{"id":374426,"date":"2022-08-23T09:54:11","date_gmt":"2022-08-23T13:54:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=374426"},"modified":"2022-08-23T09:54:11","modified_gmt":"2022-08-23T13:54:11","slug":"adocao-de-boas-praticas-pode-aumentar-producao-de-trigo-em-15-milhao-de-toneladas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2022\/08\/23\/adocao-de-boas-praticas-pode-aumentar-producao-de-trigo-em-15-milhao-de-toneladas-no-brasil\/","title":{"rendered":"Ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas pode aumentar produ\u00e7\u00e3o de trigo em 1,5 milh\u00e3o de toneladas no Brasil"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_374427\" aria-describedby=\"caption-attachment-374427\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-374427 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/236647-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/236647-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/236647-600x450.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/236647-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/236647-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/236647-265x198.jpg 265w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/236647-696x522.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/236647-560x420.jpg 560w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/236647.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-374427\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A colheita de trigo nas principais regi\u00f5es produtoras do Brasil tem o potencial de crescer em mais de 1,5 milh\u00e3o de toneladas, sem adi\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de plantio ou desenvolvimento de novas tecnologias.<\/p>\n<p>Um m\u00e9todo inovador desenvolvido pela Embrapa identificou locais em que o rendimento das lavouras est\u00e1 abaixo do potencial e poderia melhorar com a ado\u00e7\u00e3o de recursos j\u00e1 dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Ainda listou as principais causas das diferen\u00e7as de produtividade entre os locais analisados. O trabalho abrangeu 457 munic\u00edpios de 79 microrregi\u00f5es nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, al\u00e9m do Distrito Federal.<\/p>\n<p>O estudo foi feito em conjunto com 29 cooperativas que atuam na produ\u00e7\u00e3o de trigo, com o objetivo de guiar a\u00e7\u00f5es, principalmente de transfer\u00eancia de tecnologias, para incrementar a produ\u00e7\u00e3o. Os resultados est\u00e3o no documento \u201cLacunas de rendimento de gr\u00e3os de trigo em \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o de cooperativas no Brasil\u201d, dispon\u00edvel na \u00e1rea de publica\u00e7\u00f5es do Portal Embrapa.<\/p>\n<p>Na microrregi\u00e3o de Cascavel (PR), por exemplo, o aumento de produtividade poderia adicionar mais de 100 mil toneladas \u00e0 colheita. Em Cruz Alta e Santo \u00c2ngelo (RS), melhorar o rendimento tamb\u00e9m faria as safras crescerem em mais de 90 mil toneladas.<\/p>\n<p>Esses n\u00fameros correspondem \u00e0s chamadas lacunas de rendimento \u2013 ou folgas de produtividade. Elas s\u00e3o calculadas a partir da diferen\u00e7a entre a produtividade potencial, ou seja, o melhor resultado que se poderia obter, e o que foi efetivamente alcan\u00e7ado. Em conjunto com as cooperativas, a equipe da Embrapa levantou as principais causas dessas lacunas.<\/p>\n<p>Os resultados obtidos foram enviados \u00e0s cooperativas participantes, acompanhados por um question\u00e1rio. \u201cPerguntamos quais seriam as causas daquelas diferen\u00e7as encontradas e que a\u00e7\u00f5es poderiam ser encaminhadas para sanar essas lacunas\u201d,conta o analista da Embrapa Trigo Ad\u00e3o Acosta.<\/p>\n<p><strong>O desafio da ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>Entre as causas das lacunas, relatadas pelos entrevistados, estava a baixa ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas relacionadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do rendimento e ao manejo do solo. Elas re\u00fanem a\u00e7\u00f5es como a mitiga\u00e7\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos, o manejo fitossanit\u00e1rio, rota\u00e7\u00e3o de culturas, fertilidade do solo e muitas outras. Segundo o gerente de Pesquisa da Cooperativa Central Ga\u00facha Ltda. (CCGL), Geomar Mateus Corassa, a ado\u00e7\u00e3o dessas pr\u00e1ticas pode fazer parte das estrat\u00e9gias das cooperativas para reduzir as lacunas.<\/p>\n<p>Para ele, um dos problemas mais recorrentes \u00e9 o uso de um manejo \u00fanico, sem considerar o sistema produtivo na propriedade. \u201cUm exemplo est\u00e1 na escolha da cultivar de trigo. Um material \u00e9 mais suscet\u00edvel a uma doen\u00e7a e outro \u00e9 mais tolerante. Enquanto algumas cultivares t\u00eam maior potencial de rendimento e exigem mais aduba\u00e7\u00e3o, outras dependem de menor investimento para atingir o resultado m\u00e1ximo. O que ocorre hoje \u00e9 que parte dos produtores costuma adotar um pacote de manejo padr\u00e3o, com abordagem id\u00eantica para cultivares diferentes, o que reduz a efici\u00eancia produtiva,\u201d relata Corassa, que tamb\u00e9m participou do estudo.<\/p>\n<p>Por isso, o gerente destaca que \u00e9 preciso observar as peculiaridades e fragilidades espec\u00edficas de cada cultivar ou, ainda, para cada talh\u00e3o na lavoura, fazendo um ajuste fino para depois definir o manejo mais adequado na \u00e1rea. \u201cO acompanhamento da assist\u00eancia t\u00e9cnica da cooperativa \u00e9 fundamental para identificar o melhor manejo em cada parte da lavoura. Hoje o setor produtivo conta com muitas tecnologias e conhecimentos da pesquisa que precisam ser aplicados no campo para chegarmos a uma produtividade mais est\u00e1vel na triticultura brasileira\u201d, afirma Corassa.<\/p>\n<p>O gerente ressalta, por\u00e9m, que mesmo que o setor produtivo seja mais eficiente, preenchendo as lacunas identificadas no estudo, o que realmente define o aumento na \u00e1rea de trigo no Pa\u00eds \u00e9 a liquidez do mercado: \u201cN\u00e3o podemos focar apenas no aumento do rendimento, mas tamb\u00e9m na comercializa\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os e na rentabilidade do produtor. Por isso, a import\u00e2ncia de a pesquisa trabalhar em conjunto com o setor produtivo, formando as bases que podem impactar toda a cadeia\u201d, defende.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todo inovador indica metas alcan\u00e7\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>Descobrir qual poderia ser a maior produtividade alcan\u00e7ada por uma lavoura em determinada \u00e1rea \u00e9 o primeiro passo para estabelecer um patamar a atingir e estimar as lacunas de rendimento. Mas como se define essa produtividade potencial?<\/p>\n<p>Boa parte dos estudos sobre o tema utiliza modelos matem\u00e1ticos que simulam o rendimento a partir de uma s\u00e9rie de dados sobre o local e a cultura ou resultados de experimentos. Os pesquisadores da Embrapa Fernando Garagorry, da Superintend\u00eancia de Estrat\u00e9gia, e Milena Yumi Ramos, da Ger\u00eancia-Geral de Intelig\u00eancia e Planejamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o (PD&amp;I), desenvolveram um m\u00e9todo inovador que utiliza dados de produ\u00e7\u00e3o no campo. \u201cAs estimativas s\u00e3o baseadas no que j\u00e1 foi observado: s\u00e3o potenciais alcan\u00e7\u00e1veis, resultados que j\u00e1 ocorreram em condi\u00e7\u00f5es semelhantes\u201d, ressalta Ramos.<\/p>\n<p>No caso do estudo com o trigo, foi analisada a s\u00e9rie hist\u00f3rica de dados de produtividade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), de 2003 a 2018, e comparadas microrregi\u00f5es dentro da mesma Regi\u00e3o Homog\u00eanea de Adapta\u00e7\u00e3o de Cultivares de Trigo (RHACT). S\u00e3o quatro RHACTs no Brasil, que delimitam \u00e1reas com condi\u00e7\u00f5es semelhantes de temperatura, chuva e altitude, fatores que condicionam o rendimento da triticultura.<\/p>\n<p><strong>Limites originais das Regi\u00f5es Homog\u00eaneas de Adapta\u00e7\u00e3o de Cultivares de Trigo (safra 2019)<\/strong><\/p>\n<p>Em cada RHACT, a equipe da Embrapa identificou, a partir dos dados do IBGE, a microrregi\u00e3o com maior produtividade alcan\u00e7ada em um determinado ano, por meio das m\u00e9dias registradas em cada munic\u00edpio. Esse valor foi estabelecido como produtividade potencial e utilizado para calcular as lacunas de rendimento nas demais.<\/p>\n<p>Por meio desse m\u00e9todo observou-se, por exemplo, que, na regi\u00e3o de clima frio e \u00famido do Rio Grande do Sul, agricultores da microrregi\u00e3o de Vacaria (RS) \u00a0 \u00a0 colheram, em m\u00e9dia, 3,2 mil quilos de trigo por hectare (kg\/ha). Em outras \u00e1reas de condi\u00e7\u00f5es semelhantes, o rendimento foi de at\u00e9 1.575 quilos menor.<\/p>\n<p>Identificar as diferen\u00e7as de produtividade no territ\u00f3rio nacional foi o que motivou os pesquisadores da Embrapa a se debru\u00e7arem sobre o tema. Na m\u00e9dia brasileira, o rendimento das colheitas, especialmente de gr\u00e3os, alimenta gr\u00e1ficos com linhas crescentes. Mas, em um territ\u00f3rio t\u00e3o extenso e diverso, era de se supor que houvesse diferen\u00e7as significativas entre as localidades. \u201cA inten\u00e7\u00e3o do nosso trabalho \u00e9 diferenciar regi\u00f5es no territ\u00f3rio, o que \u00e9 importante para planejar a\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia de tecnologias, pol\u00edticas p\u00fablicas e outras formas de atua\u00e7\u00e3o\u201d, pontua Milena Ramos.<\/p>\n<p>A equipe buscava um m\u00e9todo que pudesse ser aplicado a diferentes culturas e \u00e0 diversidade de condi\u00e7\u00f5es encontradas no Brasil. N\u00e3o haveria dados suficientes para alimentar modelos de simula\u00e7\u00e3o para essa diversidade de fatores. Foi, ent\u00e3o, que decidiu recorrer \u00e0s estat\u00edsticas geradas anualmente pelo IBGE. \u201cAs estat\u00edsticas oficiais s\u00e3o o que a gente tem de sistem\u00e1tico, com qualidade nos dados, algum n\u00edvel de desagrega\u00e7\u00e3o, e abrang\u00eancia de muitos produtos\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de poder ser aplicado a diferentes culturas e locais e indicar produtividades potenciais mais pr\u00f3ximas da realidade, outra vantagem desse m\u00e9todo \u00e9 que ele pode ser aplicado ano a ano. Quando se trabalha com modelos de simula\u00e7\u00e3o ou condi\u00e7\u00f5es experimentais, a produtividade potencial permanece est\u00e1tica at\u00e9 que se refa\u00e7a a simula\u00e7\u00e3o ou o experimento. Por utilizar dados estat\u00edsticos, os par\u00e2metros podem ser revistos com mais agilidade. \u201c\u00c9 um m\u00e9todo adaptativo, que leva em conta as observa\u00e7\u00f5es ao longo do tempo. Se houve dissemina\u00e7\u00e3o de tecnologias que aumentaram a produtividade naquele local, por exemplo, o potencial acompanha isso, n\u00e3o fica est\u00e1tico\u201d, observa Ramos. A equipe j\u00e1 realizou trabalho semelhante ao do trigo para outros gr\u00e3os e pretende atuar tamb\u00e9m sobre outras culturas.<\/p>\n<p>Justamente pela caracter\u00edstica adaptativa, que permite a atualiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica, o analista Andr\u00e9 Rodrigo Farias, da Embrapa Territorial (SP), acredita que esse \u00e9 um m\u00e9todo cient\u00edfico que pode ser adotado no contexto operacional e de planejamento das a\u00e7\u00f5es das cooperativas. \u201cPor exemplo, uma cooperativa que atue em diversas regi\u00f5es e re\u00fana milhares de produtores rurais pode adaptar a ideia de lacunas de rendimento para realizar o monitoramento dos resultados de seus cooperados. Com isso, consegue identificar aqueles locais onde os rendimentos est\u00e3o baixos em termos comparativos e, com isso, propor a\u00e7\u00f5es para melhor\u00e1-los, o que, entre outras coisas, tende a elevar o rendimento da cultura e a remunera\u00e7\u00e3o ao agricultor\u201d, detalha.<\/p>\n<p><strong>Onde est\u00e1 e para onde vai o trigo<\/strong><\/p>\n<p>A abordagem territorial tem sido utilizada pela Embrapa para levantar as possibilidades de crescimento da produ\u00e7\u00e3o brasileira de trigo, tendo em vista que, nos \u00faltimos anos, quase a metade da quantidade que o Pa\u00eds consome tem sido importada. Ainda em 2015, um estudo projetou cen\u00e1rios de crescimento das planta\u00e7\u00f5es nas quatro regi\u00f5es homog\u00eaneas da cultura, analisando principalmente a participa\u00e7\u00e3o do trigo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea de soja e milho da safra de ver\u00e3o e a otimiza\u00e7\u00e3o de locais que historicamente haviam sido ocupados pela triticultura. Entre os resultados alcan\u00e7ados, o estudo apontou que o Brasil teria autossufici\u00eancia caso o trigo ocupasse 30% da \u00e1rea de ver\u00e3o cultivada com soja e milho nas regi\u00f5es homog\u00eaneas, ainda que mantidos os rendimentos da cultura \u00e0 \u00e9poca, ou seja, sem considerar poss\u00edveis aumentos de produtividade pela ado\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Um segundo trabalho, dois anos depois, avaliou como a triticultura se expandiu, ou se retraiu, nas diferentes \u00e1reas do territ\u00f3rio nacional, ao longo de 25 anos. Esse estudo da din\u00e2mica espa\u00e7o-temporal comparou as \u00e1reas de trigo entre 1990 e 2014 e demonstrou que o crescimento da cultura nas regi\u00f5es tradicionais de produ\u00e7\u00e3o se concentrou principalmente no noroeste do Rio Grande do Sul, centro-sul do estado do Paran\u00e1, al\u00e9m de expans\u00f5es mais recentes, como o entorno de Bras\u00edlia, leste de Goi\u00e1s e o sul de Minas Gerais. Em contrapartida, em outras regi\u00f5es, como o estado do Mato Grosso do Sul e o noroeste do Paran\u00e1, o trigo perdeu participa\u00e7\u00e3o, sobretudo pelo crescimento da ado\u00e7\u00e3o do milho segunda safra nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A estimativa das lacunas de produtividade foi um terceiro esfor\u00e7o para compreender as diferen\u00e7as que existem na produ\u00e7\u00e3o do trigo conforme a localidade, mesmo em regi\u00f5es com produ\u00e7\u00e3o consolidada e condi\u00e7\u00f5es ambientais semelhantes. \u201cNos dois primeiros estudos, nosso foco estava nas possibilidades de expans\u00e3o da \u00e1rea ocupada com trigo em diversas regi\u00f5es do Brasil. Na an\u00e1lise das lacunas de rendimento, as aten\u00e7\u00f5es est\u00e3o voltadas para a produ\u00e7\u00e3o e suas oportunidades de crescimento, sem necessariamente expandir a \u00e1rea cultivada\u201d, comenta Andr\u00e9 Farias, da Embrapa Territorial.<\/p>\n<p>Para tornar poss\u00edvel o direcionamento do estudo das lacunas para a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o das cooperativas, a equipe da Embrapa Territorial precisou adaptar os limites das regi\u00f5es homog\u00eaneas. \u201cO estudo precisava contemplar as caracter\u00edsticas regionais da produ\u00e7\u00e3o do trigo e a disponibilidade de dados oficiais, mas os limites das R \u00a0 \u00a0HACTs n\u00e3o coincidem exatamente com a divis\u00e3o pol\u00edtico-administrativa das microrregi\u00f5es. T\u00ednhamos ainda esse terceiro fator: a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o das cooperativas. Fizemos, ent\u00e3o, a compatibiliza\u00e7\u00e3o do per\u00edmetro das R \u00a0 \u00a0HACTs ao contexto das microrregi\u00f5es\u201d, explica Farias. Al\u00e9m dessa adapta\u00e7\u00e3o, cada cooperativa recebeu dados sobre sua regi\u00e3o espec\u00edfica de atua\u00e7\u00e3o, para avaliar as causas da exist\u00eancia das lacunas e as poss\u00edveis medidas a serem adotadas para reduzi-las.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do analista da Embrapa, a indica\u00e7\u00e3o das lacunas de produtividade nas principais regi\u00f5es trit\u00edcolas completa um conjunto de informa\u00e7\u00f5es sobre as mudan\u00e7as e potenciais do cultivo do trigo no territ\u00f3rio nacional. \u201cO incremento na produ\u00e7\u00e3o trit\u00edcola que se espera pode vir de uma combina\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias, que podem incluir a expans\u00e3o das \u00e1reas de cultivo e a supera\u00e7\u00e3o das lacunas de rendimentos. Os estudos que realizamos t\u00eam como objetivo subsidiar o desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es e a aplica\u00e7\u00e3o de recursos para esse fim\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Novas pesquisas com intelig\u00eancia territorial aplicadas \u00e0 cultura do trigo est\u00e3o sendo realizadas na Embrapa, focadas principalmente na expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o tropical do Brasil Central, que compreende \u00e1reas dos estados de S\u00e3o Paulo, Goi\u00e1s, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. \u201cNesse trabalho, o objetivo \u00e9 prospectar e categorizar munic\u00edpios e regi\u00f5es prop\u00edcias \u00e0 expans\u00e3o do trigo tropical, envolvendo n\u00e3o apenas os crit\u00e9rios da produ\u00e7\u00e3o no campo, mas tamb\u00e9m a integra\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria, a partir de dados como a localiza\u00e7\u00e3o e capacidade de moagem e infraestrutura log\u00edstica dispon\u00edvel\u201d, destaca Farias. O estudo, iniciado em julho, ser\u00e1 desenvolvido durante os pr\u00f3ximos dois anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A colheita de trigo nas principais regi\u00f5es produtoras do Brasil tem o potencial de crescer em mais de 1,5 milh\u00e3o de toneladas, sem adi\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de plantio ou desenvolvimento de novas tecnologias. 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