00eds, batendo recorde de produ\u00e7\u00e3o na safra 2019\/2020, com 2.405,3 mil toneladas. Segundo o anu\u00e1rio do IBGE, Rond\u00f4nia \u00e9 respons\u00e1vel por 4,1% da produ\u00e7\u00e3o total da regi\u00e3o Norte do Brasil, com aproximadamente 10,7 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Destaca-se tamb\u00e9m como maior produtor de caf\u00e9 conilon, milho, arroz e o algod\u00e3o, e o terceiro maior produtor de soja. Fez ainda avan\u00e7os significativos no plantio de culturas como amendoim, cacau, banana, cana-de-a\u00e7\u00facar, feij\u00e3o, laranja, mandioca, inhame, tomate, uva entre outros.<\/p>\n<p>S\u00e3o produ\u00e7\u00f5es vindas de pequenas propriedades da Agricultura Familiar que est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o. \u201cNosso objetivo \u00e9 ajudar o pequeno produtor a desenvolver suas produ\u00e7\u00f5es com ajuda da assist\u00eancia t\u00e9cnica, doa\u00e7\u00e3o de insumos, novas tecnologias e muito mais. Com o apoio do governador, Marcos Rocha, vamos investir muito mais na agricultura familiar\u201d, disse o secret\u00e1rio da Seagri, Evandro Padovani.<\/p>\n<p><strong>METADE DA POPULA\u00c7\u00c3O VIVE EM 5,8% DAS CIDADES<\/strong><\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o anual das estimativas da popula\u00e7\u00e3o residente nos munic\u00edpios brasileiros obedece ao artigo 102 da Lei n\u00ba 8.443\/1992 e \u00e0 Lei complementar n\u00ba 143\/2013. As popula\u00e7\u00f5es dos munic\u00edpios foram estimadas por m\u00e9todo matem\u00e1tico e \u00e9 o resultado da distribui\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es dos estados, projetadas por m\u00e9todos demogr\u00e1ficos, entre seus diversos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, as Estimativas da Popula\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios mostraram um aumento gradativo na quantidade de grandes munic\u00edpios do pa\u00eds. No Censo de 2010, somente 38 munic\u00edpios tinham popula\u00e7\u00e3o superior a 500 mil habitantes e apenas 15 deles tinham mais de 1 milh\u00e3o de moradores. J\u00e1 em 2021, eram 49 os munic\u00edpios brasileiros com mais de 500 mil habitantes e 17 com mais de 1 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira (57,7% ou 123,0 milh\u00f5es de habitantes) est\u00e1 concentrada em apenas 5,8% dos munic\u00edpios (326 munic\u00edpios do pa\u00eds com mais de 100 mil habitantes).<\/p>\n<p>Apenas 49 munic\u00edpios do pa\u00eds com mais de 500 mil habitantes concentram aproximadamente 1\/3 da popula\u00e7\u00e3o brasileira (31,9% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds ou 68 milh\u00f5es de habitantes). Por outro lado, 3770 munic\u00edpios (67,7%) que possuem menos de 20 mil habitantes, concentram 31,6 milh\u00f5es de habitantes, o que corresponde a apenas 14,8% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o das 27 capitais mais o Distrito Federal supera os 50 milh\u00f5es de habitantes, representando 23,87% da popula\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo segue como o estado mais populoso, com 46,6 milh\u00f5es de habitantes, concentrando 21,9% da popula\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds, seguido de Minas Gerais (21,4 milh\u00f5es de habitantes) e do Rio de Janeiro (17,5 milh\u00f5es de habitantes). Os cinco estados menos populosos, somam cerca de 5,8 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o na Regi\u00e3o Norte: Roraima, Amap\u00e1, Acre, Tocantins e Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>As menores popula\u00e7\u00f5es de Rond\u00f4nia est\u00e3o em Pimenteiras do Oeste (2.127 habitantes), Primavera de Rond\u00f4nia (2.697), Castanheiras (2.923), Rio Crespo (3.843), Teixeir\u00f3polis (4.160), S\u00e3o Felipe d\u2019Oeste (4.962), Cabixi (5.067), Santa Luzia d\u2019Oeste (5.942), Cacaul\u00e2ndia (6.307) e Parecis (6.319).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A maioria dos dez munic\u00edpios mais populosos de Rond\u00f4nia, a partir das estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de\u00a0 Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) no \u00faltimo dia 27 de agosto, apresenta bons indicadores de desenvolvimento econ\u00f4mico e figura no arco do crescimento do agroneg\u00f3cio. 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