{"id":382774,"date":"2022-12-03T09:28:41","date_gmt":"2022-12-03T13:28:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=382774"},"modified":"2022-12-03T09:29:17","modified_gmt":"2022-12-03T13:29:17","slug":"apos-dois-anos-de-covid-um-em-cada-quatro-jovens-nao-estuda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2022\/12\/03\/apos-dois-anos-de-covid-um-em-cada-quatro-jovens-nao-estuda\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s dois anos de covid, um em cada quatro jovens n\u00e3o estuda"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_382775\" aria-describedby=\"caption-attachment-382775\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-382775 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sala-de-aula-300x198.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sala-de-aula-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sala-de-aula-600x395.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sala-de-aula-768x506.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sala-de-aula-696x458.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sala-de-aula-741x486.jpg 741w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sala-de-aula-638x420.jpg 638w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sala-de-aula.jpg 826w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-382775\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ap\u00f3s dois anos de pandemia, em 2021, um em cada quatro jovens brasileiros de 15 a 29 anos, o equivalente a 25,8%, n\u00e3o estudava, nem estava ocupado. Mais da metade &#8211; 62,5% &#8211; \u00e9 mulher.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS): uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira 2022, divulgada na sexta-feira, (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1496468&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1496468&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o, por conta da falta de experi\u00eancia, os jovens s\u00e3o os que enfrentam maior dificuldade tanto para ingressar quanto para permanecer no mercado de trabalho. Eles representam o grupo mais vulner\u00e1vel aos per\u00edodos de crise econ\u00f4mica, especialmente os menos qualificados.<\/p>\n<p>Em 2021, dos 12,7 milh\u00f5es de jovens de 15 a 29 anos que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados no Brasil, as mulheres de cor ou ra\u00e7a preta ou parda representavam 5,3 milh\u00f5es desses jovens (41,9%), enquanto as brancas formavam menos da metade desse montante: 2,6 milh\u00f5es (20,5%), totalizando 7,9 milh\u00f5es de mulheres ou 62,5% dos jovens que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados. Entre os 4,7 milh\u00f5es de jovens restantes nessa situa\u00e7\u00e3o, tr\u00eas milh\u00f5es eram homens pretos ou pardos (24,3%), conforme classifica\u00e7\u00e3o do IBGE, e 1,6 milh\u00e3o de brancos (12,5%).<\/p>\n<p>A pesquisa indicou que a pandemia n\u00e3o alterou a composi\u00e7\u00e3o desse indicador por ra\u00e7a ou sexo. A SIS mostra que distintos pap\u00e9is de g\u00eanero na sociedade influenciam a raz\u00e3o pela qual os jovens e as jovens se encontram na situa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o estudar nem estar ocupado. Os homens tendem a estar nessa situa\u00e7\u00e3o mais frequentemente como desocupados, ou seja, em busca de ocupa\u00e7\u00e3o e dispon\u00edveis para trabalhar, j\u00e1 as mulheres como fora da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<h2>Crian\u00e7as<\/h2>\n<p>Diversos fatores s\u00e3o respons\u00e1veis pelas mulheres que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupadas estarem em maior propor\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho, entre eles, destaca-se responsabilidades com o cuidado de crian\u00e7as, conforme a publica\u00e7\u00e3o. Por sua vez, problemas de sa\u00fade e outros motivos prevalecem entre os homens que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados fora da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres, em sua maioria, estavam fora da for\u00e7a de trabalho. Elas n\u00e3o eram desocupadas, elas n\u00e3o estavam procurando emprego e dispon\u00edveis para trabalhar como \u00e9 o caso da maioria dos homens\u201d, afirmou a pesquisadora do IBGE Betina Fresneda.<\/p>\n<p>\u201cEssa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ratificada com a investiga\u00e7\u00e3o dos motivos pelos quais as mulheres est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o e, como o principal motivo, figuram cuidados e afazeres dom\u00e9sticos, assim como em outros pa\u00edses que investigam esses motivos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Esse \u00edndice reduziu em 2021 em rela\u00e7\u00e3o a 2020, quando 28% dos jovens n\u00e3o estavam estudando, nem trabalhando. Em 2020, entre os pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), o Brasil foi o terceiro maior percentual de jovens adultos que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados, ficando atr\u00e1s apenas da \u00c1frica do Sul e da Col\u00f4mbia.<\/p>\n<h2>N\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Consideradas todas as faixas et\u00e1rias a partir dos 14 anos, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o no Brasil subiu de 51% em 2020 para 52,1% em 2021, mas ainda est\u00e1 bem abaixo de 2019, 56,4%. S\u00e3o considerados nesse indicador tanto aqueles que possuem um v\u00ednculo empregat\u00edcio, quanto os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O estudo mostra, ainda, que, em 2021, aumentou a diferen\u00e7a de ocupa\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres. Mesmo situados em patamar mais baixo, o n\u00edvel e a ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres foram mais reduzidos em 2020 e cresceram menos em 2021, ampliando a dist\u00e2ncia entre os sexos.<\/p>\n<p>Em 2019, antes da pandemia, 66,8% dos homens e 46,7% das mulheres com mais de 14 anos estavam ocupados. Em 2021, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o dos homens caiu 3,7 pontos percentuais (pp) para 63,1%, enquanto o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres recuou 4,8 pp para 41,9%.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a ra\u00e7a, a popula\u00e7\u00e3o ocupada preta ou parda \u00e9 19% superior \u00e0 popula\u00e7\u00e3o branca. No entanto, h\u00e1 diferencia\u00e7\u00e3o significativa em rela\u00e7\u00e3o ao v\u00ednculo empregat\u00edcio \u2013 a informalidade \u00e9 maior entre pessoas pretas e pardas \u2013 e a remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2021, o aumento das ocupa\u00e7\u00f5es informais foi de 1,6 pp para as pessoas de cor ou ra\u00e7a preta ou parda e 0,9 pp para pessoas de cor ou ra\u00e7a branca. Em rela\u00e7\u00e3o ao rendimento, a diferen\u00e7a total \u00e9 de 69,4% entre pretos e pardos e brancos.<\/p>\n<p>A SIS re\u00fane indicadores que ajudam em um conhecimento amplo da realidade social do Brasil. A publica\u00e7\u00e3o utiliza dados de pesquisas do IBGE como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad) e a Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Municipais, al\u00e9m de dados de fontes externas como o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS), e informa\u00e7\u00f5es de organismos internacionais como a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s dois anos de pandemia, em 2021, um em cada quatro jovens brasileiros de 15 a 29 anos, o equivalente a 25,8%, n\u00e3o estudava, nem estava ocupado. Mais da metade &#8211; 62,5% &#8211; \u00e9 mulher. Os dados fazem parte da S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS): uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira 2022, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":382775,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72],"tags":[],"class_list":["post-382774","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=382774"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382774\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-json\/wp\/v2\/media\/382775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=382774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=382774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=382774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}