{"id":372474,"date":"2022-08-02T09:46:37","date_gmt":"2022-08-02T13:46:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=372474"},"modified":"2022-08-02T09:47:02","modified_gmt":"2022-08-02T13:47:02","slug":"refrigerantes-batatas-fritas-e-biscoitos-podem-estar-ligados-a-um-maior-risco-de-demencia-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2022\/08\/02\/refrigerantes-batatas-fritas-e-biscoitos-podem-estar-ligados-a-um-maior-risco-de-demencia-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Refrigerantes, batatas fritas e biscoitos podem estar ligados a um maior risco de dem\u00eancia, diz estudo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_372475\" aria-describedby=\"caption-attachment-372475\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-372475 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/alimentos-ultraprocessados-30072022172901693-300x163.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/alimentos-ultraprocessados-30072022172901693-300x163.jpeg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/alimentos-ultraprocessados-30072022172901693-600x327.jpeg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/alimentos-ultraprocessados-30072022172901693-768x418.jpeg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/alimentos-ultraprocessados-30072022172901693-696x379.jpeg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/alimentos-ultraprocessados-30072022172901693.jpeg 771w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-372475\" class=\"wp-caption-text\">Alimentos ultraprocessados s\u00e3o saborosos, mas n\u00e3o conferem benef\u00edcios \u00e0s dietas FREEPIK<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um estudo publicado na revista Neurology mostrou que pessoas que consomem maior quantidade de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, batatas fritas industrializadas e biscoitos, podem ter maior risco de desenvolver dem\u00eancia \u2013 em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que consomem baixa quantidade.<\/p>\n<p>Os alimentos ultraprocessados t\u00eam baixo valor nutricional, s\u00e3o ricos em a\u00e7\u00facar, gordura e sal, e t\u00eam poucas fibras e prote\u00ednas. Al\u00e9m dos produtos citados, pertencem a esse grupo sorvete, salsicha, iogurte, ketchup, frango frito, feij\u00e3o, guacamole e maionese industrializados, tomate enlatado, salgadinhos em geral, p\u00e3es embalados e cereais aromatizados, por exemplo.<\/p>\n<p>\u201cOs alimentos ultraprocessados \u200b\u200bs\u00e3o convenientes e saborosos, mas diminuem a qualidade da dieta de uma pessoa\u201d, disse o autor do estudo, Huiping Li, em comunicado.<\/p>\n<p>E complementou: \u201cEsses alimentos tamb\u00e9m podem conter aditivos alimentares ou mol\u00e9culas de embalagens produzidas durante o aquecimento que demonstraram em outros estudos ter efeitos negativos nas habilidades de pensamento e mem\u00f3ria. Nossa pesquisa n\u00e3o apenas descobriu que os alimentos ultraprocessados \u200b\u200best\u00e3o associados a um risco maior de dem\u00eancia, mas tamb\u00e9m que substitu\u00ed-los por op\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis \u200b\u200b\u200b\u200bpode diminuir o risco da s\u00edndrome\u201d.<\/p>\n<p>Os cientistas demonstraram que substituir 10% dos alimentos ultraprocessados por n\u00e3o processados ou minimamente processados, como frutas frescas, vegetais, legumes, leite e carne, diminui em 19% o risco de apresentar quadros de dem\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 encorajador saber que pequenas e gerenci\u00e1veis \u200b\u200bmudan\u00e7as na dieta podem fazer a diferen\u00e7a no risco de dem\u00eancia de uma pessoa\u201d, informa Li.<\/p>\n<div class=\"media_box embed intertitle_box\">\n<h3 class=\"content\">Metodologia do estudo<\/h3>\n<\/div>\n<p>Os pesquisadores escolheram 72.083 pessoas de um banco de dados de sa\u00fade do Reino Unido, conhecido como UK Biobank, com 55 anos ou mais e que n\u00e3o apresentavam sinais de dem\u00eancia. Os pacientes foram acompanhados por cerca de dez anos e, no fim do estudo, 518 deles foram diagnosticados com a s\u00edndrome.<\/p>\n<p>Os volunt\u00e1rios preenchiam ao menos dois question\u00e1rios sobre o que haviam comido e bebido no dia anterior, para que os cientistas pudessem mensurar a quantidade de alimentos ultraprocessados que tinham sido ingeridos. A conta era feita diariamente com base no peso, em gramas, desses produtos, comparado com a porcentagem de outros alimentos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a an\u00e1lise prim\u00e1ria, os participantes foram separados em grupos iguais, organizados de acordo com o menor percentual de consumo de ultraprocessados ao maior. As equipes com menor percentual consumiram cerca de 225 gramas desses alimentos por dia, j\u00e1 aquelas com n\u00edveis mais altos ingeriram cerca de 814 gramas.<\/p>\n<p>Os produtos que mais contribu\u00edram para a alta ingest\u00e3o de ultraprocessados foram bebidas, produtos a\u00e7ucarados e l\u00e1cteos.<\/p>\n<div class=\"media_box embed intertitle_box\">\n<h3 class=\"content\">Resultados<\/h3>\n<\/div>\n<p>No grupo que menos consumiu ultraprocessados, 105 das 18.021 pessoas desenvolveram dem\u00eancia. J\u00e1 entre aquelas que mantiveram a dieta com 814 gramas, 150 das 18.021 pessoas\u00a0 tiveram a s\u00edndrome, um aumento de cerca de 43%.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um ajuste por idade, sexo, hist\u00f3rico familiar de dem\u00eancia, doen\u00e7as card\u00edacas e outras influ\u00eancias que podem afetar o risco de desenvolver dem\u00eancia, o estudo descobriu que, a cada aumento de 10% na ingest\u00e3o di\u00e1ria de ultraprocessados, o risco de desenvolver a s\u00edndrome sobe 25%.<\/p>\n<p>\u201cEmbora a pesquisa nutricional tenha come\u00e7ado a se concentrar no processamento de alimentos, o desafio \u00e9 categorizar esses alimentos como n\u00e3o processados, minimamente processados, processados \u200b\u200be ultraprocessados. Por exemplo, alimentos como sopa seriam classificados de forma diferente se enlatados ou caseiros&#8221;, disse a autora de um editorial para o estudo, Maura E. Walker, em comunicado.<\/p>\n<p>E acrescentou: &#8220;Al\u00e9m disso, o n\u00edvel de processamento nem sempre est\u00e1 alinhado com a qualidade da dieta. Hamb\u00fargueres \u00e0 base de plantas que se qualificam como de alta qualidade tamb\u00e9m podem ser ultraprocessados. \u00c0 medida que pretendemos entender melhor as complexidades da ingest\u00e3o alimentar, tamb\u00e9m devemos considerar que podem ser necess\u00e1rias mais avalia\u00e7\u00f5es diet\u00e9ticas de alta qualidade\u201d.<\/p>\n<p>O estudo n\u00e3o prova de forma integral que alimentos ultraprocessados \u200b\u200bcausam dem\u00eancia, mas mostra uma associa\u00e7\u00e3o. Os testes tiveram a limita\u00e7\u00e3o de determinar os casos da s\u00edndrome por meio de registros hospitalares e de \u00f3bitos, podendo, possivelmente, ter negligenciado os casos mais leves, que s\u00e3o notificados nos cuidados prim\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo publicado na revista Neurology mostrou que pessoas que consomem maior quantidade de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, batatas fritas industrializadas e biscoitos, podem ter maior risco de desenvolver dem\u00eancia \u2013 em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que consomem baixa quantidade. 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